Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira – Floresta



A independência, na sala de aula

Foto AbreNa semana em que se comemora o dia da independência do Brasil, a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, preparou um projeto de aula especial que fez os estudantes refletiram sobre a evolução do nosso país.

“A Independência é um dos fatos históricos mais importantes do Brasil, pois marca o fim do domínio português e a conquista de uma possível autonomia política. O tema já faz parte da grade curricular de ensino, desta forma, além de abordá-lo como conteúdo programático realizei uma série de propostas que fizeram as crianças pesquisarem sobre estes 193 anos da proclamação da independência”, destaca Adriana.

Para começar a atividade, a professora fez alguns questionamos para turma, a exemplo: A independência é resultado de um acontecimento de um único dia? Ela pode ser sinônimo de liberdade? Se Dom Pedro não a tivesse proclamado, outros fariam?. Divididos em grupos, os alunos discutiram a respeito do tema e registram as opiniões nos cadernos. “Ao se declarar independente, acredito que o Brasil não se tornou um país livre, porque contraiu uma grande dívida com a Inglaterra, com isso continuou dependendo da Europa e quem passou a governar o nossas terras foi o filho de rei de Portugal, então pouca coisa foi mudada”, enfatiza o estudante Vinícius Barboza Tezolin.

No momento seguinte, as crianças foram convidadas a fazer um debate coletivo no qual cada uma expôs de forma oral seu ponto de vista. “Não podemos dizer que somos um país livre assim como foi dito naquela época, pois as pessoas menos favorecidas não tiveram mudanças em sua vida. Hoje, mesmo o Brasil sendo um país independente, as classes mais pobres continua dependendo de serviços do governo como o Bolsa Família, é como se eles devessem um favor para a presidência”, comenta a aluna Karolayne Cristina Alves.

A estudante Melissa Barbosa Firmino dos Santos acrescenta que naquela época a população lutava por liberdade e que hoje ainda não é muito diferente. Porém mudaram os ideais, atualmente as pessoas lutam para ter uma educação de qualidade, direito à moradia e proteção à violência.

“Acredito que o principal papel da escola na atualidade é formar cidadãos críticos e conscientes mediante a realidade onde estão inseridos. Através dessa reflexão com meus alunos consegui que pensassem sobre o real significado da palavra ‘independência’ e como isso vem sendo aplicado na prática durante todos esses anos registrados na história do nosso povo. E isso não consegui sozinha, o programa O Diário na Escola possui grande contribuição nesse processo, pois devido a utilização do jornal em sala de aula e as formações oferecidas a nós, educadores, estamos realizando um trabalho de compreensão e interpretação muito mais significativo com nossas crianças”, ressalta a professora Adriana.

 

 

PRÁTICA

Professor, aproveite o tema e proponha aos alunos a confecção de um chapéu e uma espada de papel. Para iniciar, apresente uma folha de jornal usado e pergunte:

– O que é isto?

– Para que ela serve?

– Depois que a lemos o jornal o como podemos reaproveitá-lo?

– Vocês já fizeram dobraduras?

– Quem gostaria de ter um chapéu e uma espada de papel?

Depois dos materiais prontos, é possível encenar com as crianças um mini teatro representando o momento em que Dom Pedro declarou a independência.

Comente aqui


Preconceito é tema de debate escolar

A costa oeste africana e o litoral brasileiro, um dia, já estiveram conectados. Há 200 milhões de anos, os dois territórios começaram a se separar e assumiram as atuais posições afastados milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico. As tradições, a cultura e a trajetória dos descendentes dos africanos escravizados compõem um objeto de estudo importante para todas as crianças e os jovens, negros ou não.

O tráfico negreiro e a escravidão determinaram o presente do nosso país. A população vinda do continente africano criou aqui raízes, família, cultura e história. Hoje, 53% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

Com o objetivo de valorizar a cultura afro brasileira, na última semana a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona na Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, desenvolveu um série de atividades aproveitando a data em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

IMG_0937“Os estudantes ainda conhecem pouco sobre essa cultura e é importante discutirmos o valor dos negros para a história brasileira. Aliado ao material didático utilizei a reportagem do Diário com a manchete ‘Mentes que se abrem devagar’ para complementar o trabalho de ensino-aprendizagem sobre o tema”, destaca Adriana.

