criticidade



Greve é tema de produção textual

Na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, o trabalho com o jornal tem rendido bons frutos. “Desde que a secretária da educação, Isabel Pessutti comunicou sobre a nossa participação no Diário na Escola ficamos muito felizes. O impresso é um ótimo instrumento pedagógico”, destaca a professora Cícera Aparecida Tassoli.

Todas as quartas-feiras os exemplares chegam à escola para que os alunos possam ler e realizar atividades. Em uma das edições, a manchete “Educação é setor mais afetado com a greve” chamou a atenção das crianças.

Foto AbreCom a euforia da turma, Cícera optou por explanar o assunto. A partir da leitura da notícia, constataram que as informações eram sobre a greve dos servidores municipais que atingiu diversos setores públicos, mas em especial as escolas, pois os pais que trabalham foram se depararam com algumas instituições fechadas e não tinham onde deixar os filhos durante o tempo em que estariam no expediente.

“Os funcionários da prefeitura de Maringá fizeram protestos na cidade em busca do aumento salarial. O que me comoveu foi ler o relato de mães desesperadas com as escolas sem funcionamento”, conta o aluno Otavio Manoel Munhoz Marques.

Otavio ressalta que os professores fizeram a paralisação em busca de uma melhor remuneração. Lembrando que são eles que formam as pessoas que farão parte do futuro do nosso país.

“A aula sobre a notícia da greve foi muito boa, me envolvi em uma leitura prazerosa, onde adquiri novos conhecimentos sobre a vida em sociedade”, relata a aluna Sara Zanineli.

Além de comentar a notícia com as crianças, após todas as opiniões que os pequenos expuseram, a professora solicitou que cada aluno fizesse uma produção textual a respeito da matéria lida. “Os resultados foram fantásticos!”, diz Cícera.

“O Diário contribui bastante para despertar o interesse pela leitura. Atualmente, os estudantes são muito conectados e querem saber de tudo o que acontece na nossa região. Com o acesso às reportagens, o debate em sala de aula tem enriquecido”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Fátima da Rocha Martins.

RESULTADOS

Confira o texto produzido pela aluna Sara Maria Moscardi Zanineli sobre as notícias lida no Diário:

 

“A humilhação dos servidores públicos”

Professores e alunos estão sendo afetados pela greve. Vários estudantes da educação infantil foram afetados pela dispensa das atividades. Cerca de sete escolas municipais foram fechadas por conta da greve.

Durante todo o ano o aumento do salário dos professores é de apenas 5,54%. Servidores públicos reclamam pelo pouco pagamento que recebem. Atualmente cerca de 25% dos professores fizeram greve. Várias crianças ainda estão sem estudo.

A crise vai continuar se a prefeitura de Maringá não der o direito que o servidor público quer e precisa para trabalhar. Servidores aposentados e os que ainda trabalham fizeram passeata nas ruas da cidade.

Os professores terão um ajuste salarial de 11,08% que serão divididos em cinco vezes até dezembro deste ano.

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Manifestações é tema de aula

Ações políticas também se debatem na escola, sim! Como futuros cidadãos que representarão nosso país, os estudantes estão cada vez mais atentos ao que acontece no cenário político. A turma de alunos do quinto ano da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino de Itambé, mesmo em seu primeiro contato com o jornal e antes mesmo de folhear as páginas de conteúdo, se expressaram ao ver a reportagem estampada na página do Diário com a manchete “Maringá tem dia histórico nas ruas”, a qual se refere aos manifestos que reuniram quase 50 mil pessoas na cidade, na luta contra a corrupção.

As crianças fizeram comentários sobre o fato ocorrido na cidade vizinha em que moram, assim como em outras regiões do Brasil, alguns disseram que vieram até Maringá e participaram do protesto, outros falaram que viram notícias semelhantes na televisão e na internet. Enfim, a empolgação foi tanto diante do assunto, que a professora Suelena Jaqueta decidiu explorar o tema com a turma.

Foto SubmanchetePara iniciar o trabalho os estudantes leram a reportagem e conheceram a fundo sobre do que se tratava a notícia. Na sequência, cada opinião emitida e informações apontadas, foram transcritas para o quadro e depois do levantamento de dados e muita discussão sobre o que conhecem a respeito do assunto, em duplas, as crianças produziram pequenos textos apontando o porquê os manifestos estão acontecendo, quem tem participado e por o quê as pessoas estão lutando.

“Todo esse problema começou quando a população confiou na presidente Dilma e depois de um tempo percebeu que ela não estava cumprindo com o que prometeu. Uma multidão foi às ruas, em diferentes estados, protestar contra o desemprego e os baixos salários”, contam as alunas Julia Maniezo e Ludmyla Soares.

