Histórias em Quadrinhos



Quadrinhos no jornal

Na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, em Floresta, a motivação para a leitura é feita através dos exemplares do Diário, semanalmente. Os alunos que estão no segundo ciclo do ensino fundamental realizam propostas didáticas com o auxílio do impresso, buscando, assim, proporcionar momentos de diversão e aprendizado em sala de aula.

Na última semana a professora, Glasieli Bianchesi Bonugli trabalhou o gênero textual história em quadrinhos (HQ) com os estudantes. “Para que eles não se atentassem apenas aos desenhos durante a produção, propus que o conteúdo fosse inspirado em alguma notícia do jornal. Assim, sem perceber, os alunos realizaram a leitura de todas as matérias, adquirindo informações de circulação social”, destaca. Está é uma maneira que os educadores encontram para tornar crianças e adolescentes seres críticos e participativos da realidade em que vivem.

Com a variedade de assuntos presentes no impresso, os alunos buscaram por aquilo que mais os despertou interesse ou que eles tenham maior afinidade. “Produzir a HQ a partir das notícias do Diário foi uma ótima oportunidade de me inteirar sobre fatos que estão acontecendo na região em que moro e até em locais mais distantes. O que me chamou a atenção, em especial, foi o problema da falta da água no estado de São Paulo, uma situação que pode se agravar ainda mais”, comenta a aluna Raquel Fuentes.

Glasieli conta que os momentos com o jornal em sala de aula são pura diversão. “A maioria dos estudantes gosta de afastar as cadeiras e abrir as páginas dos exemplares no chão da classe, desta forma eles se sentem mais a vontade para manusear o material e aprendem novos conteúdos de uma forma prazerosa.”

Todos os anos o Diário na Escola oferece formação sobre como trabalhar os quadrinhos e o humor utilizando o impresso como suporte didático, a professora comprova os bons resultados. “Durante a realização da atividade constatei o quanto a leitura de um informativo torna os estudantes criativos”, conclui.

PRODUÇÃO

Após a leitura das notícias do Diário e do estudo do gênero HQ, a aluna Raquel Fuentes criou uma história em quadrinhos sobre o problema da falta de água em algumas regiões do país.

Imagem Submanchete

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O Diário proporciona entretenimento e informação na sala de aula

Muitas vezes, a paixão pela leitura começa pelas histórias em quadrinhos (HQs) por ser um tipo de texto que torna o ato de ler mais divertido, já que apresentam, além das falas, desenhos que representam as ações dos personagens. Mas a leitura é apenas uma das possibilidades para se trabalhar a HQ, pois os quadrinhos oferecem inúmeras maneiras de exploração. São materiais que permitem a reflexão, a criação, a produção e até a interpretação textual.

20140905_141408Depois de participar da capacitação oferecida pelo Diário na Escola sobre como trabalhar a HQ a partir da notícia do jornal, a professora Joana de Lourdes Contieri que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, colocou em prática a teoria adquirida durante a formação e garante, “os resultados foram ótimos.”

“Meu objetivo foi despertar o interesse pela leitura a partir dos textos de circulação social. De forma livre, cada aluno escolheu uma manchete que mais chamou atenção e, em seguida, realizou uma produção textual que compôs a narrativa da HQ”, destaca Lourdes.

A coordenadora pedagógica, Elisabete Sampaio conta que nesta atividade, em especial, foi perceptível o entusiasmo das crianças. “O estudo deste gênero envolve a criatividade e os desenhos, isso reflete no interesse pela proposta.”

O aluno Kauã Moura comenta sobre o quanto o jornal auxiliou durante a produção. “As notícias do Diário nos ajudaram no momento em decidir o assunto da história a ser desenvolvida.” E a colega Akemyla Bortolucci Ventureli completa, “pude usar minha imaginação e com a leitura das matérias ainda aumentei meu conhecimento sobre os fatos que são destaque no impresso.”

