debate



O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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Ociosidade e drogas é tema de aula em Marialva

De acordo com o levantamento do Serviço de Abordagem, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Sasc), a ociosidade e as drogas são os motivos que mais levam crianças e adolescentes à viverem em situações de rua em Maringá. Os dados também revelam que a maioria dos menores que são encontrados vendendo doces nas ruas, ou mesmo em situação de mendicância, pertence a cidades vizinhas.

Este assunto despertou a atenção da professora Amélia Watanabe Horita, que leciona para os alunos da Escola Municipal Dr. Milton Tavares Paes, em Marialva. “A notícia destaca que a Sasc de Maringá encaminhou 171 crianças e adolescentes para o abrigo provisório do município somente em 2013. Esta é uma realidade que poderia ser a de algum dos meus alunos, por isso decidi discutir o tema.”

Com o objetivo de trabalhar o texto jornalístico e fazer com que as crianças expressassem suas opiniões, Amélia entregou exemplares do Diário para a leitura da matéria, em seguida discutiu sobre o assunto e os estudantes desenvolveram produções textuais argumentando possíveis soluções para o caso de menores que vivem na ociosidade.

“Quando fiz a correção dos textos me surpreendi com os resultados. Por ser um material diferente os alunos adoram o jornal, e isso os motiva a ler e a escrever. Outro fator importante é que a notícia apresenta pessoas com idade similar a deles, o que desperta identificação e interesse pela atividade proposta”, conta Amélia.

A estudante Gabriely Bressa destaca que a oportunidade de ler sobre o que está acontecendo atualmente, a faz ter consciência do que é certo ou não. Assim, aproveita os exemplos para não cometer os mesmos erros.

“Na matéria eu li que têm muitas crianças que passam os dias nas ruas pegando latinha, papelão e lixo. E na verdade, elas estão trabalhando para os pais delas, para os adultos, e isso é muito feio. Lugar de criança é na escola”, enfatiza o aluno Renê Rossatti.

A estudante Ana Paula Nunes comenta que algumas meninas acabam ficando nas ruas e ao crescer nessa situação perdem seus valores. “Muitas vezes elas deixam de lado o amor próprio e para ganhar dinheiro se prostituem. Isso é ruim porque ainda correm o risco de pegar doenças.”

A aluna Larissa de Jesus Souza diz que esses adolescentes que trabalham, ao invés de estudar, acabam se envolvendo com as drogas. “Entrando nesse mundo você se afunda cada vez mais e só terá derrotas. Não vale a pena, pois isso vai te levar ou para a cadeia ou à morte.”

A coordenadora pedagógica Elisa Mara Perez ressalta que o livro didático apresenta a história do nosso passado, e este, aliado ao jornal faz o estudante perceber a mudança que ocorreu na sociedade. “O Diário é uma das poucas fontes de informação que nossos alunos têm, por isso é um material tão valorizado em sala de aula. Além de os manterem atualizados, o impresso ainda desperta a curiosidade das crianças quando trabalhado na interdisciplinaridade”, conta.

OPORTUNIDADE. Jornal O Diário diversifica a metodologia de trabalho em sala de aula e apresenta diversidade de textos

OPORTUNIDADE. Jornal O Diário diversifica a metodologia de trabalho em sala de aula e apresenta diversidade de textos

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CRONOGRAMA DE CAPACITAÇÕES 2014

Abril: Estrutura do jornal – Como trabalhar o impresso em sala de aula

Todos os anos o Programa recebe profissionais que não tem nenhuma experiência com a utilização do jornal na escola. Por isso é importante que os participantes iniciem as atividades munidos de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento de um bom trabalho em sala. E é sempre válido reciclar e oferecer novas alternativas de produções contemplando não somente a língua portuguesa, mas a interdisciplinaridade.

Junho: Gêneros publicitários no jornal – Anúncios e Classificados

Os professores serão chamados a pensar sobre os gêneros publicitários do jornal, com enfoque nas suas estratégias argumentativas. Sem dúvida, um estudo fundamental para exploração de leitura crítica dos alunos.

