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Messiasmendes
26/01/2019 - 16h30 - visualizações

Mais uma tragédia previsível e evitável

Autor Messias Mendes

A Samarco é controlada pela Vale do Rio Doce; a Vale era diretamente responsável pela barragem de Brumadinho. Duas tragédias em três anos no mesmo estado e a negligencia  que jamais foi castigada. O procurador Carlos Eduardo Ferreira Pinto chefiou a força-tarefa que investigou o rompimento de 2015 em Mariana. A comissão investigatória produziu um relatório e alertou as autoridades para as centenas de bombas relógios que em Minas se encontravam. Mas nenhuma providência foi tomada. “Era lógico que isso iria acontecer”, declarou o procurador, tão logo soube do que havia acontecido em Brumadinho.

O caso do Fundão redundou em três comissões extraordinárias, que propuseram uma legislação própria para prevenir rompimentos como aquele no Estado de Minas. A Assembleia Legislativa sentou em cima e os projetos foram simplesmente deformados e depois engavetados.

O que resta fazer agora? De novo surgem as recomendações de sempre e os alertas que nunca deixaram de piscar. Tudo piora com a narrativa do novo governo, de desqualificação dos órgãos fiscalizadores, caso do Ibama, que Bolsonaro chama de fábrica de multas, que vive importunando os pobres exploradores das riquezas existentes no solo e no subsolo brasileiros. Só em Minas Gerais são mais de 400 barragens sob fiscalização pífia. E pífia por enquanto, porque correm o risco de não ter fiscalização nenhuma, porque a promessa do presidente é “tirar o estado do cangote de quem produz”. Nesse caso, de quem produz lucros imorais para os empresários do setor de mineração  e sangue, lama e dor para as populações do entorno. Sem falar na tragédia ambiental.

 

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