2015



Encerrar para começar bem

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Por Luiz de Carvalho

Cerca de 260 professores de 110 instituições de ensino de 15 cidades do noroeste paranaense participaram, no último dia 24, no auditório da PUC, da cerimônia que marcou o encerramento de mais um ano do Programa Educacional O Diário na Escola, desenvolvido pelo jornal O Diário, e puderam acompanhar uma palestra sobre a chegada da Neurociência à sala de aula, conversar com escritoras a ganhar lembranças do Programa.

A festa de encerramento é uma tradição de O Diário na Escola e fecha uma série de atividades desenvolvidas durante o ano, como os encontros de formação que acontecem bimestralmente e as atividades, com a utilização das matérias publicadas no jornal, realizadas em sala de aula pelos professores.

O evento de encerramento é uma forma de reconhecimento do trabalho das escolas e dos professores, que são nossos parceiros, e homenageá-los pelas iniciativas criativas de utilização das matérias de O Diário como instrumento de aprendizado”, diz a coordenadora do Programa, jornalista Loiva Lopes.

Mais de 20 professores que tiveram suas atividades publicadas no jornal ao longo do ano, realizadas com base na leitura de notícias, foram homenageados e receberam como lembrança a edição do livro comemorativo dos 40 anos de O Diário do Norte do Paraná e flores. Também foram sorteados passaportes para fins de semana no Ody Park Aquático, camisetas, livros, vale-pizza e outros brindes.

Este foi o primeiro ano que participei do Programa e considero que foi uma experiência muito enriquecedora”, disse a professora da Educação Especial, na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Nairde Freitas Palioto. “Com o trabalho que realizamos com as matérias do jornal, sentimos que muitos alunos começaram a se interessar por assuntos que antes não chamavam a atenção, muitos estão lendo espontaneamente e houve uma melhora considerável na oralidade”, explica a professora, que recebeu elogios de várias mães de alunos pelos resultados alcançados.

As escritoras Vera Margutti, Maria Cristina Vieira e Angela Ramalho falaram de suas criações, lembrando que seus livros, geralmente com personagens lúdicos, já vêm sendo utilizados em sala de aula com bons resultados.

 

A Neurociência chega à escola

A aplicação da Neurociência nas atividades de sala de aula para entender de forma abrangente o desenvolvimento do cérebro da criança e ajudá-la a organizar o conhecimento e as informações que recebe no dia a dia foi tema de debate na solenidade que marcou o encerramento, neste ano, do programa O Diário na Escola.

g_183221711O tema “Neurociência na Escola – o que fazer se não sou neurocientista?” foi desenvolvido pela psicóloga Cristiana Bolfer, especialista em Psicopedagogia, mestre e doutora em Neurologia e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para Crianças e Adolescentes, além de especialista em Neuropsicologia.

As explicações sobre como a emoção interfere no processo de retenção de informação prenderam a atenção dos cerca de 260 professores que assistiram a palestra em dois períodos, a ponto de vários deles procurarem a palestrante até durante o intervalo para tirar dúvidas e falar de observações que fazem em sala de aula.

Até alguns anos atrás, apenas tínhamos intuição de como o cérebro da criança funcionava no processo de aprendizado, mas a Neurociência nos trouxe precisão e tornou-se um importante aliado dos professores”, diz Bolfer. “Na verdade, o que fazemos é apresentar e dar nome àquilo que o professor intuitivamente já sabe e agora pode usar para conhecer melhor a forma de pensar da criança e interferir, por meio de atividades, no pensamento do aluno, de acordo com cada faixa etária”.

Durante a palestra, Cristiana Bolfer sugeriu algumas atividades que os professores podem realizar em sala como exercício para o cérebro das crianças. Segundo ela, a Neurociência ajuda o professor dar à criança motivação para aprender, desenvolver a atenção, formar de maneira mais efetiva a memória ao dar a nova informação associada a um conhecimento prévio. “O cérebro é o órgão mais incrível do ser humano e o professor precisa estar atento a isto para estimular da maneira correta o cérebro da criança para organizar o conhecimento, principalmente nos tempos atuais, em que as informações chegam em um volume muito grande e em grande velocidade”.

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