 Agosto: Humor no jornal – Histórias em Quadrinhos

A proposta desse ano será focar na presença do humor nesse tipo de gênero, de modo que as produções dos alunos possam incorporar esse traço de estilo. Esta capacitação é oferecida visando a participação no Concurso de Gibi.

Agosto: O jornal e os diferentes tipos de entrevista

O gênero entrevista será contemplado de forma a reconhecer suas condições de produção e os desdobramentos que ele possibilita, quando inserido na estrutura de outros gêneros.

Outubro: Relacionando Gêneros com o Jornal – Carta do Leitor X Carta Pessoal

Nesta oficina, serão feitas análises comparativas dos gêneros em questão procurando pontuar suas especificidades, focando principalmente na Carta do leitor que é um gênero textual presente no jornal. O gênero será trabalhado em seus três constituintes: tema, estrutura e estilo.

 Novembro: Práticas Pedagógicas – Troca de Experiências

Tem como objetivo promover o relato e a troca de conhecimento entre os professores. Serão selecionados educadores para apresentarem os trabalhos realizados com os alunos a partir do uso do jornal. Todos tem a chance de participar, é necessário somente que enviem o resultado de suas produções para a equipe do Programa durante este ano.

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O Diário na Escola capacita professores

O Programa está de volta. A partir de hoje, todas às terças e quartas-feiras, mais de 300 professores vão receber exemplares do jornal O Diário para desenvolver atividades em sala de aula que incentivem o interesse pela leitura e cidadania, com cerca de oito mil alunos.

O DIARIO NA ESCOLA_3Assim como nos anos anteriores, a equipe do Diário na Escola tem a preocupação em oferecer cursos de formação que mantenham os educadores atualizados e os auxilie nas estratégias de ensino melhorando o desempenho dos alunos.

“A assessoria pedagógica aos profissionais da educação, sempre esteve entre as prioridades de atendimento do Programa. Neste ano vamos manter a experiência iniciada em 2013, procurando alinhar as temáticas dos cursos, ao currículo escolar dos alunos de 4º e 5º ano do ensino fundamental. O foco é contribuir para que o professor possa fazer um bom planejamento, aplicando o que viu nas oficinas, em sala de aula”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A professora mestre, Maísa Cardoso ressalta que levando em conta o fato do professor estar em constante formação e que não deve parar de aprender, as oficinas cumprem um papel fundamental neste processo. “Participar do Programa é investir na formação profissional, consequentemente, melhorar a cada dia a qualidade das aulas ministradas e os resultados obtidos com os educandos”.

Os cursos oferecidos pelo Diário na Escola são todos presenciais e com carga horária de quatro horas cada. Nos encontros os participantes recebem material didático a respeito da temática, o que torna possível aprofundar conhecimentos e diversificar o trabalho desenvolvido com os estudantes.

ODIARIO_ESCOLA_JPS (24)“Conheço o Programa desde 2001 e trabalho com o Diário em sala de aula há mais de seis anos. Sempre volto das formações com mais aprendizado do que eu esperava, este ano já estou ansiosa para os novos conteúdos que serão apresentados, afinal, é uma excelente oportunidade que tenho de crescer em minha vida profissional”, comemora a professora da rede municipal de Marialva, Amélia Horita.

A professora da rede municipal de Maringá, Lucilene Leite expõe que as capacitações vêm ao encontro do trabalho que precisava desenvolver com os alunos. “Com uma boa explicação e abordagens pertinentes, as atividades em sala ficam mais simples de serem propostas”.

Maísa revela que o cronograma de discussões das formações oferecidas pelo Diário na Escola para este ano foi pensado para atender às necessidades das escolas, como também procurar cada vez mais incluir teoria e prática, buscando a aplicação das discussões em sala.