Com a oportunidade em escolher o tema, a professora relata que houve maior atração pela leitura. Desta forma cada estudante se direcionou para o caderno que mais se identifica. “Este é um processo que tem contribuído muito no aprendizado das crianças, pois elas sentem prazer no que estão fazendo.”

Assim como foi aconselhando pelas ministrantes da formação oferecida pelo Diário na Escola, Lourdes solicitou que primeiramente os estudantes escrevessem a narrativa, para em seguida desenvolverem os quadrinhos com as falas e os desenhos dos personagens. “O interessante do passo-a-passo da HQ é que o aluno vai tendo a ideia de que um trabalho com escrita deve ser planejado, sim. Primeiro, se pensa num enredo para a história antes de produzi-la. Também se calcula o espaço para os desenhos e textos verbais, o espaço do texto não verbal deve ser observado por último. Essas orientações de sequencias do que se deve fazer são importantes para direcionar a criança a fim de mediar essa produção com qualidade”, ressalta a professora mestre, Maísa Cardoso.

Lourdes relata que por ser a primeira atividade com o gênero, os estudantes sentiram dificuldades durante a proposta, mas com orientações o resultado foi muito bom. “Me senti realizada ao término do trabalho, as crianças se empenharam bastante e percebi o quanto os exemplares do Diário estão contribuído no processo de ensino-aprendizagem”, conclui.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

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Quadrinhos na educação: uma nova forma de aprendizagem

Há tempos, se algum aluno levasse um gibi para a sala de aula era repreendido e proibido de ler qualquer coisa que não fosse o livro didático. Com o passar dos anos, as histórias em quadrinhos foram entendidas não apenas como uma leitura exclusiva para as crianças, mas sim como uma forma de entretenimento e aprendizagem, tendo como objetivo transmitir conhecimentos que podem atingir diversos públicos e faixas etárias.

Pensando nisso, a equipe do Diário na Escola realizou a formação “Humor no jornal: Histórias em quadrinhos” para os mais de 100 educadores dos quintos anos, da rede municipal de Maringá. Ministrado pelas professoras mestres, Adélli Bazza e Maísa Cardoso o encontro abordou a relação de humor e sociedade, conceitos sobre as HQs e exemplos de práticas pedagógicas.

O DIARIO NA ESCOLA_14“Este é um gênero com muitas linguagens, o que o torna complexo para produção, porém o que esperamos é que os alunos que já têm contato com a HQ em seu cotidiano leiam e interpretem os quadrinhos em princípio. Depois disso, aos poucos, vão adquirindo mais habilidades para a produção, inserindo elementos novos e mais criativos presentes nas HQs. Assim, ganha níveis de leitura, interpretação e produção acima da média, uma vez que está mobilizando vários recursos de linguagem e icônicos ao mesmo tempo”, destaca Maísa.

“A formação sobre esta temática chegou no momento certo, pois abordou o conteúdo que será aplicado em sala no próximo bimestre. Agora tenho novos subsídios para a produção com as crianças”, conta a professora Isalete Vallim Gaiotto.

A leitura de histórias em quadrinhos é um processo considerado complexo. É preciso decodificar textos, imagens, balões e onomatopeias. Além disso, induz à habilidade de concluir coisas que não estão escritas. Nas HQs, por exemplo, o leitor deduz a ação que é omitida entre um quadrinho e outro.

“Os quadrinhos apresentam um texto agradável para o aluno, seja enquanto leitor ou produtor do gênero, pela diversidade de linguagens de que se vale e por estimular o lado lúdico”, comenta Adélli. Um exemplo disso pode ser encontrado na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2008 pelo Instituto Pró-Livro, na qual Mauricio de Sousa, o pai da Turma da Mônica, aparece em décimo lugar na lista dos escritores mais admirados pelos leitores, depois de Monteiro Lobato, Jorge Amado e Machado de Assis, por exemplo.

Durante o encontro de capacitação os participantes puderam observar que a sequência de imagens dos quadrinhos permite que a criança compreenda o sentido da história antes mesmo de aprender a ler. Ao fazer isso, ela organiza o pensamento, exercita a capacidade de observação e interpretação, e ainda desenvolve a criatividade.