A matéria do impresso apresenta informações sobre o avanço da situação do negro no Brasil, a exemplo das oportunidades de emprego, mas também cita casos de preconceito, infelizmente ainda existentes. Com dados sobre a origem da data comemorativa, quem foi Zumbi dos Palmares e o perfil da população negra brasileira, o conteúdo contribuiu para a aula da professora.

Depois do estudo da História e da leitura do jornal, a turma realizou um debate sobre o preconceito. “Diariamente vemos nos noticiários casos de racismo, algo muito triste. Pois a cultura afro contribuiu imensamente para a construção do nosso país”, ressalta o aluno Bryan Franklyn Furlan Trentin.

Para que toda a escola refletisse sobre o tema, Adriana e seus alunos produziram cartazes que foram espalhados pelos murais da instituição. A estudante Polliany Cristiny Monteiro comenta que muitos aspectos de nossa cultura, como a capoeira, tiveram origem nos povos africanos. “Devemos gratidão e respeito a eles”, diz.

O aluno João Victor Alves da Silva deixa uma mensagem “Zumbi dos Palmares foi um líder que lutou contra a opressão dos negros africanos. Em nosso dia-a-dia pequenas ações podem contribuir para acabar com o preconceito. Afinal, a cor da pele não tem nenhuma relevância, o que realmente merece valor é o sentimento que carregamos dentro do coração”, conclui.

A professora da turma ficou surpresa com o alto nível do debate em sala. “As crianças estão muito mais seguras para falar. A leitura do jornal, semanalmente, tornou os estudantes mais críticos e argumentativos, fatores importantes para uma aula rica em conteúdo e aprendizado”, conta Adriana.

Foto Abre

 

Comente aqui


O jornal impresso como recurso pedagógico

SAM_2759Alunos do quinto ano da Escola Municipal Messias Ferreira Barbosa, de Floresta, tiveram uma manhã diferente. Além da aula da professora Adriana Xavier também receberam a equipe do Diário na Escola para desenvolver atividades com o jornal impresso. “Nosso objetivo é compartilhar experiências e conhecer o público que atendemos. Estar perto de estudantes e professores integra as propostas do Programa. A cada visita, percebemos o quanto o jornal pode contribuir no trabalho pedagógico”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

Entre os desafios das propostas aplicadas, os alunos vivenciaram na prática um pouco da rotina de um repórter. As crianças receberam um questionário com as perguntas que deveriam ser feitas ao entrevistado e, em seguida, buscaram um colega para realizar a dinâmica. “Gostei da experiência. Nunca tinha pensado em seguir carreira nesta área, mas percebi que é uma profissão que combina comigo. Agora estou ansiosa para chegar em casa e entrevistar meus pais”, conta a aluna Tayná Cristina Tavares.

Os estudantes foram informados sobre quais são as perguntas-chave para a produção da notícia: O quê? Quando? Onde? Como? Quem? Por quê? Conhecidas também como lide. A partir disso realizaram a leitura do Diário e identificaram dentro das matérias em qual parte do texto estavam as respostas para as questões acima.

“Esta foi a tarefa mais difícil. Percebi que preciso ler com mais atenção, porque depois que consegui encontrar o lide ficou mais simples entender a notícia”, comenta o aluno Bryan Furlan Franklin Trentini.

A professora ressalta que desde o início dos trabalhos com o jornal houve grande interesse por parte dos estudantes. “A oportunidade de conhecer algo novo os encantou, entre a turma toda apenas uma aluna recebe o jornal em casa. Com isso percebo vontade em desenvolver as propostas didáticas, e uma melhora nos resultados em sala devido à intimidade que estão criando com o material.”

Comente aqui


O que você quer ser quando crescer?

Na última quinta-feira comemorou-se o Dia do Trabalho, mais do que um feriado nacional é uma data para refletir. Afinal, se você ainda é uma criança, que profissão gostaria de seguir no futuro? Já parou para pensar? Quando pequenos já nos arriscamos a decidir o que queremos ser quando crescer: bailarina, jogador de futebol, cantor ou outras profissões de destaque. Embora essas opções pareçam ser definitivas, o amadurecimento faz perceber que as fantasias da infância podem não nos levar a lugar algum.

