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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

Foto Abre

RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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Quando escrever é um prazer

Foto AbreUm projeto da disciplina de geografia, orientado pela professora Ermelinda Jordão não terminou após a nota final. Ela, que hoje participa do Programa de Desenvolvimento Educacional, lecionava para os alunos do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira, de Maringá. Em um dos desafios da disciplina, os estudantes estavam aprendendo sobre industrialização e precisavam criar um projeto de algum produto. Um dos grupos de alunos optou por criar um blog, para isso, pesquisaram como hospedar esse portal na internet, qual a legislação para as publicações e tudo o que envolve a criação.

Depois da atividade realizada e do trabalho apresentado, o blog ficaria sem postagens, pois, a princípio, a ideia da tarefa era apenas para uma atividade curricular. Mas, Ermelinda gostou tanto do resultado, que decidiu abrir o “Mais Escola Tomaz” para toda a comunidade escolar. E foi assim, que um trabalho de sala, ultrapassou os muros escolares.

“Em nove meses de blog no ar, já são quase 40 mil acessos. Toda a equipe comemora esse número, pois foi um projeto que começou sem pretensão e que hoje alunos, grupo pedagógico, pais e amigos seguem diariamente”, conta a professora.

A estudante Sheliza Onohine relata que não se imaginava fazendo parte da equipe que escreve as postagens. “Sempre fui muito tímida, a maior parte do tempo ficava no fundo da classe, no meu canto. Com a possibilidade de me expressar no blog, me desenvolvi, passei a me relacionar melhor com os colegas e dizem que sou até mais sociável.”

As publicações não têm um tema específico, são livres, mas todas são aprovadas pela professora antes de caírem na rede. “Mesmo não lecionando no colégio, tenho contato com os alunos 24 horas por dia via aplicativos de bate-papo e rede sociais. Em nossas conversas aproveito para orientar sobre o que podem escrever e também cobrar novas postagens, assim como os chefes de redação”, brinca Ermelinda.

O projeto deu tão certo, que hoje são cerca de 30 alunos preocupados em manter o blog atualizado e com conteúdos de relevância, mesmo tendo que fazer os textos no contra turno e sem valer nota. “Escrever não é mais uma tarefa, é prazeroso! Encontrei pessoas que pensam como eu, que me entendem, isso é motivador, pois você se reencontra em cada comentário positivo recebido”, comemora a aluna, Liz Nemophila.

A estudante Carolina Milão explica que se desafia em cada produção, a adequar os diversos temas em uma linguagem acessível para que todos os leitores que passarem por lá consigam interpretar o assunto. “Para isso, uso a exemplificação e aprendi a buscar e apurar as informações para sustentar meus argumentos e não falar coisa errada. Quando se escreve um blog, você tem o poder da comunicação nas mãos, é preciso muito cuidado, existem pais, inclusive, que acompanham o blog para saber o que está acontecendo dentro da escola e na vizinhança do bairro.”

Ermelinda é só elogio aos estudantes, ela que faz esse trabalho de acompanhamento de forma voluntária, ainda sonha com mais avanços. Mesmo contente com o crescimento do blog, a professora está com o projeto de gravar em áudio todos os textos publicados e também filmar alguém interpretando as postagens na linguagem de sinais (Libras) para conseguir a inclusão de mais leitores.

“A educação é apaixonante. Com essa proposta descobri muitos talentos que estavam escondidos. O professor tem um papel fundamental na formação da criança e do adolescente, não podemos desistir de motivá-los, eles têm muita coisa a nos ensinar”, argumenta.

Saiba +

Acesse o blog: www.maisescolatomaz.com e curtam a Fanpage: Mais Escola Tomaz.

 

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Novos vereadores mirins já atuam em Maringá

A Câmara Municipal de Maringá empossou os novos vereadores mirins no plenário Ulisses Bruder. Na última semana, os eleitos realizaram a primeira sessão ordinária da legislatura 2015/2016.

Nesta terceira edição do Programa, estavam inscritos 118 alunos, do 5º ao 9º, de escolas municipais, estaduais e particulares da cidade. No entanto, somente 74 participaram da seleção em que foi feita a escolha dos vereadores. Cada candidato recebeu três minutos para justificar seu interesse utilizando o microfone na tribuna da Câmara. A banca examinadora foi composta de servidores da Casa e vereadores. Os critérios de seleção foram argumentação e desenvoltura. Os 15 eleitos foram empossados na nova função legislativa e os demais concorrentes serão suplentes e poderão assistir às sessões ordinárias da Câmara Mirim.

“A cada ano temos procurado inovar na Câmara Mirim, tanto no processo de seleção, quanto na realização das atividades. O resultado tem sido muito bom, porque conseguimos fazer com que os vereadores eleitos e até mesmo os suplentes frequentem as sessões e discutam os problemas da cidade. Outra coisa que temos que reconhecer é o apoio do Poder Executivo, respondendo a todas as solicitações da Câmara Mirim. Além disso, há sempre um diálogo entre as crianças e os vereadores. Muitas matérias têm sido utilizadas pelos vereadores adultos para a realização dos seus trabalhos. Prova do sucesso da iniciativa é o número de inscritos no processo de seleção. No primeiro ano, tivemos 15 inscritos. No segundo, 55 e no terceiro ano, 118”, destaca o coordenador de projetos especiais da Câmara, Joaquim dos Santos.

