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Crianças alertam sobre dengue

Diante do aumento de casos de dengue, zika vírus e de febre chikungunya em várias regiões do Brasil, incluindo o Paraná, as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade, em Maringá, aprendem que ações simples podem prevenir o nascimento do mosquito.

Estamos vivendo um cenário desafiador no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, que tem causado muitos males. Diante dessa situação, a LBV não ficou de braços cruzados e mobilizou os seus atendidos para uma caminhada de conscientização. A ação teve como principal objetivo alertar a população sobre os perigos da proliferação do mosquito e os riscos que representa à saúde.

Foto Abre 02Antes mesmo da caminhada, a educadora Aparecida Nonato realizou diversas atividades e oficinas para as crianças e adolescentes, orientando-os sobre os cuidados que devem ser tomados para combater o mosquito. “Iniciamos com uma explanação sobre o que é cada um dos vírus que podem ser transmitidos pelo Aedes. Alertei o que é mito e verdade sobre a dengue e então apresentei a notícia do Diário com a manchete, “40 cidades estão em epidemia” para que os atendidos percebessem a importância da prevenção”, destaca Aparecida.

“Quando li a matéria do jornal fiquei bastante triste. São muitas cidades em epidemia, com isso, diversas pessoas são atingidas pela dengue e o que é pior, muita gente pode morrer. A sociedade tem que se conscientizar que somente ela é capaz de destruir de vez o mosquito a partir de atos simples, como colocar o lixo em local apropriado, por exemplo”, ressalta a atendida, Geovana Moraes da Silva..

As crianças e adolescentes receberam um folder da Secretaria de Saúde de Maringá com informações sobre o vírus, com isso tiveram o dever de casa de fazer uma vistoria em sua residência, assim como observar no caminho de casa até a instituição, se havia algum foco do mosquito.

Por fim, os atendidos produziram cartazes e panfletos que foram entregues para a comunidade com dicas de simples atitudes que podem ajudar a eliminar os criadouros do Aedes e realizaram uma caminhada de conscientização no bairro Parque das Grevileas III, intermediações do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV.

Geovana espera que com a caminhada que realizaram mais pessoas fiquem atentas e reforcem os cuidados para que consigamos eliminar de vez a dengue, zika vírus e a febre chikungunya. “Vamos dar um basta ao mosquito Aedes aegypti e dar um viva a vida”, comemora.

 

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Brinquedos sim, armas não!

O Estatuto do Desarmamento, criado em 2004, pretende combater a venda ilegal e o contrabando de armas para assim, diminuir a violência no país. O documento aponta que a criminalidade está diretamente ligada ao uso de armas de fogo e que a maioria das vítimas tem idade entre 15 e 25 anos.

A Campanha do Desarmamento é um marco na história do Brasil no que se refere ao combate à violência e à instituição de uma cultura de paz. Desde que começou o recolhimento de armas, em 15 de julho de 2004, o engajamento da sociedade tem respondido ao apelo do governo para a construção de um país mais seguro. Tanto que o Prêmio Unesco 2004, na categoria Direitos Humanos e Cultura da Paz, foi para a Campanha do Desarmamento. Na ocasião, a Unesco considerou a ação uma das melhores estratégias de promoção da paz já desenvolvidas na história do Brasil.

Com a nova edição do Estatuto do Desarmamento, o uso de armas no país está ainda mais restrito. Agora será permitido apenas aos policiais, militares, responsáveis pela segurança e casos funcionais previstos em legislação. O porte tornou-se em regra proibido. A posse, em sua residência ou local de trabalho, exige teste psicotécnico, ter mais de 25 anos e principalmente declarar para que necessita ter uma arma. Ressalta-se que com a nova lei somente a Polícia Federal concede as liberações.

As armas de brinquedo podem influenciar crianças à violência, e fazer com que se confundam ao verem uma arma de verdade. Podendo causar um acidente doméstico caso os pais tenham uma guardada.

Pensando nisso, o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), o Conselho Tutelar e a Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, envolveram as escolas municipais e estaduais na “Passeata do Dia do Desarmamento Infantil”.

O presidente do CMDCA, Denílson Alves da Silva conta que o principal objetivo da ação foi conscientizar a população dos perigos das armas de fogo. “Deixamos claro que quem decide sobre o uso ou não da arma é a polícia, esta é a forma mais segura”, destaca. Nas escolas a ação teve continuidade, as crianças que tinham armas de brinquedo trocaram os objetos por doces, e também receberam palestras sobre a importância do desarmamento infantil.

O aluno do 5º ano da Escola Municipal de Cruzeiro do Sul, Lucas Machado dos Santos entregou sua arma de brinquedo em troca de doces. “Hoje tem muita criança cometendo crimes e até matando pessoas, não é isso que quero para mim”.

“Mesmo pequena, a nossa cidade têm muitos casos de violência, então a questão sobre as armas é sempre trabalhada dentro da sala de aula. A passeata veio para somar com os nossos trabalhos de conscientização e para melhorar o entendimento das crianças que continuam trazendo armas de brinquedo para escola”, afirma a diretora, Esbelta Ferreira.

A Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Sul enviou um ofício ao presidente do CMDCA parabenizando a iniciativa de toda a equipe que organizou a passeata. “Lembrando que na região, fomos o único município que fez alguma atividade em relação a esta temática tão importante”, lembra Denílson.

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