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Histórias do tablado

Foto AbreApós se aposentar, a professora Edna Mendonça sentiu a necessidade de contar as muitas histórias ocorridas em sala de aula. Momentos engraçados, tristes, de superação, uma verdadeira lição de amor ao magistério. “O livro parecia que foi se escrevendo sozinho e surgiram vinte e seis dicas de como o professor pode se relacionar melhor com seus alunos”, conta. A obra ainda aborda assuntos como viagens com os alunos, alfabetização, inclusão, aluno especial, bullying, professor doente, disciplina, como passar em concursos e muito mais.

No magistério quando um professor se aposenta a escritora diz ser tradição passar sua herança profissional aos professores que ficam. Edna optou por compartilhar através do livro “Histórias e Dicas da Professora Edna”, dividindo não só momentos como também preciosas dicas de como aprendeu, na prática, a se relacionar com estudantes e organizar o dia a dia na sala de aula. Surgiu assim o livro narrado de forma leve e informal. Os pais também se identificarão com as situações escolares de seus filhos e como ajudá-los.

 

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Esta é a sua primeira obra. Antes da aposentadoria, se imaginava uma escritora?

EDNA: Nunca pensei em ser escritora. Sempre tive facilidade em fazer redações na escola e na faculdade, mas escrever um livro não estava nos meus planos. Estou realizando um sonho o qual não sonhei. Primeiramente quando me aposentei me deu uma urgência de não perder as minhas histórias. E se o tempo passasse e eu esquecesse ou não conseguisse mais dar valor ao que vivi? Parecia-me que minha história tinha sido tão linda! Eu tinha vivido tantas coisas legais junto com meus alunos e se tudo isto se perdesse? Pensei, vou escrever! Assim surgiu o livro.

 

  1. Durante o processo de escrita do livro, quais foram os maiores desafios?

Foi até engraçado, nos primeiros dias de aposentada comecei a escrever, mas não contei para ninguém. E se eu não conseguisse escrever o livro até o fim? Como ele é biográfico parecia que jorrava de mim. As ideias iam surgindo tão rapidamente que minhas mãos pareciam não acompanhar no teclado do computador. Comigo o processo de escrita foi bem tranquilo. Todo dia cedinho escrevia durante umas duas horas e depois ia fazer as atividades normais do meu dia a dia. Em dois meses o livro estava pronto. Quando passei da metade e vi que era capaz de ser uma escritora comecei a contar para a família e amigos. Quem escreve um livro, escreve dois. Logo em seguida fiz outro, infanto-juvenil, que está guardado em meu computador. Também publico crônicas, poesias e textos em minha rede social. Se juntar tudo, tenho material para mais um livro.

 

  1. Como você avalia sua relação com os alunos durante sua carreira profissional nas escolas? Acredita que eles serão parte do público leitor da sua obra?

Nunca tive problemas com meus alunos, sempre os considerei meus amigos. A base de tudo é o amor. Primeiro eu amava ir à escola dar aulas. Quando você está ali satisfeita os estudantes sentem isto. Eles sabiam que eram importantes para mim, que eu me interessava se eles estavam aprendendo e se estavam bem. Hoje encontro alguns já adultos que me reconhecem e me tratam com o maior carinho. Os adolescentes das minhas últimas turmas são meus amigos nas redes sociais, estão festejando meu livro e nossas histórias. É gratificante encontrar um aluno e ele vir te dar um abraço e dizer que sente saudades de você.

 

  1. Aos pais, de que forma suas histórias irão contribuir na relação educacional com os filhos?

Os pais foram alunos ontem e hoje acompanham seus filhos nas mesmas situações escolares. Muitas dicas que dou para um bom relacionamento dos professores com os estudantes servem também para relacionamento de pais e filhos. Eu tenho uma filha na escola e me coloco no livro como mãe também. Abordo temas atuais como alfabetização, inclusão, bullying, disciplina, sinceridade, gosto pela leitura, adoção e muito mais. Todos esses assuntos são abordados através de histórias de fatos vividos na escola. Os pais saberão como a educação está funcionando hoje e, assim, poderão ajudar seus filhos.

 

  1. Que mensagem deixaria aos professores que atuam dentro dos espaços escolares e que, por vezes, se sentem desanimados com os desafios da educação?

Fui uma professora que amou e ainda ama a profissão que escolheu. Eu não sou conhecida como muita gente famosa ou heróis. Sou apenas uma professora, mas que do meu jeito fiz muitos feitos históricos. Cada dia era uma batalha do bem e eu partia rumo à escola com uma missão importantíssima, ensinar tanta gente que me esperava. Nossa profissão é linda e tão importante. Nós devemos ser os primeiros a valorizá-la através de uma aula bem dada e ensinar aos nossos alunos o tanto que ela é fundamental. Afinal, eles serão o nosso futuro.

 

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O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

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Professora incentiva a reflexão sobre o consumo

Fim de ano, o poder de consumo aumenta e a impulsividade na hora das compras também! Na contra mão disso, a professora Sandra Cristiane Fratini de Castro, da Escola Municipal Padre Ladislau Ban, de Nova Esperança, trabalhou os encartes do jornal com as crianças de 4ª série. Leia a matéria completa abaixo, publicada na página do Diário na Escola de hoje:

 

 

Encartes viram objeto de reflexão em Nova Esperança

 Fernanda Accorsi

Os encartes comerciais chegam aos leitores junto com o jornal e não servem apenas para informar sobre promoções e lançamentos de produtos, mas na educação foram usados como recurso didático para o processo de ensino e aprendizagem. Foi o que fez a professora de 4ª série Sandra Cristiane Fratini de Castro, da Escola Municipal Padre Ladislau Ban, de Nova Esperança, que viu nos folhetos uma oportunidade de transformar as informações em fonte de conhecimento.

Depois de distribuir os encartes entre os estudantes, Sandra elaborou algumas questões para a interpretação dos anúncios de móveis e eletrodomésticos. Notícias sobre o Procon e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) deram suporte a reflexão sobre os bens de consumo. “Levantamos questões como ‘de onde vem o produto anunciado? Por que fabricam? Para quem é voltado? Refletimos sobre o custo benefício”, contou a professora.

A análise crítica das informações deu abertura para que as crianças (re) pensassem a necessidade de compra, o consumismo desenfreado e também passassem a valorizar o que já têm. “Os alunos se interessaram muito pela atividade, interagiram sobre o assunto e com a análise dos panfletos conseguimos esclarecer algumas dúvidas sobre o consumo”. O desfecho da atividade aconteceu com a produção de poesias, em que o objeto central estivesse anunciado nos encartes. As estudantes Bruna Pessoa, Raiane da Silva e Mariane de Souza, da 4ª ‘A’ escreveram sobre a bicicleta anunciada.

 

 

 

 

 

 

 

 

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