obesidade



Aula de hoje: Alimentação!

Todo mundo sabe da importância de comer bem. Uma alimentação saudável traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Para isto, requer diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das instituições costuma ficar abaixo do desejável.

Em 2008, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra o aumento do número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% chegando até a 33,8% conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes, hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.

Verônica Gomes é mãe de Geovana, de 13 anos. Aos nove, a filha já tinha sido diagnosticada com obesidade, desde então a mãe tem buscado alternativas para reverter esse quadro. “Em casa procuro ser exemplo para ela, evito a compra de doces e refrigerantes, faço comidas mais leves para as refeições e tenho levado a Geovana para acompanhamento médico e nutricional. Hoje ela mesma já se policia e tem consciência que precisa se cuidar, com isso temos conseguido bons resultados”, conta Verônica.

A nutricionista, Carla Rossini alerta sobre a importância dos pais na rotina alimentar das crianças e adolescentes. “Hoje em dia os pais estão com o dia cada vez mais atarefado e ao chegar em casa, na maioria das vezes, buscam alimentos de preparo rápido que em geral são os industrializados.”

Foto Abre

Carla diz que atende crianças que não conhecem boa parte das frutas, isso porque não lhes foi apresentado em nenhuma refeição antes, como cobrar dela gostar de algo que ela nunca provou?! Os jovens que passam muito tempo na escola ou em atividades extracurriculares também sofrem com uma alimentação desregrada, pois dificilmente eles vão à cantina ou a uma lanchonete comprar uma fruta, eles optam pelos refrigerantes, frituras e molhos que são os vilões da saúde.

As pequenas Caroline Fregadolli e Ândria Mendes participam de um grupo infantil de reeducação alimentar e contam que desde que começaram o acompanhamento com a nutricionista têm se esforçado para levar uma vida mais saudável, e o colega Davi Moreira completa “deixei as guloseimas de lado, para comer mais frutas e verduras.”

“Minha filha come de tudo, mas o problema são as grandes quantidades ingeridas em cada refeição. Com 13 anos ela está com sobrepeso, temos buscado consulta com nutricionista, acompanhamento psicológico e a prática de atividades físicas para que ela seja uma adolescente saudável. Desde as primeiras consultas ela já avançou bastante e aprendeu que o bem estar só depende dela mesma”, ressalta Meire Rangel.

O educador físico, Jhonatan Batilani aponta que os pais devem observar quais as modalidades de esportes que a criança mais se identifica para estimular a prática. “Desde bebê já é possível fazer natação, por exemplo. O bacana dessa atividade é que o pai ou a mãe participa junto, isso dá segurança aos pequenos. Com o passar dos anos, mesmo que em outras modalidades, os pais devem continuam motivando e acompanhando os filhos, assim torna a rotina mais prazerosa.”

A escola tem grande importância na formação da criança, e quanto à saúde não é diferente. A nutricionista Carla comenta que os professores devem motivar a ingestão de água, propor que os alunos levem garrafinhas, trabalhar com temas sobre a pirâmide alimentar e fazer atividades que desperte a atenção sobre o quanto é fundamental comer bem. “Mais do que o aprendizado, a escola vai ajudar a prevenir doenças nessa criança. O que é a nossa maior preocupação.”

As aulas práticas de culinária podem ser uma boa opção para tornar o aprendizado mais interessante e efetivo. Outra sugestão é fazer uma horta na escola, se não tem espaço físico, pode-se criar o ambiente de horta caseira em vasos ou até mesmo reaproveitando garrafas pet e potes de sorvete.

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Fazendo horta

A Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, desenvolve diversos projetos visando desenvolvimento integral das crianças que atende. Uma das ações é o plantio e cultivo de uma horta. O projeto busca integrar a criança ao meio ambiente e à alimentação de qualidade.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) enquanto 842 milhões de pessoas sofrem de fome crônica, muitas outras têm problemas com nutrição inadequada: cerca de 2 dos 7 bilhões de habitantes do planeta são afetados pela deficiência de micronutrientes. Sem contar com o desperdício: um terço dos alimentos produzidos do mundo não é aproveitado para consumo, indo parar no lixo.

