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Messiasmendes
26/01/2019 - 21h56 - visualizações

Maranhão reduz assassinatos com programa de apreensão de armas

Autor Messias Mendes

Em uma longa entrevista ao programa Diálogos de Mário Sérgio Conti, na Globo News, o governador (reeleito ) do Maranhão fez duras críticas ao decreto do porte de arma assinado pelo presidente Bolsonaro. Mostra dados estatísticos da redução dos crimes de morte em seu estado, graças a um programa de retirada de circulação de armas  ilegais . Para isso criou bonificação para os policiais por arma apreendida. Esse foi um dos fatores da redução em  63% dos crimes com arma de fogo no Estado.

Flávio Dino, que é juiz federal aposentado, também criticou a reforma da previdência proposta por Paulo Guedes, que fala em migrar do regime de repartição para o de capitalização pura. Este regime, na visão do governador pode ser bom para a classe média e para os ricos, mas é um genocídio para os pobres, uma verdadeira tragédia social. Ele não acha razoável desvincular a previdência do tripé chamado seguridade social criado pela Constituição de 1988. A seguridade prevê fontes diversas de financiamento e isolar a previdência seria uma afronta à Carta Magna.

O governador maranhense não falou nesses termos mas é  sim uma puta sacanagem  esse discurso sobre déficit da previdência, que omite detalhes como os de categorias privilegiadas (políticos setores do funcionalismo público) e que pelo jeito não serão mexidos; como a tungagem que o governo faz no orçamento da seguridade, via DRU, retirando até 30% do orçamento destinado à saúde, à assistência social e à previdência e como o calote de grandes grupos econômicos, inclusive bancos, nas contribuições previdenciárias.

Dá nojo ouvir comentaristas de economia, como o cretino Carlos Alberto Sardemberg , atribuindo o déficit público brasileiro ao pagamento de aposentadorias e outros benefícios previdenciários. É irritante ouvir essa gente  encher a bola de Paulo Guedes quando falam em privatizações e corte de gastos sociais.

Outra coisa que o governador maranhense disse e com a qual não dá pra discordar, foi sobre a concentração do debate nacional em torno de temas menores, ignorando-se totalmente a agenda social, de combate à miséria e de retomada do emprego no país.

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