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Notícia de corte desperta atenção de crianças

Nas escolas municipais de Sarandi os estudantes de quarto e quinto ano têm acesso à leitura do jornal O Diário, semanalmente. Isso tem contribuído para o desenvolvimento da escrita, como também para a formação de um cidadão mais crítico. Mesmo ainda pequenas, as crianças já conhecem assuntos de interesse social e debatem sobre o que tem sido notícia na mídia.

A manchete “Relator vai cortar R$10bi do Bolsa Família”, publicada no Diário, causou euforia nos estudantes da Escola Municipal Yoshio Hayashi. A professora da turma, Salete Batista Eduardo destaca que boa parte dos alunos são cadastrados no programa que faz repasses mensais de recursos para famílias de baixa renda, por isso a matéria despertou tamanha atenção.

IMG_20151021_154256No início da aula, a professora distribuiu os exemplares do Diário para a turma e explicou que cada página do jornal é uma editoria e que ele é dividido em cadernos. Ao reconhecerem a capa do impresso, já viram a manchete sobre o corte do programa e iniciaram as conversas de indignação na classe.

“Nesse momento expliquei que aquele era apenas o texto chamada da notícia e os orientei a procurarem a matéria completa na página indicada. Para, assim, entenderem o fato na íntegra”, conta Salete.

Cada criança fez uma leitura silenciosa da notícia para tirarem suas próprias conclusões e, na sequência, foi aberto um debate para explanarem o que tinham adquirido de informações e se concordavam ou não com o que estava escrito no impresso.

A professora relata que precisou mediar as discussões, pois é um assunto próximo da realidade em que vivem, então todos queriam participar da aula. Sentindo que as crianças estavam cheias de argumentos e com o desejo de exporem isso, Salete propôs aos alunos que escrevessem um texto opinativo sobre a notícia em estudo. “É uma turma que tem dificuldades no aprendizado e alguns até vivem em situação de vulnerabilidade. Quando mencionei que as boas produções seriam enviadas ao jornal, percebi que se dedicaram ainda mais.”

A aluna Raquel Farias Silva comenta que gostou muito da experiência da atividade realizada, e acrescenta que é contra o corte do Bolsa Família, pois em muitas casas é a partir desse programa que vem o sustento.

“A notícia de um assunto que é de grande valia na rotina de vida das crianças fez com que elas se tornassem bem mais produtivas do que em outros momentos em que estudamos o Diário. Ao final da aula, consegui o objetivo de repassar o conteúdo programado e ainda mais feliz por ter visto o bom desenvolvimento dos estudantes”, comemora Salete.

 

Foto AbreOPINIÃO

Confira alguns comentários escritos pelos alunos sobre a notícia lida no Diário:

 

“Eu achei muito feia a atitude do relator, porque tem pessoas que precisam muito do Bolsa Família. Em plena crise, não podiam tirar dinheiro do povo.” (Ana Julia Souza Desordi)

 

“Não deveria diminuir nem um real do Bolsa Família. Tem muita gente que precisa desse dinheiro. Na minha opinião, não é justo.” (Victor Gabriel do Nascimento)

 

“Achei a notícia muito triste, porque tem pessoas que sobrevivem desse dinheiro. Com o programa dá para pagar conta de água, luz, comprar comida. Sem ele, as pessoas podem passar fome.” (Raquel Farias da Silva)

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Economia na ponta do lápis

Os estudantes da Escola Municipal José Polo, de Sarandi, têm utilizado o jornal O Diário do Norte do Paraná, semanalmente, como fonte de informação. Nos últimos meses, as crianças passaram a se atentar a uma editoria do impresso que antes passava despercebida, a ‘Economia’. Um assunto que tem sido destaque nas mídias e também nas conversas familiares. Por isso, a professora do quinto ano Aparecida Scuizato Telles resolveu levar o tema para ser debatido em sala de aula.

“Devido a crise que o Brasil está enfrentando, a internet, televisão, jornais e também a própria população tem falado nisso constantemente. Fato que é presenciado e tem afetado diretamente os alunos, por isso é interessante que ele reflita sobre o assunto para que se conscientize quanto a redução dos gastos”, conta a coordenadora pedagógica, Ivanilda Aparecida de Lima Souza.

Foto Abre“Começamos fazendo uma análise e reflexão sobre o momento econômico que o nosso país está passando. As crianças leram as notícias do Diário e a partir disso fizeram comentários, expuseram opiniões e posicionamentos a respeito do que a mudança na economia tem alterado a rotina deles”, destaca Aparecida.

A professora aproveitou o momento de troca de conhecimento em que os alunos demonstraram insatisfação, para ajudá-los a compreender que tem se enfrentado um período de crise econômica e de ajuste financeiro no país. “Percebi que os estudantes enquanto cidadãos podem ajudar suas famílias a superarem esta fase de cortes. Analisando os textos jornalísticos enfatizei o aumento na conta de energia elétrica como um reflexo dessa etapa de recessão”, conta.

Algumas crianças manifestaram que os pais estão abrindo mão, inclusive, de produtos essenciais do dia-a-dia para cumprirem com o compromisso de pagar em dia as contas de casa, evitando assim, a cobrança de juros. “Não aguento mais ver minha família pagar faturas cada vez mais altas, onde isso vai parar?”, pergunta indignada, a aluna Maria Rita Pires Silva.

Aproveitando o interesse pelo conteúdo, Aparecida preparou uma aula interdisciplinar na qual foram analisadas contas de energia elétrica. “Apresentei às crianças o que é cada uma das informações contidas no talão e calculamos juntos qual foi o valor do reajuste naquela fatura.”

