crônica



O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

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Capacitando educadores

Visando melhorar a prática pedagógica com o uso do jornal em sala de aula, a equipe do Diário na Escola ofereceu aos professores participantes do Programa a capacitação, “Coesão e Coerência em textos jornalísticos argumentativos”. Ministrado pelas professoras mestres Adélli Bazza e Akisnelen Torquette, o encontro abordou gêneros textuais do impresso em que é possível encontrar a opinião dos autores e assimilou o conteúdo às diretrizes que são cobradas na Prova Brasil, avaliação que será realizada no final do ano com alunos do quinto ano.

“Um tema muito bem elaborado que veio no momento certo para contribuir com o nosso crescimento em sala de aula. Com certeza irá melhorar as condições de aprendizagem dos estudantes”, destaca a professora, Carina Gimenez Munhoz.

Foto AbreOs gêneros abordados pelas palestrantes foram crônica e artigo de opinião, ambos publicados em O Diário do Norte do Paraná. As ministrantes destacaram que a crônica é um texto curto, escrito com o objetivo de divertir o leitor ou levá-lo a refletir crítica ou filosoficamente sobre a vida e os comportamentos do dia-a-dia. É geralmente breve, e apresenta a visão pessoal do cronista sobre um fato colhido no noticiário do jornal ou no cotidiano. A linguagem simples e direta, aproxima o leitor.

O artigo de opinião também é um gênero em que o autor expõe seu posicionamento sobre um determinado assunto, a diferença é que os temas discutidos neste tipo de texto são baseados em fatos sociais, políticos, culturais, etc. Com uma estrutura mais longa e linguagem formal, tenta persuadir o leitor a adotar a opinião apresentada.

“O estudo veio reafirmar a ideia de que devemos levar para a sala de aula todos os gêneros textuais para serem trabalhados com nossos alunos e, ainda, orientar as crianças sobre a realidade dos conteúdos divulgados nessas produções”, ressalta a professora, Liliam Valim Pedroso Palhares.

Durante a formação os educadores utilizaram o artigo “Selfies” escrito pela educadora, Wanda Camargo e a crônica “Eu prefiro gente”, da cronista Lu Oliveira. Os dois textos são de temas de fácil entendimento para a criança, o que torna a aula de maior resultado, pois os alunos se interessam pelo assunto e pela leitura dos gêneros em estudo.

Foi repassado aos educadores propostas de atividades a serem realizadas com os estudantes. Assim, eles voltaram para a sala de aula preparados para aplicar todo o conteúdo recebido. Mas, antes, foram desafiados a estarem na posição de alunos e resolver as questões propostas pelas ministrantes da oficina.

“Foi um encontro que esclareceu muitas dúvidas e sanou dificuldades que eu estava encontrando em meu trabalho diário. A cada encontro são abordados temas que me deixam com vontade de participar de uma nova formação do Diário na Escola, continuem assim!”, parabeniza a professora, Suelena Yoshie Giraldelli Jaqueta.

 

 

Resultados desta aula:

 

ARTIGO DE OPINIÃO

– Interesse na leitura de artigos de opinião, identificando o posicionamento do autor e os argumentos apresentados.

– Expressar-se oralmente com eficácia em diferentes situações, ampliando e enriquecendo seu vocabulário.

– Produzir textos escritos de gêneros diversos, adequados aos objetivos, ao destinatário e ao contexto de circulação.

– Expandir argumentos e se posicionar em relação a diferentes temas.

 

CRÔNICA

– Identificar os elementos organizacionais e estruturais da crônica.

– Reconhecer a finalidade do gênero textual. Compreender as diferenças e semelhanças entre a crônica e a notícia.

– Apontar as práticas sociais de produção e circulação da crônica.

– Conhecer crônicas variadas e envolver-se na produção desse gênero textual.

– Expressar sentimentos e experiências, através da escrita.

 

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Lobato na semifinal na Olimpíada de Língua Portuguesa

Descobrir o poder das palavras e prestar atenção na realidade. A  Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro permite que os estudantes sejam condecorados por falar do lugar onde moram. A cidade de Lobato, a 50 Km de Maringá, está sendo representada pela aluna Bruna Franco Ferreira, do Colégio Estadual Rui Barbosa, que já foi classificada na etapa regional com a crônica ‘O pão doce do dia cinza’. O próximo passo de Bruna é competir a semifinal, de três a cinco de novembro, em Curitiba, para depois seguir para a final, a premiação acontece em Brasília.

A iniciativa é do Ministério da Educação com empresas privadas e para inscrever-se foi preciso que o município tivesse aderido ao concurso. Com o tema ‘O lugar onde vivo’, os organizadores acreditam que para escrever, o aluno precisou infiltrar-se na história da comunidade e estreitar o laço com a população local, para compreender, nos mínimos detalhes, o lugar onde mora. Bruna concorre pela categoria ‘crônica’, a olimpíada também oferece participação por meio de outros gêneros como poemas, memórias e artigos de opinião.

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