preconceito



Lagartixa sai de livros para encantar a todos

Lagartixa ClockO livro a “Lagartixa Clock” é o mais novo sucesso da escritora Vera Lucia Fávero Margutti, ela que já tem um vasto currículo na literatura, em especial, a infantil está encantando os leitores mirins com esta obra ficcional inspirada na realidade. Isso mesmo, a inspiração para a produção veio de dentro de casa.

Vera conta que certo dia percebeu que havia uma nova moradora na sala da casa dela, uma lagartixa. Até aí algum comum, vez ou outra nos deparamos com elas pelas paredes. Mas Vera passou a observar e constatou que o bichinho construiu morada atrás do seu relógio de parede e, no período da noite, repetidamente, esperava todos saírem da sala para começar sua caçada por insetos.

Para uma escritora, tudo pode ser inspirador. E Vera não teve dúvidas, o novo integrante da residência merecia uma história só dele. E assim, surgiu o Clock que dorme durante o dia sossegado ouvindo o tic-tac do relógio e a noite se aventura em busca de alimento. Na trama o bichinho sofre preconceito e inveja por parte dos outros personagens, mas será que ele liga pra isso?!

“A função da literatura infanto-juvenil é entreter e até instruir, desde que o leitor tire suas conclusões por meio de textos que ofereçam interpretações, que seja plural de significação e conotação dos sentidos. Tendo por objetivo desenvolver o gosto estético, o prazer por ler, a valorização da cultura, costumes e tradições, a leitura influirá diretamente no processo educativo e formativo do ser”, enfatiza a escritora.

Mesmo sem a intenção de instruir ou dar lições, o livro é altamente pedagógico. A partir dele é possível ensinar a Língua Portuguesa – leitura, escrita, onomatopeias; Matemática – primeiras noções de horas e números de 1 a 12; Ciências – animal vertebrado e invertebrado; além de temas sociais como preconceitos, inveja, homofobia e gênero, pois apesar de ser uma lagartixa com a pele rosa, ela é macho.

Outra fato que Vera destaca é que muitos pais assustam as crianças ao avistarem uma lagartixa, e os pequenos criam verdadeira aversão e nojo ao bicho. Na verdade, elas são inofensivas e fortes aliadas contra a Dengue, pois comem os mosquitos que, por sua vez, não irão te picar.

“Gostei muito do livro, porque na minha casa sempre vejo uma ou outra lagartixa, mas eu não sabia que elas são tão importante para o controle de insetos. Depois de ouvir e ler a história cheguei em casa e contei para minha mãe que é necessário a gente preservar e cuidar da lagartixa e não fazer mal a ela. Agora ela será como um bichinho de estimação, todo mundo vai cuidar. Quando vejo a lá de casa, chamo de “fada”. Eu que tinha medo, agora não tenho mais”, ressalta a leitora de sete anos, Izabely Santos.

“A obra da escritora Vera Magutti, é muito importante para a formação do hábito da leitura. O livro vem como auxílio, um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Além do mais, faz a criança e o adulto ver com um novo olhar o bichinho que não faz mal para ninguém, mas que muita gente tem repúdio. Depois da leitura me despertou a consciência de que devemos preservar todas as formas de vida”, enfatiza a educadora social Andréia Siqueira Gonçalves.

A obra é composta de ilustrações artísticas com texturas e brilhos que estimulam o tato e a visão dos leitores. “Minha filha tem apenas dois anos, a leitura dela ainda é restrita às imagens, mas desde o dia que ganhou o livro está encantada com o colorido das páginas, os desenhos dos personagens e a impressão em alto relevo na qual é possível ter a sensação de que você está realmente tocando a lagartixa”, ressalta Débora Cristina Martim.

“Um livro super colorido, com texto em caixa alta, faz a alegria das crianças! Na capa, Clock tem uma textura especial, ninguém resiste! Todos querem acariciá-lo, até mesmo quem tem medo de lagartixa! Pais e professores podem usar e abusar da imaginação quando o assunto é alfabetizar”, enfatiza a ilustradora Maria Cristina Vieira.

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Jornal na sala de aula proporciona acesso à informação

A professora Amélia Watanabe Horita da Escola Municipal Dr Milton Tavares Paes, de Marialva, trabalhou com seus alunos as diversas temáticas das matérias do jornal “O Diário” nos últimos meses. Entre os assuntos discutidos estão: o uso do celular dentro da sala de aula, a parada gay realizada em Maringá e dicas para uma alimentação saudável. Depois da leitura das notícias e de debate sobre os temas os alunos fizeram as seguintes produções.

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“Escola sem homofobia” tem início no próximo semestre

Em meio à polêmica, cerca de seis mil escolas públicas brasileiras devem utilizar o material anti-homofóbico, do Ministério da Educação (MEC), na sala de aula para debate com os jovens, a partir do próximo semestre. O material é chamado de “Escola Sem Homofobia” e é composto de filmes e um guia de orientação aos professores.
Enquanto a ala conservadora do Governo protesta, a audiência pública sobre discriminações e preconceitos na educação, realizada na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados no início do mês, revelou que a escola é um dos lugares onde mais se concretizam atitudes homofóbicas.

A importância do debate social sobre o tema também se fundamenta no resultado da pesquisa “Juventudes e Sexualidade”, realizada em 2000, mas lançada em 2004 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O estudo revelou que 39,6% dos meninos matriculados não gostariam de ter um colega homossexual na mesma sala, enquanto 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual. O projeto integra o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNPCDH-LGBT) em conjunto com entidades não governamentais.

 

 

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Intolerância religiosa na escola

Professores e alunos adeptos da Umbanda e do Candomblé costumam ser vítimas de preconceitos, piadas e exclusão nas escolas brasileiras. O que compromete o ensino e o aprendizado, ocasionando até o abandono escolar. Isso é o que afirma a pesquisa realizada por Denise Carreira, revelando, também, o despreparo dos educadores para lidar com a intolerância religiosa. Denise é jornalista e coordenadora do Programa diversidade, raça e participação, da Ong Ação Educativa. Uma das alternativas para minimizar as consequências do problema é, sem dúvida, a lei 10.639/03, que obriga o ensino da história e cultura afro-brasileira, colaborando na diminuição do preconceito e na aceitação do diferente.

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Jovens com deficiência e sem escola

O Ministério do Desenvolvimento Social realizou um estudo com 190 mil famílias que possuem criança ou adolescente com deficiência intelectual ou física e recebem o Benefício de Prestação Continuada que corresponde a R$ 127,50 mensais. A conclusão da pesquisa foi que  53% dos pais não matriculam os filhos na escola por acreditarem que eles não vão aprender. Segundo os responsáveis pelo pagamento do benefício esse não é um caso simples de preconceito, mas um retrato do pensamento da sociedade sobre o assunto e a tomada de decisão de famílias que desconhecem seus direitos.

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Preconceito ou questão de segurança?

Vejam só que assunto polêmico. Para ingressar na Escola de Sargentos do Exército, na Marinha e na Aeronáutica é preciso fazer testes de hepatite e HIV, entre outras doenças contagiosas. Caso o resultado acuse positivo, o candidato é automaticamente eliminado.

Observando os dois lados da situação, temos o Ministério da Saúde que condena a atitude, classificando como descriminação, já que o indivíduo pode ser soropositivo e não manifestar a doença. O Ministério Público Federal de Brasília requer o fim dos exames. A escola afirma que a atividade militar pode provocar sangramentos, o que implica em risco de contaminação para outros soldados. Então, eis um caso de preconceito ou uma questão de segurança?

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