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Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

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Economia na ponta do lápis

Os estudantes da Escola Municipal José Polo, de Sarandi, têm utilizado o jornal O Diário do Norte do Paraná, semanalmente, como fonte de informação. Nos últimos meses, as crianças passaram a se atentar a uma editoria do impresso que antes passava despercebida, a ‘Economia’. Um assunto que tem sido destaque nas mídias e também nas conversas familiares. Por isso, a professora do quinto ano Aparecida Scuizato Telles resolveu levar o tema para ser debatido em sala de aula.

“Devido a crise que o Brasil está enfrentando, a internet, televisão, jornais e também a própria população tem falado nisso constantemente. Fato que é presenciado e tem afetado diretamente os alunos, por isso é interessante que ele reflita sobre o assunto para que se conscientize quanto a redução dos gastos”, conta a coordenadora pedagógica, Ivanilda Aparecida de Lima Souza.

Foto Abre“Começamos fazendo uma análise e reflexão sobre o momento econômico que o nosso país está passando. As crianças leram as notícias do Diário e a partir disso fizeram comentários, expuseram opiniões e posicionamentos a respeito do que a mudança na economia tem alterado a rotina deles”, destaca Aparecida.

A professora aproveitou o momento de troca de conhecimento em que os alunos demonstraram insatisfação, para ajudá-los a compreender que tem se enfrentado um período de crise econômica e de ajuste financeiro no país. “Percebi que os estudantes enquanto cidadãos podem ajudar suas famílias a superarem esta fase de cortes. Analisando os textos jornalísticos enfatizei o aumento na conta de energia elétrica como um reflexo dessa etapa de recessão”, conta.

Algumas crianças manifestaram que os pais estão abrindo mão, inclusive, de produtos essenciais do dia-a-dia para cumprirem com o compromisso de pagar em dia as contas de casa, evitando assim, a cobrança de juros. “Não aguento mais ver minha família pagar faturas cada vez mais altas, onde isso vai parar?”, pergunta indignada, a aluna Maria Rita Pires Silva.

Aproveitando o interesse pelo conteúdo, Aparecida preparou uma aula interdisciplinar na qual foram analisadas contas de energia elétrica. “Apresentei às crianças o que é cada uma das informações contidas no talão e calculamos juntos qual foi o valor do reajuste naquela fatura.”

Nesta proposta os estudantes desenvolveram a habilidade da leitura e interpretação dos textos jornalísticos e utilizaram do conhecimento matemático para fazer o comparativo do aumento da energia. O resultado foi uma aula com muito aprendizado, pois um assunto de interesse em comum desperta motivação pela atividade.

“Além de aprenderem com facilidade o cálculo de porcentagem, conteúdo proposto ao bimestre, os resultados foram observados em casa, pelos pais. As crianças têm orientado os irmãos para que desliguem as lâmpadas quando não estão sendo usadas, não demorar no banho, e até mesmo as mães são aconselhadas para que deixem juntar uma quantidade maior de roupas para serem lavadas e passadas, juntas. Os professores notaram alunos mais críticos, que se preocupam com quem é que paga a fatura de energia da escola, refletindo sobre uso consciente dos aparelhos da instituição e desligando os computadores, ventiladores e lâmpadas quando não estão sendo usadas. Dessa forma percebemos que ao trabalhar a problemática do alto preço da energia elétrica, a Escola Municipal José Polo está formando cidadãos”, comemora Ivanilda.

A professora conta que a próxima etapa do trabalho agora é analisar a conta de energia elétrica da casa de cada aluno. “Com essa proposta, vamos ajudar as famílias a encontrarem soluções para evitar gastos tão altos e conseguirem viver da renda que eles têm, sem sofrer tanto os efeitos da crise.”

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XXIV Prêmio Jovem Cientista

Energia e meio ambiente. Quer dois temas mais atuais? O XXIV Prêmio Jovem cientista, tradicional ação do CNPq, cujo objetivo é “despertar a vocação científica entre os jovens” está com inscrições abertas para inscrição de trabalhos sobre os dois assuntos. São quatro categorias: graduado, estudante do ensino superior, estudante do ensino médio e mérito institucional. Dá uma olhada nas premiações que “coisa mais linda”:

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