interdisciplinariedade



Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolar“As diversas atividades que envolvem a construção do jornal escolar são extremamente importantes, pois colocam os educandos diretamente em contato com os processos de oralidade, leitura e escrita, evidenciam de forma muito clara a utilização de recursos tecnológicos no processo de produção e divulgação do conhecimento e, por consequência, enaltecem ainda mais a importância da disciplina de informática educacional nas escolas”, destaca o professor da Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Jair José Gregório Junior.

Jair leciona na Escola Municipal Dr. Luiz Gabriel Guimarães Sampaio, em Maringá, e foi um dos educadores da rede desafiados a produzir um jornal escolar com as crianças. Ele conta que, assim como proposto pela secretaria de educação do município, o impresso foi organizado pelos alunos dos quartos e quintos anos. Nesta proposta, os professores regentes dos primeiros, segundos e terceiros anos, junto com os das disciplinas de inglês, arte e educação física realizaram pesquisas e atividades com os estudantes a fim de publicá-las no jornalzinho. Mas quem fez todo o trabalho de seleção e edição do conteúdo, foram as turmas responsáveis pelo projeto.

“É importante salientar que o processo de confecção do jornal escolar não ficou restrito apenas a mera reprodução de atividades já produzidas por outras turmas. Isso foi apenas uma parte do trabalho. Cabia também aos alunos organizadores, dos quartos e quintos anos, a produção de textos relatando fatos acontecidos na escola como, por exemplo, apresentações artístico-culturais, reuniões, aulas de campo, entre outros. Essas produções foram realizadas muitas vezes de forma coletiva e com a mediação dos professores”, explica Jair.

Após a conclusão do trabalho no ambiente informatizado foram impressas várias cópias do jornal a serem entregues para a comunidade escolar. Para que um maior número de pessoas tivesse acesso ao trabalho realizado, alguns exemplares ficaram expostos nos murais de atividades produzidas na escola. O professor responsável pelo projeto disse que a satisfação dos resultados foi bastante grande, além dos elogios recebidos por parte equipe da secretaria municipal de educação, que propôs a ele o desafio.

 

ENQUETE

Os alunos dos quarto ano realizaram uma enquete com os do primeiro para saber qual a cantiga de roda preferida da turma. Após a apuração dos dados, os estudantes produziram um gráfico no ambiente informatizado que ilustrou o resultado e foi publicado no jornal escolar.

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A Matemática por trás da notícia

A interação da Matemática com assuntos do cotidiano, a partir de matérias publicadas em jornais, é uma rica fonte de informações e coleta de dados. Possibilita ao estudante analisar, discutir, apropriar-se de conceitos e formular suas próprias ideias, aprendendo de maneira explícita ou implícita, que ela está presente em quase tudo na nossa vida.

A aplicação de situações-problema no ensino da disciplina faz com que o aluno participe de atividades que desenvolvem seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática pode ser vista em diversas áreas do conhecimento.

20141104_141551Dentro deste contexto, a professora Fátima Regina de Oliveira Romualdo, que leciona no contra turno para crianças da Escola Municipal São Jorge, desenvolveu propostas didáticas nas quais os estudantes foram desafiados a aprenderem a tabuada e a conversão de valores, a partir de tabelas de índices e anúncios publicitários do Diário.

“Neste dia, junto com o exemplar do jornal veio um folheto informativo do Shopping China com os valores dos produtos todos em dólares. Para estimular os alunos a realizarem operações matemáticas, solicitei que nos indicadores do Diário eles encontrassem o valor da moeda, e fizessem a conversão dos preços em dólar para saber qual seria o valor da mercadoria em reais”, conta a professora.

Fátima comenta que com essa atividade as crianças aprenderam a usar inclusive a tabuada de maneira mais prática e sem sofrimento ou reclamações, como era de costume. “Sem contar a facilidade com que passaram a descobrir os valores em reais ao longo dos exercícios”, diz.

A aluna Jéssica Bicudo destaca que foram momentos de aprendizado e diversão, “não imaginava que a Matemática poderia ser tão legal.” A colega Débora Anastácio completa, “aprender sem perceber que se está em uma atividade, torna tudo mais interessante.”

“O jornal tem auxiliado o meu trabalho e acrescentado nas atividades escolares. Como resultado, tenho constatado grande melhora no desempenho das crianças em sala de aula”, destaca a professora.

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