Possivelmente aquela com o desejo de ser bailarina não contava com a rotina de dedicação integral e cansativa dos ensaios pelo qual elas têm de passar, mas sim no glamour das roupas e na possibilidade de ganhar dinheiro dançando. Ser jogador de futebol parece ser divertido aos olhos dos garotos, quer coisa melhor que ficar rico e famoso para “brincar” de jogar bola? E ser um cantor então? Aparecer na televisão, viver rodeado por uma multidão de fãs, fazer shows pelo mundo, é a fantasia de quase toda criança. Até que um dia chega o momento em que é preciso decidir, de fato, a carreira a seguir.

“Nem todos têm facilidade para uma escolha imediata. Para escolher a melhor profissão é preciso, antes de tudo, se conhecer melhor. Podemos ter várias carreiras em mente, mas o caminho certo, aquele que trará felicidade e sucesso profissional, só vem quando nos conhecemos. Faça previsões. Será que daqui a três ou trinta anos estarei feliz lidando com os assuntos da profissão que tanto me empolgam hoje?”, indaga a psicóloga Mariana Braga Nunes.

É importante que a carreira proporcione diversão. Pesquisas apontam que um profissional que trabalha de bem com a vida rende mais e se sente realizado. Em contrapartida, aqueles que embarcam em uma carreira somente pela possibilidade de crescimento social podem acabar frustrados e sem dinheiro por não se destacarem no mercado de trabalho. O ganha-pão tem que unir habilidade e sustento. De nada adianta sonhar com algo que não é possível ser transformado em atividade profissional.

A psicóloga destaca que o amadurecimento é o principal aliado na hora de definir a carreira. “É claro que as pessoas que convivem com você, principalmente a família, vão dar um palpite aqui, outro ali. Porém, o que faz a diferença é a sua capacidade de captar as sugestões construtivas e descartar as especulações.”

Muitos adolescentes na fase do vestibular se veem na difícil tarefa da decisão. Nestes casos Mariana aconselha o jovem a identificar as disciplinas escolares que mais têm afinidade e também perceber se gosta de trabalhar em grupo ou sozinho, em espaços calmos ou agitados. “Pensar no futuro local e condições e trabalho ajuda a afunilar o leque de possibilidades que você cogita.”

Lembre-se, preferências mudam com o tempo. Pode ser que você sempre tenha desejado uma profissão, mas em algum momento começa a pensar em outra. “Quando terminei o ensino médio não me sentia segura para uma escolha tão importante. A princípio fui incentivada pelos meus pais, que tinham comércio de vestuário, a cursar moda. E assim eu fiz, mas durante a faculdade percebi que não era realmente aquilo que eu queria”, afirma Janaina Sampaio de Castro que se formou em moda, mas em seguida decidiu cursar Engenharia Civil.

“Com o tempo eu fui percebendo que adorava analisar as casas, as fachadas, os telhados e as projeções. Eu precisava buscar uma profissão nova, relacionada à essa área. Nesta escolha minha mãe também me incentivou. Ela constroi casas para vender e para me motivar começou a pedir que eu comprasse todos os materiais. Até hoje essa é a parte que eu mais amo no meu dia, me dá frio na barriga conversar com os pedreiros e imaginar que logo sou eu coordenando as equipes”, revela Janaina que está cursando sua segunda faculdade e se mostra apaixonada pela nova profissão.

Larissa Vitória CarnevalliLarissa Vitória Carnevalli – aluna do 5º ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, de Floresta.

“Eu gosto de ler, escrever e pesquisar. Gosto de todas as matérias, principalmente de Ciências. Por isso quero ser professora! Poder ensinar assim como a minha professora faz. Ela é paciente e explica de uma forma que todos nós conseguimos aprender.”

BrunoBruno Augusto Valério – aluno do 5º ano na Escola Municipal Vânia Maria Simão, de Atalaia.

“Eu quero estudar administração para trabalhar no comércio assim como meus pais. Não se ganha muito dinheiro, mais isso não é o mais importante, eu quero fazer o que gosto e ainda poder conversar com os clientes todos os dias.”

Rafaela Pupo LandesRafaela Puppo Landes – aluna do 5º ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, de Floresta.

“Eu quero ser médica para ajudar a salvar a vida das pessoas. Sei que vou ter que estudar muito para isso acontecer, mas eu aprendi com meus pais e minha professora que o conhecimento é algo que ninguém tira da gente.”

 

Comente aqui