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Notícias Da Igreja
20/09/2016 - 15h00 - visualizações

Suicídio e vida

Autor Padre Edivan Pedro

A vida e a sua contramão diante do suicídio


A vida é dom precioso de Deus e altar da dignidade maior, a dignidade humana. Mas, na arte de viver, acumula-se uma avalanche de acontecimentos, processos, descasos e indiferenças que, assombrosamente, estão na contramão desse sublime dom. Entre as lamentáveis situações estão os cenários degradantes da exclusão social, frutos da mesquinhez, da falta de sentido autêntico de cidadania e dos famigerados esquemas de corrupção. A lista de acontecimentos que ameaçam a vida é enorme e demanda providências urgentes, redobrada atenção e ações mais incidentes. É preciso proteger esse precioso dom de Deus em todas as suas etapas, da fecundação ao declínio com a morte natural. Particularmente, merece redobrada atenção de todos – e políticas públicas incidentes – um grave problema: o suicídio. Falar sobre o tema é um tabu que precisa ser vencido, para que cada pessoa possa colaborar com a saúde pública, em compromisso irrestrito com a vida.

Fale, argumente e reflita sobre o suicídio

Compartilhar o assunto no dia a dia – na família, nos ambientes de trabalho, nos círculos religiosos, no mundo da educação, nos mais diversos lugares – pode contribuir, decisivamente para salvar vidas, recuperar pessoas e evitar que esse mal silencioso consolide-se como epidemia. O suicídio é grave problema que atinge adultos, jovens, inclusive adolescentes e crianças, deixando feridas incuráveis no coração de famílias. Todos devem aprender sempre mais sobre os sintomas que indicam o risco iminente desse mal para, quando necessário, poder intervir e ajudar a salvar vidas, recuperá-las, reconduzindo pessoas para a saudável convivência familiar e a adequada inserção social. Cada pessoa deve se sentir convocada a contribuir com projetos que promovam o dom da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde, de cada dez casos de suicídio, nove poderiam ser evitados se houvesse adequada prática de prevenção.

Ofereça oração, carinho e diálogo

É grave desconsiderar um mal que pode atingir a todos. Não se restringe a uma faixa etária específica, pois inclui crianças, adolescentes, jovens e adultos – muitas vezes afogados num turbilhão de escolhas e solicitações das quais não conseguem dar conta -, até idosos, enjaulados no ostracismo da solidão. Atinge, também, pessoas das mais diversas condições sociais. Essa consideração é comprovada pela estatística e mostra que são necessárias providências urgentes para se promover a boa saúde mental. Isso inclui construir condições sociais que não sejam peso e submetam pessoas a situações de fragilidade extrema, levando-as ao desespero que as faz desistir de viver. É hora de escuta atenciosa das associações e instituições terapêuticas capazes de qualificar cada pessoa no enfrentamento desse monstro destruidor – o suicídio. Também é urgente e prioritário trabalhar para oferecer a cada pessoa recursos humanísticos e espirituais que contribuam para a administração do dom da vida.
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