Diz-se que um bom modo de estimular um hábito é enfatizando o seu lado prazeroso. No caso dos quadrinhos, os textos rápidos associados com imagens, elementos gráficos e a identificação com os personagens são alguns dos fatores que tornam a leitura agradável. Isso pode encorajá-las a ler textos cada vez mais complexos. Alguns pesquisadores defendem que os leitores de quadrinhos também acabam se interessando por outros gêneros de texto.

Ainda vale ressaltar que, para a formação de um leitor competente, capaz de usar a linguagem em diferentes contextos e situações, é preciso dar a ele acesso a variados tipos de leitura. Como explica Maísa, “cada gênero de texto desenvolve habilidades específicas, por isso é importante que a criança tenha disponível diferentes fontes de leitura, como jornal, livros, revistas e também, as HQs.”

Cultura e Entretenimento

DIARIONAESCOLADM5Histórias em quadrinhos podem transmitir um leque bem amplo de informações sobre contextos históricos, sociais ou políticos e ainda assim manter sua característica de entretenimento. Alguns exemplos bem conhecidos são: as aventuras de Asterix – que trazem divertidas referências sobre história antiga, as histórias de Tintim – ricas em indicações geográficas e as tirinhas da questionadora Mafalda – crítica a questões político-sociais da Argentina.

“As HQs costumam abordar temas controversos, sem causar constrangimentos. Por meio do humor trata-se de assuntos que assumem posicionamentos polêmicos, sem que as pessoas sejam punidas pelo que produzem”, ressalta Adélli.

Alguns gêneros se destinam a criação do humor e do riso, a exemplo das crônicas, charges, piadas, cartuns, tiras e textos de opinião com ironia (comuns nos jornais). Um fator determinante para a comédia, nesses casos, é a presença de algo que possibilite, ao menos, duas leituras. As adivinhas representam bem esta característica, a exemplo: ‘Qual o vento que os cachorros mais temem? Furacão’. Nessa questão a palavra furacão tem caráter ambivalente – duas interpretações -, pois permite que se leia furacão como um tipo de vento, ou ‘fura cão’ como algo que faz mal aos cachorros. “O humor está em todo lugar, logo, por que não na sala de aula? Sem falar que a diversão, o riso e a brincadeira, são próprias da criança”, completa, Maísa.

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HQ: narração de palavras e sequência de imagens

As atividades com as histórias em quadrinhos (HQ) em sala de aula são sempre muito bem recebidas por oferecer diversão e humor no aprendizado. Este gênero textual remete a discussões e promove a leitura e o desenvolvimento de um estudo que apresenta tanto a linguagem verbal, como a não verbal. E assim, estimula o aluno a interagir e dialogar com o texto que está sendo lido.

Pensando nisso a professora Cícera Aparecida Tassoli que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, optou por relacionar as notícias do jornal “O Diário” aos desenhos, balões e histórias criativas fazendo os alunos produzirem em um formato novo para eles, as HQs.

“Faço parte do Diário na Escola há alguns anos e já participei das capacitações oferecidas pelo Programa sobre as histórias em quadrinhos. Isso me ajudou na hora de montar a atividade, pois eu precisava trabalhar sobre a “dengue”, um problema que tem afetado o município, mas queria fazer algo diferente”, conta Cícera.

Primeiro a professora separou exemplares que continham matérias sobre a temática escolhida para a criação dos trabalhos. Em seguida os estudantes tiveram acesso aos jornais selecionados para que através da leitura das notícias eles pudessem retirar argumentos e construir o enredo das historinhas.

“Eu adoro ler gibis, e montar quadrinhos com personagens que eu mesma criei é muito legal! O texto é a parte mais difícil, principalmente porque esta é a minha primeira produção”, comenta a aluna do 5º ano “B”, Maria Clara Costa Calvo.