“A expectativa para 2014 é dar continuidade ao trabalho iniciado no ano passado, ora trazendo novos gêneros para estudo, ora estudando gêneros já vistos sob outro enfoque. Esperamos, dessa forma, tanto atender aos professores que entram agora no Programa, quanto continuar estimulando aqueles que já estão conosco desde anos anteriores”, enfatiza a professora doutoranda Adélli Bazza.

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Secretaria de educação de Maringá promove evento para profissionais da área

A secretaria de educação de Maringá promoveu, entre os dias 13 e 20 de maio, a I Semana de Saúde Mental Preventiva, uma ação destinada a todos os servidores das unidades de ensino do município. O projeto cumpriu o objetivo de atender ao “Programa Municipal de Saúde Mental Preventiva”.

Neste primeiro encontro, quatro mil profissionais puderam refletir sobre a importância da qualidade de vida na prevenção de situações potencialmente geradoras de patologias.

“Organizamos o evento pensando na qualidade de vida do profissional, não só do professor, mas da equipe de coordenação, administrativo, serviços gerais, todos aqueles que diariamente estão no ambiente escolar”, enfatiza a gerente de apoio interdisciplinar de Maringá, Lúcia Catto Magalhães Campelo.
Os participantes tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos a cerca dos cuidados com a saúde do corpo e da mente, pois a secretaria municipal de educação em parceria com a UniCesumar organizaram uma agenda onde os profissionais assistiram a diversas palestras com temas ligados a cada área específica de atuação. Docentes dos cursos de enfermagem, farmácia, nutrição, psicologia e fonoaudiologia não somente compartilharam seus conhecimentos, como também, ofereceram seus serviços fazendo aferição da pressão arterial, teste de glicemia e massagem.

Durantes esses cinco dias em que milhares de profissionais puderam vivenciar esta experiência, pode-se dizer que o resultado foi muito positivo. Segundo a professora Patrícia Gongora Rosa a iniciativa foi muito boa, pois, ela tem consciência que precisa mudar e muito seus hábitos; “percebi que estou fazendo tudo errado, preciso mudar meus hábitos para ter uma vida mais saudável, tanto na questão pessoal, como profissional”.

A professora de educação física e palestrante do evento, Fernanda de Araújo conta que a maioria dos profissionais não se prepara para um dia de trabalho, “nos roubaram o direito de nos movimentarmos, ou trabalhamos em pé, ou sentado o dia todo. É de extrema importância intervalos com alongamentos, por isso, no início de cada ação aqui no evento, fizemos ginástica laboral para estimular o pessoal”.

A saúde mental é algo que deve ser discutido em todas as áreas, não só na educação. A psicóloga do SEDUC, Rosângela Brogim relata que as pessoas estão adoecendo muito nos dias de hoje. “Precisamos informar a sociedade, pois a informação gera a reflexão e só assim teremos mudança de hábitos”.

A fonoaudióloga, Gláucia Maruiti, reforça o que Rosângela disse acima. “Com a vida corrida, não paramos para refletir sobre a nossa saúde. Este é o foco do evento, alertar as pessoas dos cuidados que elas devem ter para trabalhar de uma forma melhor. A voz, por exemplo, é de extrema importância para nos comunicarmos, temos aqui professores que dão aula três períodos por dia e que precisam de cuidados especiais”.

Maria Fernanda Tenório Campana é nutricionista, entre as dicas que sugeriu aos participantes do evento ela destaca que é de extrema importância uma alimentação com muitas frutas e verduras, como também consumir alimentos ricos em energia, que são fundamentais para o movimento cerebral, além das vitaminas combaterem o estresse.

“Eventos como esse deveriam ter mais vezes, aprendi muito aqui, me senti valorizada como profissional. É muito bom saber que a secretaria de educação está preocupada com a saúde e bem estar dos seus profissionais”, reconhece a professora Neidmar Souza.

