esportes



LBV em clima olímpico

A Olimpíada do Rio de Janeiro só será realizada em agosto, mas o clima do evento esportivo já tomou conta do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV na cidade canção e acendeu o espírito olímpico entre os atendidos. A chama olímpica estava pronta para ser “acesa”, e as delegações participaram devidamente caracterizadas. E como esse não é um torneio qualquer, o nome das equipes são para lá de especiais. Nessa competição, as crianças e adolescentes defenderam o amarelo da Fraternidade, o branco da Paz, o vermelho do Amor, o verde da Amizade, o laranja da Solidariedade e o azul da Harmonia.

Foto AbreA abertura do evento seguiu todo o protocolo de uma competição esportiva oficial, sendo iniciada com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a apresentação das bandeiras do Brasil, Paraná, Maringá e da LBV.

“Enxergamos o esporte como uma importante ferramenta educacional e de compartilhamento de valores, além de ser uma ótima forma para manter a boa saúde do corpo e da mente. Por isso, acrescentamos uma série de atividades físicas em nosso cronograma”, destaca a assessora de comunicação da LBV, Vilma Araújo.

Todo o trabalho foi direcionado pela educadora social Soraia Camila Jardim, que realizou uma série de atividades com os atendidos durante o projeto. “Busquei fazer com que eles vivenciassem o esporte desenvolvendo propostas e jogos de caráter lúdico com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora promovendo uma socialização entre as crianças e adolescentes. Além de ressaltar a importância do cumprimento das regras para um convívio proveitoso e saudável, promovendo o reforço de valores morais adequados e hábitos que valorizam a qualidade de vida”, enfatiza Soraia.

Para introduzir o trabalho, a educadora social realizou um diálogo sobre os Jogos Olímpicos e a importância deles para a união dos povos. Em seguida, para despertar o interesse do educando, foi utilizado dinâmicas sobre o tema abordado despertando assim, a curiosidade nos atendidos.

Em uma roda de conversa crianças e adolescentes escolheram as modalidades que gostariam de participar. Soraia solicitou que eles descrevessem suas relações com os esportes e os Jogos Olímpicos. Nessa etapa foi utilizado a estratégias de recorte e colagens de imagens e de palavras relacionadas com o tema.

Por fim, a partir da troca de informações entres os atendidos e suas experiências com os esportes, a educadora propôs a pratica esportiva coletiva e individual, em alguma modalidade como: futebol, voleibol, handebol, basquetebol, ginástica rítmica, ginástica artística e atletismo. Iniciando efetivamente os jogos olímpicos na instituição.

DSC_0841“Eu gostei muito de participar desse evento, o esporte é fundamental para nosso crescimento, traz vários benefícios à vida. Aprendi a valorizar o outro, a respeitar às regras e percebi como o outro é importante, pois o trabalho em equipe é essencial para conseguir um bom resultado. Além disso, vi que o esporte vai além das limitações do corpo e que qualquer pessoa pode praticar, pode ser uma criança, um jovem ou um idoso, assim como pessoas que possuem deficiência de qualquer ordem. O esporte tem a capacidade de unir pessoas e povos”, aponta a atendida, Thais Vitória Silva Souza.

A educadora social, Soraia conta que as crianças e os adolescentes deram um show e demostraram como é agir com o espírito esportivo, mantendo a postura respeitosa, independente do resultado obtido. “Esse é um reflexo do nosso trabalho diário, no qual eles aprendem sobre a importância do trabalho em equipe desenvolvendo ainda atitudes necessárias para a integração social e a formação do indivíduo.”

Comente aqui


Lido, reciclado, reaproveitado

Engana-se quem acredita que a única função do jornal dentro da sala de aula é para leitura e interpretação textual. A professora da disciplina de Educação Física, Cintia de Katya Conte que leciona na Escola Municipal Mercedes Romero Panzeri, em Sarandi, mostrou que há muitas outras possibilidades de se aproveitar aquele impresso que já foi lido e relido pelas crianças.

“O Diário, geralmente, é fonte de conteúdo na realização de trabalhos nas áreas de português, geografia ou ciências, porém, percebi que o impresso é um material alternativo para a produção de objetos que contribuem, também, para a aula de educação física”, destaca Cintia.

Foto AbreAs crianças foram desafiadas a produzirem petecas para brincar no intervalo, malabares para as aulas de atividades circenses, espadas para o aprendizado da esgrima e aparelho de fita para o treino de ginástica rítmica. Tudo isso, a partir das páginas do impresso.

“O uso do jornal para a confecção de materiais alternativos não só nas aulas de educação física, mas de forma geral, é muito positivo. Além de proporcionar a vivência com objetos que muitas vezes a escola não tem, ou tem em quantidade insuficiente, estimula a criatividade dos alunos, a autonomia e conhecimento para estarem confeccionando seus próprios brinquedos e materiais, além de estar reaproveitando e reciclando algo que já foi muito utilizado e explorado por seus conteúdos informativos e que, provavelmente, virariam lixo”, enfatiza Cintia.

A aluna, Andreina Moretto da Rocha conta que o contato com o Diário é muito bom, ainda mais quando se aprende a fazer materiais que são para o aprendizado e diversão, dentro ou fora da escola.