“Utilizamos as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica nos momentos de leitura em sala, pois são conhecidas pelo público infantil e oportunizam trabalhar diferentes conteúdos. Como os personagens também são crianças os alunos se identificam com eles e sentem prazer na hora de ler”, ressalva a coordenadora Izabel Cristina Pessutti.

Vale salientar que o estudo deste gênero facilita a discussão de assuntos que envolvam, por exemplo, problemas sociais. Pois as histórias em quadrinhos retratam estes temas em uma perspectiva pedagógica e dinâmica. “As crianças gostam da HQ e encaram a produção como um momento de lazer no qual podem usar a imaginação”, fala Cícera.

Autores apontam que os quadrinhos tem caráter lúdico e muitos os consideram uma forma de arte. Além de entreter, estes são significativos no processo de ensino-aprendizagem dos mais diversos conteúdos, como geografia, matemática, história, português e até idiomas estrangeiros. A professora ressalta que o lúdico é essencial na vida cotidiana do indivíduo, “devemos educar as crianças sempre proporcionando momentos de interação uma com as outras, e nessa proposta a HQ facilita o trabalho.”

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CRIAÇÃO. Esta é a HQ desenvolvida pela aluna Maria Clara. No enredo, conselhos para os cidadãos que ainda não têm atitudes preventivas a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

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Autores das melhores histórias em quadrinhos recebem prêmios

O tradicional Concurso do Gibi, promovido pelo Diário na Escola, finaliza sua 8ª edição. Na última terça-feira, alunos e professores finalistas da promoção cultural estiveram na sede do Grupo O Diário para a cerimônia de premiação.

“O Diário entende que os concursos culturais que realiza são importantes na descoberta de talentos, na motivação e inspiração dos participantes. Além de valorizar as melhores ideias”, destaca o diretor comercial, Cesar Carvalho.

O desafio do concurso é fazer com que a partir da leitura de uma notícia publicada em O Diário do Norte do Paraná, o aluno crie uma história em quadrinhos. E assim, estimular o desenvolvimento da leitura crítica em relação às matérias divulgadas no jornal.

“Relacionar a notícia com a HQ é uma estratégia bastante interessante de ensino, pois oportuniza a leitura e possibilita que o estudante desenvolva aspectos lúdicos, críticos, estéticos, entre outros que a produção do gênero mobiliza”, enfatiza a professora doutoranda, Adélli Bazza.

PREMIO GIBIS_RS31Para selecionar as melhores produções foram avaliados originalidade, ortografia, enredo e criatividade. A banca de jurados foi composta pela equipe do Diário na Escola, o diretor comercial do Grupo O Diário – Cesar Carvalho, o editor chefe do jornal – Walter Tele, o editor de cultura – Jary Mércio e pelas professoras que ministraram as capacitações sobre HQ aos educadores participantes do Programa – Adélli Bazza e Maísa Cardoso.

Foram cerca de 600 produções enviadas ao Programa para a escolha dos três vencedores na categoria escolas da rede municipal de Maringá; três ganhadores das escolas da região e um premiado na categoria escolas subsidiadas pela concessionária de rodovias, VIAPAR.

Receberam prêmios tanto o estudante, quanto o professor que o auxiliou na produção da história em quadrinhos. As principais temáticas abordadas foram: meio ambiente, segurança no trânsito e violência.

“Os finalistas mostraram estilo próprio, bom aprendizado quanto ao aspecto não verbal e desenharam em vários planos. Percebi também boas histórias focadas dentro do tema escolhido. Desta forma é possível perceber que o professor mediou o trabalho com o aluno sem interferir na criação pessoal, o que é fundamental”, ressalta a professora mestre, Maísa Cardoso.

A professora Kelen Cristina Mansanno conquistou a terceira colocação na categoria escolas de Maringá e comemorou junto com o aluno Diego dos Santos Chagas. “Eu segui a risca as orientações que recebi no curso de capacitação, foi como ter uma receita para a criação da HQ. Estou muito contente com a vitória do Diego, este reconhecimento valoriza o nosso trabalho”.

