3º ano



Jornal também para o 3º ano

Foto AbreNa Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, além dos quartos e quintos anos, os exemplares do Diário do Norte do Paraná são objeto de estudo para as crianças do terceiro ano. Uma iniciativa que tem gerado bons resultados na alfabetização e desenvolvimento escolar dos pequenos.

A professora Deusa Dias busca conciliar semanalmente os conteúdos curriculares com as notícias do impresso. “Essa forma de trabalho tem sido muito boa, percebo o desenvolvimento dos alunos no que se refere à leitura, uma melhor escrita, assim como boas discussões sobre temas do cotidiano”, ressalta.

Em uma das aulas em que Deusa levou o jornal para a sala de aula, os estudantes se interessaram pela notícia publicada na página do Diário na Escola a qual relatava um projeto sobre dengue realizado pela educadora Arealba Garbelini de Souza, da Escola Municipal Padre José de Anchieta, também de Sarandi. “Como o conteúdo era algo próximo da realidade deles, ficaram eufóricos, se sentiram pertencentes ao texto. Essa reação foi muito boa, pois além do estudo didático ampliamos a conversa sobre os riscos da proliferação do Aedes aegypti”, conta a professora.

As crianças leram a matéria e produziram um resumo da publicação em seus cadernos. Para tornar a atividade mais interessante Deusa promoveu um debate em que os alunos expuseram todo o conhecimento prévio sobre a dengue, formas de transmissão, conhecidos que já foram vítimas, entre outros aspectos. E, na sequência, lançou o desafio. A partir de tudo o que aprenderam naquela aula, os estudantes deveriam produzir tirinhas sobre como evitar o crescimento do número de casos em Sarandi.

“Eu adorei a proposta de trabalho, pois sou um leitor assíduo dos gibis. Foi muito bom escrever e desenhar sobre um tema tão importante”, conta o aluno Thomas Moreira Carvalho. A colega de sala, Luana Cantarute aponta que a mãe e o irmão dela já sofreram com a doença, “não quero que ninguém mais seja vítima, é muito doloroso. Por isso inspirei as falas da minha tirinha em conselhos e dicas de como eliminar com o Aedes.”

Deusa conta que se surpreendeu com os bons trabalhos recebidos ao fim da atividade. “As crianças são muito dedicadas nas atividades com o jornal, elas gostam de ter um material diferente em sala de aula. O trabalho das tirinhas foi algo novo, pois unimos diversos conteúdos didáticos que viemos trabalhando desde o início do ano. Era um desafio para alunos tão novos, mas eles deram conta do recado e mostraram que são capazes”, comemora.

 

RESULTADO

Tirinha produzida pela aluna Luana Cantarute do 3º ano “A”, da Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, em Sarandi.

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Alfabetizado até os oito anos de idade

Este é o compromisso assumido pelo governo federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental. Ação denominada Pacto Nacional da Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).

Estar alfabetizado significa ser capaz de interagir por meio de textos escritos em diferentes situações. É ler e produzir textos para atender a diferentes propósitos. A criança alfabetizada compreende o sistema alfabético de escrita, sendo capaz de ler e escrever textos de circulação social que tratem de temáticas familiares ao aluno.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o ciclo de alfabetização deve garantir a inserção da criança na cultura escolar, bem como a aprendizagem da leitura e da escrita e a ampliação de seu universo de referências culturais, nas diferentes áreas do conhecimento.

A aprendizagem deve ocorrer em situações em que as crianças se apropriem de conhecimentos que compõem a base nacional comum para o ensino fundamental de nove anos (linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e ensino religioso).

Há vários fatores envolvidos no processo de alfabetização, mas três, em especial, merecem ser destacados. Em primeiro lugar, é fundamental contar com professores alfabetizadores bem preparados, motivados e comprometidos com o desafio de orientar as crianças nesta etapa da trajetória escolar.

Um segundo fator importante é a disponibilidade de materiais didáticos e pedagógicos apropriados e que estimulem a aprendizagem. Todavia, não basta dispor materiais, é fundamental que os professores saibam manuseá-los e extrair dos conteúdos o máximo de possibilidades para dinamizar as aulas e alcançar os objetivos da alfabetização em cada ano.

Por fim, destaca-se que o êxito do processo de alfabetização está também na capacidade de acompanhar continuamente o progresso da aprendizagem das crianças, por meio de avaliações, a exemplo da Provinha Brasil.

O professor é uma figura central e determinante no processo de alfabetização. Por isso, é fundamental proporcionar uma formação inicial e continuada que valorize a trajetória profissional, mas que torne esta etapa de ensino mais atrativa, assegurando as condições necessárias para que eles desempenhem seu trabalho com competência e entusiasmo.

Dessa maneira, entende-se que a formação do professor não se encerra na conclusão do seu curso de graduação, mas se realiza continuamente na sala de aula, onde dúvidas e conflitos aparecem a cada dia. Uma das possibilidades de superação de dificuldades é a oportunidade de discutir com outros profissionais da educação, o que pode favorecer a troca de experiências e propiciar reflexões mais aprofundadas sobre a própria prática.

O curso do Pnaic é presencial e tem dois anos de duração. No início de 2013, a temática foi linguagem e em 2014 será matemática. Em cada ano, a duração total é de 120 horas, com a realização de encontros presenciais ao longo do ano letivo. Serão ofertados quatro cursos em turmas distintas: um curso para professores do ano 1 do ensino fundamental, um para os docentes no ano 2, um para os professores do ano 3 e um para docentes de turmas multisseriadas.

A formação também abordará a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais. Além disso, os conteúdos serão disponibilizados no formato adaptável a pessoas com deficiência visual (MEC Daisy).

Tendo em vista que o processo de alfabetização começa formalmente no início do ensino fundamental, quando a criança está com seis anos completos, o MEC indica que o professor precisa realizar, já no primeiro ano, avaliações diagnósticas para subsidiar o planejamento da ação pedagógica.

No entanto, o primeiro instrumento formal de avaliação elaborado externamente é a Provinha Brasil, aplicada no início do 2º ano ou aos sete anos, quando a criança encontra-se numa segunda etapa de construção dos direitos de aprendizagem que compõem todo o processo de alfabetização.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) aplicará uma avaliação universal no final do 3º ano para verificar os resultados de todo o Ciclo de Alfabetização. Ela servirá para constatar se as crianças estão alfabetizadas e com condições de seguir seu fluxo escolar. Os dados serão disponibilizados logo no início do ano seguinte para elaboração de estratégias de prosseguimento do trabalho. A primeira avaliação desse tipo será feita em 2014.

O Pnaic visa integrar ações e materiais que contribuam para a alfabetização

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