Escola Municipal Campos Salles – Maringá



Cozinha aproxima família da escola

Dizem que avó é mãe com açúcar, pois são elas que agradam os netos, especialmente quando o assunto é a culinária. Quem aí não tem aquela comida preferida que ninguém sabe fazer tão bem quanto a vovó? Pensando nisso, a professora Jane Candido que leciona na Escola Municipal Campos Salles, de Maringá, desenvolveu um projeto com os alunos do segundo ano do ensino fundamental, aliando os conteúdos pedagógicos com as histórias de vida e receitas culinárias das avós das crianças.

“O envolvimento da família nas ações escolares é fundamental. Não só pela motivação que isso traz a crianças, mas também para que os responsáveis tomem conhecimento das atividades que seus filhos e netos estão desempenhando”, destaca Jane.

O planejamento pedagógico teve por objetivo identificar a figura dos avós a fim de respeitá-los enquanto formadores da família e resgatar informações sobre a experiência de vida de cada um. Desta forma, proporcionar momentos de confraternização dentro do ambiente escolar.

Foto AbrePara o desenvolvimento do projeto, os alunos estudaram a poesia “Quitutes da Vovó”, que remete a mensagem dos bons momentos que o autor viveu na cozinha com a matriarca da família. Com isso, as crianças relataram que situações semelhantes vivenciaram.

Em seguida, contaram quais são as comidas preferidas deles feitas pelas avós. Entre os destaques teve: brigadeiro, pão de queijo e bolinho de chuva. O dever de casa foi consultar a avó sobre o modo de preparo de cada um desses pratos.

No Ambiente Educacional Informatizado, as crianças digitaram as receitas escolhidas, buscaram imagens na internet para ilustrar, e assim, produziram um caderno de receitas que foi entregas às avós em um chá da tarde promovido pela escola.

“Esta é a primeira vez que participo de um momento como este ao lado da minha filha do coração. Aos 68 anos, sou mãe e avó ao mesmo tempo. A tarde que eu e a Mikaely passamos com colegas de classe e a professora, fortalece ainda mais a nossa relação de amor e carinho”, comenta Conceição dos Santos Foleis.

Maria Lúcia Rodrigues é avó do estudante Vinícius Aurélio Rodrigues, ela que também esteve no chá e recebeu o presente do neto, não se cabia de felicidade. “Sou muito presente na vida dele, temos ótimos momentos juntos. Ver o quanto ele tem aprendido aqui na escola é muito importante, sempre enfatizei para o Vinícius que o estudo é a única coisa que ninguém tira de nós”, diz.

A professora Jane, que organizou todo o trabalho, conta que dos mais de 20 anos que ela leciona, este foi um dos dias mais gratificantes da vida dela. “Ver o olhinho das crianças brilhando ao encontrar as avós dentro da biblioteca, recompensa todo o esforço para o sucesso do projeto. Essa confraternização dentro da escola e o reconhecimento familiar, nos motiva a fazer sempre mais pela educação e pelos estudantes.”

Até diretora da instituição participou das atividades que resultou no chá das avós. “Trabalhamos sempre em equipe para mostrar aos alunos que o melhor caminho para a realização – seja ela pessoal ou profissional – é o coletivo, a união”, enfatiza Lucília Tomazini Hoffmeister.

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Jornal Escolar – Eu fiz

capa jornal escolarA Escola de Maringá em destaque hoje fez não apenas uma, mas duas edições de jornais escolares. As professoras da Escola Municipal Campos Salles, Jane Candino e Márcia Mitiko não mediram esforços para realizar o trabalho.

“O primeiro passo foi a exploração do jornal O Diário nas versões impressa e online. Afinal, este é um veículo de comunicação da cidade e também sempre presente dentro da sala de aula”, destaca Márcia.

A primeira edição foi impressa antes das férias de julho e a distribuição foi restrita para os alunos que haviam produzido os conteúdos, mas o sucesso foi tão grande que a comunidade escolar queria ver mais, os estudantes estavam animados e como resultado, em dezembro uma nova versão foi feita e desta vez a entrega abrangeu todas as turmas da escola.

“O trabalho com o impresso amplia o universo cultural das crianças e a informação aliada à reflexão, proporciona o debate e a tomada de consciência. Fatores que desenvolvem a capacidade de ler, argumentar e expressar opiniões”, ressalta Jane.

Os conteúdos das duas edições dos jornais da Campos Salles foram os mais variados, ilustrações, poemas, quadrinhas. Para que conheçam parte dos resultados, separamos uma entrevista que os alunos realizaram com a diretora da escola.

ENTREVISTA

Lucília Tomazini Hoffmeister é diretora da Escola Campos Salles desde fevereiro de 2011 onde juntamente com a equipe desenvolve um trabalho exclusivamente voltado para a melhoria da qualidade de ensino e efetiva aprendizagem dos alunos.

Alunos – 1) Como a senhora avalia o desempenho dos alunos em relação ao último IDEB?

Lucília: O desempenho dos alunos em relação ao último IDEB foi excelente porque conseguimos subir consideravelmente. Ultrapassamos a meta esperada e isso representa o reconhecimento do nosso trabalho e do esforço dos alunos em querer aprender mais.

2) A que a senhora atribui a elevação da nota da escola?

Foi um trabalho coletivo com compromisso. Acredito que esta é a palavra certa; compromisso de todos os funcionários, e isso compreende a escola como um todo.

3) De que forma a avaliação do IDEB contribui para a melhoria das ações na escola?

Da seguinte maneira. Como a escola ofereceu um trabalho de contra turno para os alunos e deu certo, este ano além do o 4º ano que irá participar do próximo IDEB, também estamos oferecendo o mesmo apoio para as demais turmas para que estas estejam bem preparadas no futuro.

4) O IDEB ainda é um desafio? Em que sentido? 

Mesmo com todo esforço o IDEB ainda representa um desafio para todos da escola, pois exige muito trabalho, força de vontade, colaboração e compromisso. Para que tudo melhore é preciso investir muito na educação.

5º ANO B

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