O primeiro lugar das escolas da região foi conquistado pela aluna de Doutor Camargo, Gabriela Fusco dos Santos. Surpresa com a colocação Gabriela não conteve as lágrimas no momento de receber o prêmio. “É uma mistura de ansiedade com alegria. Saber que estava na final já era uma notícia muito boa, mas ouvir que o melhor trabalho é o meu, gera uma felicidade inexplicável”, celebra a estudante.

A mãe de Gabriela, Maria Cristina Fusco conta que a filha é dedicada em tudo o que faz. “Ela esteve realmente empenhada no período de produção da historinha. Concursos como este incentivam as crianças a buscarem o sucesso. Desejo que a parceria entre o Diário e a escola municipal continue, para que assim como a Gabriela, mais alunos possam ser beneficiados”.

PREMIO GIBIS_RS25A APAE de Itambé participa do Diário na Escola por meio do subsídio oferecido pela VIAPAR e levou o prêmio da categoria. “O trabalho de criação de história e desenho com alunos especiais é sempre um grande desafio, mas isso não nos fez desistir. Com a dedicação dos professores e o empenho dos alunos saímos vitoriosos”, festeja a diretora, Leila de Sousa Peres.

João Pedro dos Santos é estudante da APAE e vencedor do concurso. Há três anos no Programa o trabalho que começou com atividades manuais hoje deu espaço a leitura e interpretação textual. “Receber o prêmio é uma superação para mim! Espero que minha conquista sirva como motivação para que outras pessoas com necessidades especiais se dediquem e ganhem espaço na sociedade”.

Antes de serem anunciados os vencedores, os professores comentaram que alguns alunos não estavam dormindo direito, tamanha a ansiedade pela espera do resultado. “Isso mostra o quanto ações como essas estimulam, não somente o aluno, mas também o professor”. É muito agradável ouvir o educador dizer aqui, que ser finalista do Concurso este ano é o reconhecimento do trabalho de um ano inteiro.

 

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Aluna cria história em quadrinhos a partir de anúncio do jornal

Preocupadas em proporcionar às crianças uma conscientização a respeito dos problemas que envolvem a natureza, as professoras Vania Vieira e Flávia Ronca, da Escola Municipal Vânia Maria Simão, de Atalaia, realizaram discussões com os alunos sobre o que pode ser feito diariamente para evitar a degradação do meio ambiente. Incluindo os cuidados com a proliferação do mosquito da dengue, que em determinadas épocas do ano fica esquecido, assim a população deixa de limpar os quintais, esvaziar poças de água, e a dengue tem a oportunidade de criar novos focos.

Durante a conversa em sala os alunos se mostraram bastante ativos, opinaram, deram sugestões sobre quais atitudes deve-se ter em relação ao meio ambiente, e com isso as professoras decidiram que era o momento de ir para a prática e desenvolver atividades em que eles pudessem expor seus conhecimentos para toda a escola.

Em grupos de quatro estudantes as crianças receberam exemplares do Diário para leitura e pesquisa de notícias que envolvessem os problemas ambientais. Dentre as várias matérias escolhidas para estudo, um anúncio sobre a prevenção da dengue com o personagem Diarinho chamou a atenção da aluna Kamilly Victória Mendes, do 5º ano. A publicação alerta sobre a importância em manter a cidade limpa para evitar focos do mosquito. A partir do anúncio a aluna criou uma história em quadrinhos para conscientizar os amigos e professores da escola.

“Eu sempre gostei de desenhar, e agora estamos estudando as histórias em quadrinhos. Quando vi o anúncio com o Diarinho pensei que seria legal juntar texto e desenho, foi assim que realizei meu trabalho”, relata Kamilly.