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Religião em Foco

O assunto que movimentou a mídia e toda a sociedade nos últimos dias foi a decisão – inesperada pela comunidade católica – do Papa Bento XVI em deixar a liderança da Igreja, abandonando o cargo no próximo dia 28 de fevereiro. Em comunicado, o religioso disse que sua força não é mais adequada para continuar no posto devido à idade avançada e que a decisão é pelo bem da Igreja. O Vaticano ainda não divulgou qual será o processo para a substituição do líder, mas disse que Joseph Ratzinger deverá se recolher a um mosteiro após a escolha de seu sucessor. Ratzinger é o quarto Papa a renunciar ao cargo. A última vez que isso aconteceu foi há quase 600 anos.

Historicamente a religião esteve em todas as sociedades, configurando-se como um importante aspecto da existência humana e sendo objeto de estudo em diferentes períodos da história.

Presente na vida de um grande número de pessoas, a religião permeia também o espaço escolar através do ensino religioso. Essa disciplina é o centro de uma problemática que acompanha a educação brasileira desde o início da era republicana, quando se estabeleceu a separação entre Estado e Igreja.

O Brasil é um país que possui uma rica diversidade religiosa. Em função da miscigenação cultural, fruto dos vários processos migratórios, encontramos aqui diversas religiões (cristã, islâmica, afro-brasileira, judaíca, etc).

Por possuir um Estado Laico (aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos), o Brasil apresenta liberdade de culto religioso.

De acordo com os dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os brasileiros cristãos seguidores da religião católica apostólica romana somam 64,6% da população; evangélicos: 22,2%; espíritas: 2%; umbanda e candomblé: 0,3%; sem religião 8%; outras religiosidades: 2,7% e não sabem ou não declararam: 0,1%.

Na Educação

O ensino religioso nas escolas é um assunto que provoca discussões entre representantes da comunidade escolar, das religiões e do governo. A polêmica ficou mais acirrada depois que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou em 2008 um acordo entre Brasil e Santa Sé. O artigo 11 do documento estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras.

Talvez a principal problemática relacionada ao ensino religioso em escolas públicas seja o laicismo do Estado, isto é, embora não sejam anti-religiosos os órgãos públicos devem ser neutros em questões de consciência e liberdade religiosas.

Um dos objetivos do Fórum Nacional Permanente para o Ensino Religioso (FONAPER) foi alcançado em março de 1996, com a criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O documento propõe que seja evitado qualquer argumento de convencimento que levem as pessoas a se converter a determinadas ideias, crenças ou doutrinação, mas salienta que deve ser oferecido ao aluno o conhecimento da diversidade de manifestações religiosas em seus aspectos filosóficos, sociológicos, históricos e psicológicos.

Se a Constituição criou um Estado Laico, mas ao mesmo tempo estabeleceu o ensino religioso nas escolas públicas, foi para permitir às crianças adquirir conhecimento de que existem religiões e crenças distintas daquelas praticadas por seus familiares e aprender a respeitá-las.

Esse modelo de ensino religioso deve se articular em torno de cinco eixos: culturas e religiões, escrituras sagradas, teologias, ritos e ethos (síntese dos costumes dos povos), além de ter por objetivo a reflexão e despertar a dimensão religiosa do ser humano.

Pensando nisso, o FONAPER tem promovido palestras e seminários em vários estados, na tentativa de capacitar os professores.

O ensino religioso enquanto parte integrante da formação básica do cidadão, não deve ter como objetivo formar um fiel ligado à determinada igreja. Lembrando ainda que a religião não é a única fonte de moralidade existente na sociedade capaz de garantir o comportamento correto dos indivíduos na esfera pública. Os ensinamentos vêm tentando mostrar valores de fundo religioso que possibilitem uma sociedade mais equilibrada.

Ainda que bastante referenciado, é importante destacar que passados quase 16 anos, desde a sua criação, os Parâmetros Curriculares Nacionais, não foram reconhecidos pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), sendo assim, suas diretrizes não são adotadas de forma sistemática em todo o território nacional.