E por que não produzir na própria instituição as hortaliças servidas às crianças e adolescentes? E ainda é possível fazer melhor! Envolver os atendidos nessa tarefa. E foi a partir desse desafio que a educadora Patrícia Pereira de Araújo realizou o projeto Horta Educacional.

Para a elaboração da proposta Patrícia considerou o aumento dos casos de obesidade infantil, assim como a alta incidência diabetes e os hábitos de alimentação inadequados. A horta educativa, foi utilizada como estratégia interdisciplinar de educação ambiental e alimentar, possibilitando a criação de hábitos saudáveis de alimentação.

Foto Submanchete“O cultivo de hortas escolares pode ser um valioso instrumento educativo. O contato com a terra no preparo dos canteiros e a descoberta de inúmeras formas de vida que existem e coexistem, o encanto com as sementes que brotam como mágica, a prática diária do cuidado – regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café ou plantio de coentro, o exercício da paciência e perseverança até que a natureza nos brinde com a transformação de pequenas sementes em verduras e legumes viçosos e coloridos. Estas vivências podem transformar pequenos espaços em cantos de muito encanto e aprendizado para todas as idades”, enfatiza a educadora.

Na metodologia do trabalho, Patrícia e os atendidos conheceram os diversos tipos de verduras, legumes e hortaliças, pesquisaram notícias no jornal O Diário sobre alimentos, e aprenderam a importância de fazer refeições saudáveis.

No momento de colocar a mão na massa, crianças e adolescentes prepararam a terra e os canteiros, separaram as mudas e sementes, fizeram o plantio e o cultivo para manter a horta saudável.

“Cada criança foi incentivada a levar uma garrafa pet, na qual foi plantado hortelã e manjericão. Na horta já temos: cebolinha, salsinha, quiabo, hortelã e manjericão”, conta a educadora.

O atendido Bruno de Jesus ressalta a empolgação em ajudar na construção da horta, ele diz que nossa vida depende do meio ambiente, e o meio ambiente depende de nós. A colega Ketlen Rueda acrescenta sobre a importância dos alimentos naturais, pois são saudáveis e nutritivos.

“É interessante ver que todos absorveram bem os conteúdos apresentados. A participação e o entusiasmo das crianças e adolescentes foi contagiante. Muito bom ver eles envolvidos em todas as etapas para a criação da horta, desde a seleção das espécies a serem cultivadas, o plantio das mudas e sementes, e os cuidados para manter o crescimento dos alimentos”, comemora Patrícia.

 

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Alimentação em pauta

DSC_0355Diante da variedade de lanches e comidas rápidas que existem no mercado, nem sempre é fácil convencer uma criança sobre o quanto é importante se alimentar de forma saudável. Salvo as exceções, quando se fala em verduras, a resistência é ainda maior. De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o número de crianças entre cinco e nove anos com excesso de peso chegou a 33,5%. Entre os adolescentes o percentual atinge 20,5%. Além da alimentação incorreta, a falta de exercícios físicos – devido ao tempo em que ficam frente à televisão ou computador – também colaborou para esses índices.

A educadora social da Legião da Boa Vontade (LBV), Andréia Siqueira Gonçalves encontrou no Diário a matéria com a manchete, “Frutas importadas movimentam R$ 2,3 milhões em Maringá e região”, e apresentou a notícia aos atendidos da instituição com o objetivo de incentivá-los a terem bons hábitos alimentares e ainda mostrar a diferença do preço de frutas, por exemplo, de acordo com as estações do ano.

Para iniciar a atividade, as crianças leram a notícia e debateram sobre o tema. Na sequência, os atendidos montaram um mural com rótulos de alimentos que trouxeram de casa e fizeram uma separação, de quais eram saudáveis ou não. Desta forma eles reconheceram que determinados produtos devem ser consumidos com moderação.