“O trabalho com o jornal é sempre muito bom, pois os alunos têm a oportunidade de refletir sobre as atitudes incorretas vivenciadas no dia-a-dia. Através das atividades eu percebi que as crianças se mostram conscientes de suas atitudes em relação ao lixo domiciliar e a questões que envolvem até mesmo a reciclagem”, destaca a professora, Vania Cristina de Rapouza Vieira.

Além da história em quadrinhos da Kamilly, os alunos dos quartos e quintos anos produziram cartazes que foram expostos pelos corredores da escola. Com a temática “Problemas ambientais da nossa região”, as crianças não apontaram somente as dificuldades em preservar a natureza e acabar com os casos de dengue, mas nas atividades o que mais se destacou foram as propostas de soluções.

Com a exposição todos os alunos da instituição puderam conhecer o trabalho desenvolvido, desta forma as crianças e professores alcançaram o objetivo inicial da proposta, a conscientização.

“Os cartazes e HQ’s ficaram muito bons, pude conhecer os perigos da dengue, o que gera a poluição e aprendi a forma correta de cuidar do lixo que produzo todos os dias”, conta a aluna do 5º ano, Fernanda Botiglieri dos Santos.

A coordenadora pedagógica, Lorena Yael Languer, ressalta que os resultados desta atividade desenvolvida na escola foram percebidos nas ruas do município. “Os catadores de lixo reciclável me disseram que perceberam uma melhoria nas questões em relação a separação do lixo, casas que antes não realizavam o processo, hoje deixam os sacos separados na calçada, diferenciando o que é reciclável e o que é orgânico. Para nós da Escola Vânia isso é muito gratificante, é a certeza que a educação pode fazer a diferença não só dentro da instituição, mas na sociedade”, comemora.

VANIA

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Professora já começa a preparar alunos para Concurso do Gibi

Na última sexta-feira, dia 20, teve início o prazo de envio das produções para o Concurso do Gibi. Em sua 8ª edição, o desafio é fazer com que a partir da leitura de uma notícia do jornal O Diário, o aluno crie uma história em quadrinhos.

Não querendo perder tempo para o envio das produções de seus alunos, a professora Maria Aparecida Pereira, que leciona para o 5º ano, na Escola Municipal Yoshio Hayashi, em Sarandi já está pondo a “mão na massa”. Ela quer aproveitar todo o conhecimento que adquiriu no Encontro de Capacitação Pedagógico, “Histórias em Quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”, promovido pelo Diário na Escola. “O encontro me orientou o passo a passo da produção de uma HQ e isso está tornando mais fácil o trabalho com as crianças.”

Motivada pela proposta ela conta como está desenvolvendo as etapas de produção com os alunos. “Solicitei que primeiro escrevessem o enredo da história no caderno e só depois fossem para a parte dos desenhos, o que gerou bons resultados”, conta Maria Aparecida.

Para a realização da atividade a turma escolheu uma matéria publicada em O Diário sobre o tema família. A professora relata que em boa parte das histórias criadas percebeu a ausência dos pais em casa, em alguns casos, o aluno é o filho mais velho, e tem assumido o papel de cuidar dos mais novos.

Maria Aparecida destaca que a leitura semanal do jornal tem sido importante no momento da escrita, “percebo que eles têm mais argumentos, estão mais criativos”.

Agora a turma vai começar a pensar no material que será enviado ao Concurso. O regulamento e folhas oficiais de produção já chegaram as escolas de Sarandi. A partir de agora é mãos à obra! Lembrando que as histórias em quadrinhos podem ser enviadas, via correio, ao Diário na Escola até dia 20 de outubro.

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Profissionais da educação de Sarandi recebem capacitação

Professores da rede municipal de educação de Sarandi participaram na última semana, do encontro pedagógico com a temática: “História em quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”, promovido pelo Diário na Escola e ministrado pela professora doutoranda, Adélli Bazza.

O tema do encontro tem por objetivo auxiliar os educadores a orientarem seus alunos nas produções de histórias em quadrinhos (HQs) que poderão ser enviadas ao 8º Concurso do Gibi que será lançado, em breve, pelo Programa.