A professora comenta que todos os objetos produzidos a partir do jornal foram um sucesso entre os estudantes. “Foi possível manuseá-los com total eficácia para a atividade em questão e proporcionar uma aula super animada.”

“O Diário é fonte de recurso didático da formação acadêmica e desenvolvimento social crítico, conduzindo também à utilização deste na confecção de elementos para aulas no ensino de arte e educação física. Em ambos os momentos percebe-se a satisfação da criança no manuseio do jornal, sendo também muito rico ao professor na promoção de atividades e estratégias educativas”, acrescenta a coordenadora pedagógica, Edna Malavazi.

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM!

Quer saber como a professora e os alunos da Escola Mercedes Romero produziram peteca, malabares, espata e fita para a ginástica? Aí vai o passo-a-passo:

-PETECA:

Na confecção da peteca foi entregue uma folha de jornal para cada aluno onde eles tiveram que amassar até o formato de uma bola, em seguida com um quadrado de tnt (30 cm x 30 cm) eles embrulharam a bola de jornal, e finalizaram amarrando como se fosse um ovo de páscoa.

– MALABARES:

Foram produzidos dois modelos, um com caixas de leite onde os alunos amassam e colocam dentro das caixas duas folhas de jornal, e outro modelo com uma garrafa pet (500 ml), onde os alunos fazem um canudo bem firme utilizando folha dupla de jornal para ser colocado na boca da garrafa formando seu cabo.

– ESPADA:

Na confecção da espada de jornal, os alunos fizeram um canudo bem firme com jornal duplo, em seguida apenas fez-se uma modelagem em uma das extremidades formando uma empunhadura.

– APARELHO DE FILA:

Na criação do aparelho fita da Ginástica Rítmica, os alunos também fazem um canudo firme de jornal, que é dobrado ao meio para servir de haste para prender uma fita de crepom.

Comente aqui


Estratégia para evitar jovens nas ruas

Criado para tirar crianças e adolescentes das ruas de Sarandi no período em que não estão na escola, o projeto “Eu cuido” começou suas atividades no início deste ano e já atende cerca de 800 alunos de seis a 16 anos. A ação é uma iniciativa do prefeito Carlos de Paula Júnior com as secretarias da Juventude, Cultura, Esportes e Lazer.

“A ideia é manter as crianças o maior tempo possível em oficinas, nas quais além de poder se divertir elas estarão adquirindo novos conhecimentos”, ressalta a coordenadora do projeto, Maria Cristina Age Macedo.

Há também uma parceria com as secretarias de Educação, Ação Social, Saúde e Desenvolvimento Econômico para que os alunos tenham acesso de forma mais rápida a consultas e atendimentos oferecidos pelo município.

Podem participar das aulas de futsal, futebol de campo, voleibol, handebol, judô, atletismo e natação aqueles que estiverem matriculados nas escolas das redes municipais e estaduais de ensino da cidade. Lembrando que as oficinas são oferecidas no contraturno escolar.

“A experiência em fazer parte do projeto é ótima! Tenho a oportunidade de aprender coisas novas e ainda fazer amigos”, conta o aluno Rafael da Silva Correia.

João Francisco do Nascimento é professor de uma das aulas mais frequentadas, a de futebol de campo. “Eu já realizava trabalho voluntário nos campinhos dos bairros, quando passei a fazer parte do “Eu cuido” trouxe meus alunos comigo. Atendo quantas crianças chegarem no treino porque acredito que elas percebendo a preocupação social que temos, irão se sentir valorizadas”.

A prefeitura doou todos os materiais necessários para que os alunos pudessem desenvolver as atividades, a exemplo de bolas, kimono, óculos de natação e roupas de banho. “Com isso o jovem só precisa de uma coisa para estar no “Eu cuido”, vontade de aprender”, destaca a coordenadora.

“Mães já relataram melhoras, inclusive, em problemas de saúde. Parte das crianças chegam as aulas de natação por encaminhamento médico e se apaixonam pela piscina. O resultado tem sido ótimo, em pouco tempo de aula já aprendem a nadar”, comemora a professora, Camila Cristina Mignoli.

Alisson de Oliveira Damião é aluno de judô e conta que nunca tinha pensando em praticar a modalidade devido ao custo da mensalidade nas academias. “Quando surgiu a oficina gratuita me interessei e hoje já sonho em ser lutador profissional”.

“Os pais que acompanham as aulas de judô, no início demonstram preocupação devido aos golpes e receio das crianças de machucarem, mas o retorno tem sido muito bom. Alguns alunos já emagreceram e ficaram mais dispostos”, destaca a professora Janaina Cristina Ferreira dos Santos.

Maria Cristina enfatiza que estes garotos estão aprendendo a exercer a sociabilidade dentro de um ambiente que pode contribuir de forma positiva para a sua formação.

O projeto “Eu cuido” continua em 2014 e pretende aumentar as vagas para três mil atendidos. Reformas nos ginásios dos bairros periféricos da cidade já estão sendo realizadas para que a criança não precise se deslocar a grandes distâncias para o contraturno.

SARANDI. Crianças e adolescentes têm a oportunidade de estarem em oficinas que evitam a permanência deles nas ruas e proporciona segurança aos pais

SARANDI. Crianças e adolescentes têm a oportunidade de estarem em oficinas que evitam a permanência deles nas ruas e proporciona segurança aos pais

Comente aqui