“Nos preocupados com a formação do cidadão. Então, durante a aula expus a importância de não desperdiçar os alimentos, de colocar no prato apenas a quantidade que vai consumir e o respeito que se deve ter à mesa de refeição”, destaca Andréia.

Na proposta de tornar a atividade ainda mais divertida, a educadora desafiou os pequenos a prepararem uma salada de frutas. Neste momento, todos foram para cozinha e colocaram a mão na massa. Finalizando o trabalho com muita animação e, claro, aprendizado.

“É interessante perceber que a partir de uma notícia do Diário, os atendidos absorveram bem a todos os outros conteúdos apresentados. Entenderam que a alimentação saudável é fundamental para uma vida com qualidade. Constatar a participação efetiva e o entusiasmo de todas as crianças e adolescentes, foi contagiante”, comemora Andréia.

DICAS

Confira as sugestões dos atendidos da LBV para você manter, diariamente, uma alimentação de qualidade:

1)      “Não precisa ser fruta cara, podemos dar preferência aos alimentos e frutas da época e que são produzidos em nossa região.” Bruno Rafael Deolindo, 12 anos.

2)      “Lembre-se de colorir seu prato, fica mais bonito e gostoso!” Lais Cristina Pereira Martins, 6 anos

3)      “Não precisa comer exageradamente, o ideal é consumir na quantidade certa!” Amanda Eduarda T. Lesse Soares, 7 anos

4)      “Ah! E os alimentos devem estar livres de contaminações.” Sabrina Franciele dos Santos Silva, 12 anos

5)      “Diminua o açúcar e o sal da sua alimentação.” André Marques Ribeiro, 8 anos

6)      “Diminua a gordura também!” Felipe do Carmo de Jesus, 8 anos

7)      “Não se esqueçam de beber bastante água, faz bem para saúde e pratique esportes.” Ana Clara Lima, 9 anos

8)      “Aquele lanche e aquela pizza, hummm! Vamos comer só de vez em quando!”  Júlia Adrielly de Paiva, 10 anos.

9)      “Chocolates e doces, são uma delícia! Adoro! Mas, não podemos comer todos os dias.” Victor Hugo Reis Moreira, 9 anos

10)   “Vamos todos comer saudavelmente e assim, ter muita saúde!” Thamirys Gabrielly Flores Silva, 8 anos.

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Cresce número de crianças obesas no Brasil

É só olhar ao redor para observar a quantidade de crianças acima do peso. Uma realidade preocupante, retratada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010.
Dados divulgados dia 25 informam que o sobrepeso atinge 34,8% dos meninos e 32% das meninas entre cinco e nove anos. Já a obesidade foi observada entre 16,6% dos garotos e 11,8% das garotas.

Entre cinco e nove anos: 34,8% dos meninos e 32% das meninas estão com sobrepeso

Entre as crianças a partir de 10 anos e jovens de até 19 anos, o excesso de peso atinge 21,7% dos meninos e a obesidade, 5,9%. Entre as meninas, 15,4% têm sobrepeso, e 4,2% obesidade. A declaração de Rosana Radominski, do Departamento de Obesidade da SBEM, alerta que “começou-se a aumentar a renda das famílias, mas não a educação familiar para que a alimentação fosse corrigida”.

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Obesidade é motivo para reprovação?

Que o excesso de peso pode prejudicar a saúde do indivíduo não é novidade, mas a reportagem de abertura do Fantástico, de ontem, mostrou que estar fora de forma também pode deixar o profissional fora do mercado de trabalho.

Três professoras, duas de português e uma de matemática, aprovadas em um concurso público em São Paulo, não assumiram os cargos ainda por estarem ‘inaptas’ para a função, segundo o laudo médico. O motivo? A obesidade.

Você acredita que o sobrepeso é motivo para reprovação no concurso público? Isso tende a interferir negativamente no desempenho do profissional?

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