“O trabalho com a leitura de HQs em sala de aula é sempre muito bem recebido pelos alunos, afinal diminui-se o texto verbal e acrescenta-se figuras, o que proporciona um maior interesse”, comenta Adélli.

As histórias em quadrinhos têm caráter lúdico, ou seja, trabalham de uma forma na qual o intuito é ensinar e educar com diversão e interação. Sendo assim, esse gênero é também considerado uma arte que é significativa no processo de ensino e aprendizagem de diversos conteúdos, como geografia, matemática, história, português e idiomas estrangeiros.

Adélli conta que na oficina foi demonstrado o quanto as histórias em quadrinhos estão difundidas na escola, tendo em vista os depoimentos das professoras a respeito de trabalhos já desenvolvidos em sala com esse gênero textual. Por outro lado, a falas das educadoras também indicaram que, para inúmeros alunos o primeiro contato com os gibis se dá na escola. Por situações como essas, percebe-se a importância de estudos e de difusão dos quadrinhos na escola.

A professora, Maria Aparecida Pereira conta que após o encontro ela pôde compreender melhor as HQs e sua forma de produção, deixando mais clara as informações a serem repassadas aos alunos. “Antes eu tinha insegurança, porque não entendia muito bem o conteúdo, mas agora vou poder direcionar às crianças todos os passos de confecção de quadrinhos com maior precisão”.

Lourdes Cabral, educadora, relata que no dia-a-dia sobra pouco tempo para preparar e pesquisar materiais sobre as HQs. “Hoje, eu saí do encontro do Diário na Escola com propostas muito interessantes e que já podem ser trabalhadas em sala. Cada oficina do Programa que participo é uma novidade a mais para meus alunos”.

Após a explicação de toda a parte teórica os participantes receberam o desafio de elaborar uma história em quadrinhos. Primeiro foi escrito um enredo narrativo que foi dividido em vinhetas, em seguida as falas com seus balões específicos, os desenhos e por fim, a coloração.

“A exposição do conteúdo, e os alertas, foram pontuais para o esclarecimento de dúvidas de produção. No momento em que se alia a teoria à prática, fica mais fácil assimilar as dificuldades”, destaca a supervisora da secretaria municipal de educação de Sarandi, Olga Marcenichen Lobato.

A pedagoga, Claudinéia Vital Braga, enfatiza a importância da prática. “No momento da oficina, vivenciamos a realidade do aluno, as dificuldades que ele enfrenta, diante disso conclui que é preciso retomar as práticas de sala de aula para constatar o verdadeiro significado do aprendizado da criança”.

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O incrível poder das histórias em quadrinhos

Ontem foi comemorado o Dia Nacional dos Quadrinhos. Apesar da internet e de toda a tecnologia do século XXI, os gibis permanecem atuais devido à capacidade dos autores em renovar e atualizar as histórias. A tecnologia, que antigamente assustava os editores e quadrinistas, atualmente é uma grande aliada desse tipo de produção.

O fato de serem facilmente encontrados nas bancas, revistarias ou livrarias, e por seu tamanho e tipo de papel, os quadrinhos ainda são sucesso entre muitos leitores. Principalmente as crianças, que estão em fase de alfabetização e criando o gosto pela leitura. As histórias cheias de desenhos e falas curtas, atrai o olhar e a atenção dos pequenos.

Aparecido Ferreira é proprietário da Banca Faroeste, em Maringá, uma das mais tradicionais e que está na cidade há 40 anos no mesmo ponto. Ferreira conta que os gibis mais procurados hoje são os da Turma da Mônica, mas o gosto dele é bem diferente. “Sou apaixonado pelos primeiros personagens que surgiram; Zorro, Tarzan, Rocky Lane e Ray Roger.”

Os motivos para a continuidade do sucesso dos quadrinhos são variados; vão desde a qualidade da produção ao profissionalismo, passando pela maior distribuição, segmentação, e, é claro, pela diversidade de gibis. A internet, como uma ferramenta de apoio é muito forte, pois possibilita a criação de clubes de leitores que, antigamente, eram muito complicados para serem implementados. Também facilita o acesso ao sistema de assinatura e venda por lojas virtuais.