Alguns estados como Paraná e Santa Catarina e até mesmo municípios – é o caso de Santos, no interior paulista – criaram suas próprias diretrizes curriculares, ainda que relacionadas com as estabelecidas pelo FONAPER. Nesses e em outros estados do sudeste são oferecidos cursos de especialização em ensino religioso, no entanto somente em Santa Catarina, Minas Gerais e Brasília existem cursos de Graduação nessa área.  Nas demais regiões do Brasil, a formação docente para os professores de ensino religioso é inexistente.

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Encontro debate práticas pedagógicas e problemas da comunidade escolar

As equipes dos colégios estaduais de Maringá, Alberto Jackson Byington Júnior e Tomaz Edison de Andrade Vieira, se uniram nos dias 19 e 20 deste mês para a realização do evento “Formação Continuada”, que destacou os maiores problemas da educação brasileira e principalmente de suas escolas. O encontro contou com palestrantes renomados que deram enfoque e conteúdo aos debates.

No primeiro dia, quinta-feira, ocorreu a oficina 1 que teve como tema – A importância da utilização de gêneros e crônicas textuais nas práticas pedagógicas, com a Profª Dra. Lílian Cristina Buzato Ritter – que trabalhou com os profissionais da educação, professores e funcionários das escolas um estudo teórico-prático sobre o processo de leitura crítica, por meio de leitura analítica de gêneros discursivos, em especial, as crônicas.

No período da tarde realizou-se a oficina 2 – Cultura da Paz: Violência no ambiente escolar, com a Profª Dra. Lizia Helena Nagel – que abordou de forma coerente a violência dentro do ambiente escolar. A palestrante procurou junto com os demais participantes levantar alternativas e reflexões para a superação da crise educativa.

Após a discussão do tema a bibliotecária do colégio Byington Júnior, Priscilla Kelly Bressan, conclui que a violência escolar vem ganhando proporções gigantescas nos últimos anos. “A sociedade globalizada e violenta que vivemos impulsiona nossos alunos a se inserir ou ficar a margem desse excesso de informação, que às vezes é violento e hostil. Saber reconhecer os tipos de violência presente nos estudantes, descobrir suas causas e buscar maneiras de ajudá-lo a resolver é o desafio e dever de todo profissional dentro da escola. A palestra foi edificante para todos os presentes, pois mostrou de forma concreta e atual os tipos de crianças e adolescentes que sofrem e enfrentam violência diariamente, e por esse motivo acabam reproduzindo dentro do ambiente escolar”, afirma Bressan.

Na sexta-feira, a oficina 3 – Avaliação contínua, diagnóstica e formativa, com a Profª Dra. Silvia Moraes – trabalhou formas de análise e avaliação do processo de ensino aprendizagem, visando à promoção humana dos alunos. A palestrante mostrou aos educadores que a avaliação deve ser encarada como instrumento de acompanhamento e orientação no desenvolvimento dos estudantes ao longo do ano, e não como punição ou bonificação da nota recebida. No período da tarde continuo-se a discussão da oficina 1.

“Foi um evento que proporcionou um importante espaço de reflexão, pois além de reunir, professores de escolas distintas, oportunizou o estudo de temas pertinentes ao cotidiano escolar, tais como: avaliação, violência e leitura crítica. Além disso, as palestras foram ministradas por professoras doutoras da Universidade Estadual de Maringá (UEM), fazendo com que todos participantes tivessem um ótimo embasamento teórico.” Relata a pedagoga do Byington Júnior, Binoan da Silva.

Os diretores escolares, Audenir Calanca (Byington Júnior) e Reginaldo Peixoto (Tomaz Edison), adoraram a troca de experiências e disseram que o fato das duas instituições atenderem o mesmo perfil de público resultou em bastante conteúdo para debater o tema da violência em escolas de periferia. “A união foi fundamental e de suma importância”, destacaram.

Um fato diferente nesse evento foi o encontro das ganhadoras do Concurso Cultural, promovido pelo O Diário na Escola, “Práticas Pedagógicas Bem Sucedidas com o Jornal”. Priscilla Kelly Bressan e Dalva Regina Bertoleti, primeira e segunda colocadas respectivamente, trocaram relatos, projetos e experiências da utilização do jornal “O Diário” com os alunos tanto na biblioteca, como em sala de aula.