Nesta proposta os estudantes desenvolveram a habilidade da leitura e interpretação dos textos jornalísticos e utilizaram do conhecimento matemático para fazer o comparativo do aumento da energia. O resultado foi uma aula com muito aprendizado, pois um assunto de interesse em comum desperta motivação pela atividade.

“Além de aprenderem com facilidade o cálculo de porcentagem, conteúdo proposto ao bimestre, os resultados foram observados em casa, pelos pais. As crianças têm orientado os irmãos para que desliguem as lâmpadas quando não estão sendo usadas, não demorar no banho, e até mesmo as mães são aconselhadas para que deixem juntar uma quantidade maior de roupas para serem lavadas e passadas, juntas. Os professores notaram alunos mais críticos, que se preocupam com quem é que paga a fatura de energia da escola, refletindo sobre uso consciente dos aparelhos da instituição e desligando os computadores, ventiladores e lâmpadas quando não estão sendo usadas. Dessa forma percebemos que ao trabalhar a problemática do alto preço da energia elétrica, a Escola Municipal José Polo está formando cidadãos”, comemora Ivanilda.

A professora conta que a próxima etapa do trabalho agora é analisar a conta de energia elétrica da casa de cada aluno. “Com essa proposta, vamos ajudar as famílias a encontrarem soluções para evitar gastos tão altos e conseguirem viver da renda que eles têm, sem sofrer tanto os efeitos da crise.”

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Eu sou um beija-flor! E você?

Este é o tema do projeto desenvolvido pelos alunos do 4º ano “C” da Escola Municipal Profª Maria Irene Vicentini Theodoro, de Londrina, sob a coordenação da professora Mônica Bossa dos Santos Schmid.

Depois de Assistir ao vídeo “A carta de 2070” – que conta como seria o mundo, sem água, no ano de 2070 – os alunos sentiram a necessidade de iniciar o processo de conscientização da comunidade próxima à escola, estendendo-se aos seus amigos e familiares, sobre a importância da preservação e do cuidado com a água. E esta ideia partiu de um comentário que uma aluna fez durante a aula: “O mundo todo precisava assistir a esse vídeo, as pessoas não sabem o que estão fazendo com a água do nosso planeta”.

Além do aquecimento global e da biodiversidade, a disponibilidade de água está se tornando uma das principais questões socioambientais discutidas no mundo atual. Estudos afirmam que, se a média de consumo global de água não diminuir em curto prazo, teremos problemas de escassez.

Os próximos 50 anos serão decisivos, pois as projeções nos mostram que, nesse prazo, grande parte da população mundial sofrerá com a falta de água no planeta caso nenhuma providência seja tomada. Portanto, é de fundamental importância que desde cedo toda criança aprenda a importância da preservação desse recurso natural essencial para que se tenha vida.

Na elaboração do projeto foi desenvolvido um sistema para que o aluno pudesse perceber a importância do seu papel na sociedade em que vive, sendo parte de uma engrenagem que faz com que a sociedade funcione harmoniosamente enfatizando a maneira sustentável de se viver.

Por trabalhar com crianças de 10 anos, Mônica fez um pequeno paralelo com a fábula “O beija-flor e a floresta”, para mostrar que o bem é uma atitude, requer iniciativa e que todos tem uma missão no mundo. “No incêndio da floresta, na fábula, os animais não fizeram nada. Já o beija-flor sabia que aquelas pequenas gotinhas de água que ele despejava talvez não apagassem o fogo por completo, mas mesmo assim ele persistiu, pois sabia da importância de fazer a sua parte. E o nosso projeto vem promover justamente isso, tomar pequenas atitudes práticas a serem feitas com a água para um bem maior”, destaca.

Para dar corpo e forma ao projeto, foram desenvolvidas várias atividades interligadas como, por exemplo, a criação de panfletos, jornal mural, questionários, gráficos, assembleias para decidir sobre as próximas ações, entrevista com a comunidade para saber como as pessoas fazem o uso da água, visita a Sanepar para conhecer os processos de tratamento, as crianças também participaram de palestra, fizeram a entrega de um Kit para os moradores do bairro como uma das maneiras de conscientização, contendo: um adesivo “Eu faço a minha parte e você faz a sua? Economize Água” utilizado como símbolo do vizinho solidário que é colado nas casas, um DVD com o vídeo “A carta de 2070”, dentre outros. Neste ano de 2013 será finalizada a criação de um documentário e a divulgação do projeto através de um blog para atingir toda a população de modo geral.

Mônica conta que durante o trabalho os alunos tiveram vivencias profundas. “Já ficou marcado em suas vidas, a responsabilidade de fazer a sua parte para através disso poder cobrar as pessoas mais próximas. Eles mesmos disseram que este trabalho foi um diferencial enorme na vida deles, uma vez que nunca tinham enxergado por esse lado.”

Trabalhar com a pedagogia dos projetos faz com que o aluno aprenda de uma maneira significativa sendo algo aplicável e marcante em sua vida. É a construção do processo, o que realmente importa e que com certeza vai ficar marcado pro resto da vida da criança. Fica aí a dica de um excelente projeto para as escolas de Maringá e toda região.

Placas com frases de conscientização sobre a economia de água foram colocadas no Jardim Eldorado, em Londrina

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É preciso formar 10 mil doutores

A presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (Anpg), Elisângela Lizardo, informou, nesta semana, que para alavancar o desenvolvimento econômico e social do Brasil é preciso formar 10 mil doutores por ano. A declaração foi feita na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que está acontecendo desde domingo e segue até sexta-feira, em Natal, Rio Grande do Norte.

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