A banca de Aparecido é um ponto de encontro para o pessoal “mais antigo”, como assim ele denomina. Vários aposentados e colecionadores de gibis frequentam o local diariamente para relembrar os velhos tempos, recontar as histórias que mais gostaram de ler, falar dos personagens e principalmente, fazer venda e troca de raridades.

“As capas é o que mais me alegra, tem dia que passo horas olhando para elas, me faz voltar ao passado, me lembra a juventude.” E por falar em juventude, Aparecido sempre foi apaixonado por histórias de faroestes, e por gostar tanto, nos dias livres ele se vestia à caráter, com todos os acessórios utilizados pelos personagens dos quadrinhos, e depois tirava várias fotos, que quando reveladas passavam por recorte, colagem e montagem de capas de gibis, como se Aparecido fosse o personagem principal da história. Relíquias que ele guarda até hoje e tem orgulho ao mostrar. “Quando gostamos de uma coisa, não medimos esforços”, destaca.

 Leitura

As histórias em quadrinhos, mais do que um divertido passatempo são excelentes aliadas na educação, pois despertam facilmente o interesse da criança, estimulam o hábito da leitura, unem cultura e entretenimento, além de serem de fácil acesso e baixo custo.

Mais do que uma paixão, os quadrinhos foram responsáveis pela alfabetização de Aparecido. Ele que só foi à escola durante oito meses em toda a sua vida, aprendeu a ler, com os gibis.

“Meus pais trabalhavam na roça, a gente se mudava muito, só tive a oportunidade de ir a uma escola quando eu tinha nove anos e ainda por pouco tempo, porque depois nos mudamos de novo. Mas esse tempo de estudo me fez aprender as letras e formar as palavras, então com 14 anos eu conheci os gibis e como as frases eram curtas eu conseguia ler. E foi assim que eu aprendi a ler tudo o que sei até hoje, nos meus 66 anos de vida”, conta emocionado.

Preocupado com outras crianças e com o incentivo à leitura, há alguns anos Aparecido chegou a apresentar um projeto de Gibiteca, para ser realizado em Maringá, mas infelizmente o prefeito da época não se interessou pela iniciativa. “A intenção era montar um espaço para lazer, onde as pessoas pudessem fazer o empréstimo e trocas de gibis, e também terem um local agradável para a leitura”.

Colecionador de raridades dos quadrinhos, Aparecido Ferreira mostra alguns dos seus exemplares favoritos

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Prêmio para autores das melhores histórias em quadrinhos

O 7º Concurso de Gibi, promovido pelo Diário na Escola, animou escolas, alunos, professores, familiares e secretários da educação dos municípios. Com uma grande festa na instituição de ensino de cada ganhador, os prêmios, ao aluno e à professora das melhores produções de histórias em quadrinhos, foram entregues.

Categoria alunos da rede municipal de Maringá: 1º lugar – Aluno Matheus Henrique Custódio e professora Maria Emília Guerra, da Escola Municipal Maestro Aniceto Matti

Categoria alunos da rede municipal de Maringá: 2º lugar – Aluno Ian Fabiano A. Ribeiro e professora Rosângela Lopes, da Escola Municipal Doutor João Batista Sanches

Categoria alunos da rede municipal de Maringá: 3º lugar – Aluna: Ingrid Monteiro Tomás e professora Eliana Maria Peres, da Escola Municipal Odette Alcântara Rosa

Categoria alunos da região: 2º lugar – Aluno: Daniel Marcos C. da Silva e professora Amélia Watanabe, da Escola Municipal Dr. Milton Tavares Paes, de Marialva

Categoria alunos da região: 3º lugar – Aluna: Sheila Renata Gomes e professora Silvana M.S Lopes, da Escola Municipal Monsenhor Celso, de Astorga

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