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Entenda a polêmica sobre o novo Código Florestal

As terras brasileiras são um bem comum que interessa à toda população. Criado em 1965 o Código Florestal regulamenta o que pode ou não ser explorado, estabelece limites para preservar a vegetação nativa, o controle do uso das matérias-primas da natureza, como deve ser feito o reflorestamento e as penas para quem comete crimes como o desmatamento, por exemplo.

Desde que foi criado o Código já passou por várias modificações tentando agradar a todos, como isso ainda não foi possível o projeto sempre passa por alterações. Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que o documento precisa ser atualizado para se adaptar à realidade brasileira que mudou muito desde 1965, quando foi criado.

O problema é que as opiniões dos envolvidos na criação do novo Código Florestal são muito diferentes de uma pessoa para outra, não conseguindo se chegar num consenso.

Os ruralistas querem aprovar rapidamente para por fim a questões que não são bem detalhadas no Código e que dão chances a diversas interpretações em alguns pontos polêmicos. Os especialistas defendem uma modernização nas leis, mas querem adiar a votação para dar tempo de fazer uma discussão mais detalhada do projeto. E ainda tem a bancada verde que também exige mudanças diferentes das feitas pelos ruralistas e especialistas. Sem contar que a alteração no projeto foi uma inicitativa do deputado Aldo Rebelo, que também tem opiniões diferentes de todos esses outros líderes comentados acima.

Enfim, é muita gente opinando sobre um único assunto. E após ser aprovada a votação na Câmara, o novo Código Florestal ainda vai passar pelo Senado e só depois a presidente Dilma Rousseff é quem vai decidir se aprova ou não as mudanças.

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Cresce número de crianças obesas no Brasil

É só olhar ao redor para observar a quantidade de crianças acima do peso. Uma realidade preocupante, retratada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.
Dados divulgados dia 25 informam que o sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas entre cinco e nove anos. Já a obesidade foi observada entre 16,6% dos garotos e 11,8% das garotas.

Entre cinco e nove anos: 34,8% dos meninos e 32% das meninas estão com sobrepeso

Entre as crianças a partir de 10 anos e jovens de até 19 anos, o excesso de peso atinge 21,7% dos meninos e a obesidade, 5,9%. Entre as meninas, 15,4% têm sobrepeso, e 4,2% obesidade. A declaração de Rosana Radominski, do Departamento de Obesidade da SBEM, alerta que “começou-se a aumentar a renda das famílias, mas não a educação familiar para que a alimentação fosse corrigida”.

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Momentos do debate sobre a Lei da Palmada

O objetivo de discutir a Lei da Palmada foi atingido na esclarecedora tarde de ontem, durante o debate promovido pelo Diário na Escola, em parceria com o Conselho Tutelar de Maringá -Zona Sul. Foram mais de duas horas de discussão entre os convidados e o público presente. Alguns trechos do debate merecem ser destacados aqui, então vamos lá!

“O conteúdo da lei já está cristalizado na sociedade. Mas a palmada pedagógica garante a formação de adultos trabalhadores, honestos etc? Ou existem outros aspectos que colaboram com esta formação? É bom lembrar que a violência é evidente quando ela é física, mas ela não se resume apenas a isso”.

Ivana Veraldo – Professora doutora do departamento de Fundamentos da Educação da UEM e coordenadora do curso de pedagogia.

 

“A Inglaterra fez um plebiscito sobre a lei, que foi aceita pela população, mas depois tiveram tantos processos que fizeram outra votação, dessa vez para retir a lei”.

Nilton Tuller – Presidente da Ordem dos Pastores

“Se nos baseássemos apenas na legislação vigente já teríamos a garantia dos direitos das crianças. Essa lei, possivelmente, não dê nenhum efeito negativo, mas pode abrir uma prerrogativa para o estado interceder no foro íntimo”.

Elizeu de Carvalho – Advogado, representante da classe jurídica e ex- conselheiro da OAB.

 

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