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Messiasmendes
27/01/2019 - 16h52 - visualizações

Reforma da previdência e a farsa do déficit

Autor Messias Mendes

Duas economistas , professoras universitárias e ex-auditoras da Receita Federal, sustentam com argumentos irrefutáveis, que a Previdência Social não é deficitária coisa nenhuma. Maria Lúcia Fatorelli , por exemplo, lembra que o artigo 195 da Constituição Federal  garante variadas fontes de recursos para a seguridade social, cujo tripé, formado pela saúde, assistência social e previdência, não pode ser quebrado como querem fazer. A seguridade, é bom que se diga, foi uma das maiores, senão a maior, conquista que a sociedade brasileira obteve por meio da Constituinte. Suas variadas fontes de financiamento garante superávits bilionários todos os anos, apesar das sonegações e renúncias fiscais que, somadas, passam de R$ 1 bi. E apesar também da tungagem de 30% dos recursos da seguridade através de um mecanismo malandro, que veio lá do governo FHC, passou por Lula, Dilma, Temer e chega em Bolsonaro, conhecida pela sigla DRU (Desvinculação das Receitas da União) .

Até o governo Dilma a desvinculação era de 20%, Temer elevou para 30%. Segundo Fatorelli ,todo o dinheiro surrupiado do orçamento da seguridade social vai para pagamento de juros da dívida. Para Denise, o objetivo final da reforma da previdência proposta pelo governo Temer e que fatalmente será piorada no governo Bolsonaro , é fortalecer a previdência privada, para onde deverão migrar milhões de trabalhadores. Ao desmembrar a previdência do tripé da seguridade social, o que se constituirá num crime brutal contra os trabalhadores pobres, o governo estará tirando a possibilidade de milhões de trabalhadores de se aposentar com salário integral.

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