Os estudantes Yuri Lima e Gabriel Senhem apoiam os manifestos e a vontade do povo em falar o que pensa. “Muitas pessoas pedem o impeachment da Dilma e a prisão do ex-presidente Lula. Todos estão nervosos com as calúnias apresentadas pelo governo. Sem falar na conta de luz, que mesmo a gente economizando, vêm com o valor nas alturas e ainda o aumento dos impostos em tudo que consumimos diariamente.”

Suelena ficou satisfeita com os resultados. “Meus alunos são bastante expressivos, com isso, os textos são baseados em informações e cheios de argumentos que sustentam o que eles escrevem. Quando um assunto repercute dessa forma, o melhor é esgotá-lo, é trabalhar com ele. Assim as crianças têm a oportunidade de falar tudo o que tem vontade, aprendem com a partilha de conhecimento dos colegas e conseguimos dar continuidade aos conteúdos.”

“Adoramos fazer essa atividade, pois além de lermos o jornal também tivemos a oportunidade de falar e escrever sobre um assunto que está na mídia, que as pessoas conversam na rua e em casa, com a família. Estamos preocupadas e queremos o melhor para o nosso Brasil”, dizem otimistas as alunas Ana Paula Rodrigues e Sandy Guimarães.

“O Diário nas minhas aulas tem muita importância, porque com ele os alunos adquirem conhecimento sobre o dia a dia do país e principalmente dos municípios da nossa região. Com ele, na nossa escola, a acessibilidade às informações é bem melhor, pois posso explorar várias disciplinas utilizando o jornal, facilitando ainda mais o aprendizado dos educandos”, conclui a professora.

 

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Violência é tema de debate e reflexão escolar

Os crimes estampados nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios e os contrabandos têm levado crianças e jovens a perderem a esperança de que ainda seja possível viver em uma sociedade justa e igualitária. Levar esse tema para a sala de aula já nas séries iniciais é uma forma de trabalhar com um assunto controverso, mas presente em nossas vidas que oportuniza momentos de reflexão e auxilia na transformação social. Pensando nisso, a professora Suzi Aparecida de Souza Rosário que leciona na Escola Municipal Vânia Maria Simão, em Atalaia, desenvolveu atividades a partir das notícias do Diário relacionadas à violência.

“Nas instituições de ensino, as relações do dia-a-dia devem traduzir respeito ao próximo através de atitudes que levem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto pedagógico. Aliar isso ao estudo do jornal oferece credibilidade e confiança para mostrar às crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta, sem o uso da agressão”, destaca Suzi.

Com recortes de notícias impressas, revistas, filmes, músicas, jornais televisivos, dentre outras formas de comunicação, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa forma de criar um ambiente educativo e dinâmico.

Em Atalaia os estudantes iniciaram o trabalho com um debate, no qual expuseram seus conhecimentos sobre tudo que envolve os diferentes tipos de violência. “Adorei fazer esse trabalho, pois me ensinou que atitudes de respeito também podem contribuir para a segurança de todos os cidadãos”, enfatiza o aluno Vítor Hugo Bonifácio Fulgêncio.

Após a conversa, as crianças iniciaram uma pesquisa no jornal O Diário para identificar notícias de crimes que aconteceram próximo da região em que vivem. “A aula foi muito interessante, pois ampliou os meus conhecimentos. As reportagens me fizeram refletir a respeito dos perigos por falta de segurança pública”, ressalta a estudante Jeniffer Cristina Diniz Ramos da Silva.

Suzi conta que uma das manchetes em que houve maior destaque durante a leitura do impresso foi “Trio armado assalta madeireira”, fato ocorrido em Maringá no qual os bandidos renderam funcionários e clientes levando pertences e dinheiro. “A partir disso, decidi trabalhar questões de segurança, com mais conversa entre a turma e dicas de como se prevenir de assaltos, produzimos um acróstico sobre o tema em questão. Uma ótima forma de fazê-los refletir a respeito das ações que cometemos diariamente e que podem nos expor a situações de criminalidade”, ressalta a professora.

Ao final do trabalho, o acróstico ficou em exposição no corredor da escola para que toda a instituição tivesse acesso ao conhecimento e reflexão do tema em estudo. Suzi diz que foram atividades gratificantes de serem realizadas. “Constatei que além da pesquisa e do debate, os alunos passaram a analisar os casos de violência e pensar em formas para garantir segurança aos cidadãos.”

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

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Notícia estimula produção textual

A partir da matéria ‘O preciso de Bullock’ veiculada em O Diário, professoras da Escola Municipal São Jorge desenvolveram uma atividade que misturou leitura, cinema, produção textual e criticidade. O trabalho da aluna Carla Adriane, da 4ª série, é um dos resultados.

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