 

 

Foto Submanchete

ELEITOS

Abaixo a lista dos vereadores mirins de Maringá que atuarão na legislatura 2015/2016:

 

Amandha Oberst Jacinto (Colégio Mater Dei)

Ana Beatriz Cazeloto Fidelis e Silva (Colégio São Francisco Xavier)

Bianca de Lima Kazoni (E. M. Dr. João Batista Sanches)

Eduardo Alexandre Magrini (Colégio Santo Inácio)

Heros dos Santos Nascimento (Colégio João XXIII)

Isadora Cadari Bariani (E. M. Odete Alcântara Rosa)

Júlia Maestri Vilhena (Colégio Marista de Maringá)

Larissa Jhenifer Alves Feitosa (E. M. Gabriel Sampaio)

Lorena Beatriz Ávila da Silva (E. M. Diderot Alves Rocha Loures)

Miriam Silva Machado (Colégio Santa Cruz)

Morgana Pietra Barazetti Merino (Colégio Cristão Integrado de Maringá)

Natália Hazbun Hernandez (Colégio Dom Bosco)

Nicole Costa Garcia (E. M. Midufo Wada)

Raphael Esteves Moribe Filho (Colégio Platão)

Vitor Damasceno Oliveira (Instituto de Educação de Maringá)

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Projeto Literário empolga crianças

Atualmente tem sido difícil conciliar dois suportes de leitura, o livro e a internet. Pesquisas comprovam que, principalmente crianças e adolescentes, não dão mais a devida importância ao mundo dos livros. A atenção está direcionada às redes sociais e a mais uma imensidão de páginas onlines. Muitas horas do dia se vão em frente à tela do computador, enquanto os melhores livros permanecem esquecidos na estante.

Não faz muito tempo que o jeito de fazer pesquisa na escola mudou. Se há pouco mais de cinco anos os estudantes se reuniam para ir até uma biblioteca ou não dispensavam a enciclopédia na hora de fazer um trabalho escolar, agora eles dão prioridade à internet.

Preocupados com esses fatores, a equipe da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, organizou um projeto com os alunos do 3º ano, no qual eles estudaram a vida e as obras de Monteiro Lobato. “Buscamos destacar a importância da leitura dos textos em seus suportes de origem. Já existem diversas histórias do autor na internet, mas mostramos às crianças como é prazeroso o ato de ler o livro e sentir a espessura do papel, por exemplo”, destaca a orientadora pedagógica, Marta Eloisa Lalli.

Foto abrePara a realização das atividades as crianças criaram murais expositivos sobre a literatura infantil, ensaiaram danças, apresentações teatrais e declamação de poesias. “Foi possível observar grande interesse pela leitura das obras de Monteiro Lobato, em especial, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Constatei que muitas crianças não tinham conhecimento do conteúdo que estava sendo repassado, foram momentos de muito entusiasmo”, enfatiza a diretora, Gislaine Righetto.

A professora, Sueli Pedrazzani conta que envolver os alunos no universo das histórias foi muito divertido. “Os pequenos ficaram encantados. Com isso, despertamos o prazer pela leitura de diferentes autores, e também o interesse deles pelo teatro e pela dramatização.”

“Foram atividades especiais, Monteiro Lobato deixou grandes sucessos para nós”, comenta a estudante Rafaella Puggese Tieppo. A colega Mariana Policarpo, completa “não vou esquecer tudo o que aprendi e as histórias que li.”

Para encerrar o projeto a escola realizou o evento “Pais presentes, filhos contentes”, no qual os responsáveis pelos alunos são convidados para um momento cultural dentro do espaço escolar. Já tradicional, o evento acontece de forma bimestral, e em cada apresentação a responsabilidade é de uma série diferente. “Nosso objetivo é trazer a família para dentro do espaço escolar, mostrar o que as crianças têm aprendido e as ações realizadas diariamente”, explica Gislaine.

“Esta iniciativa da escola resgata e estimula os pais a acompanharem o desenvolvimento dos seus filhos, pois a correria da vida moderna consome o tempo que deveríamos dedicar às crianças”, enfatiza a mãe, Marinéa Gomes Pereira.

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Jornal Escolar – Eu fiz

capa jornal escolarA Escola de Maringá em destaque hoje fez não apenas uma, mas duas edições de jornais escolares. As professoras da Escola Municipal Campos Salles, Jane Candino e Márcia Mitiko não mediram esforços para realizar o trabalho.

“O primeiro passo foi a exploração do jornal O Diário nas versões impressa e online. Afinal, este é um veículo de comunicação da cidade e também sempre presente dentro da sala de aula”, destaca Márcia.

A primeira edição foi impressa antes das férias de julho e a distribuição foi restrita para os alunos que haviam produzido os conteúdos, mas o sucesso foi tão grande que a comunidade escolar queria ver mais, os estudantes estavam animados e como resultado, em dezembro uma nova versão foi feita e desta vez a entrega abrangeu todas as turmas da escola.

“O trabalho com o impresso amplia o universo cultural das crianças e a informação aliada à reflexão, proporciona o debate e a tomada de consciência. Fatores que desenvolvem a capacidade de ler, argumentar e expressar opiniões”, ressalta Jane.

Os conteúdos das duas edições dos jornais da Campos Salles foram os mais variados, ilustrações, poemas, quadrinhas. Para que conheçam parte dos resultados, separamos uma entrevista que os alunos realizaram com a diretora da escola.

ENTREVISTA

Lucília Tomazini Hoffmeister é diretora da Escola Campos Salles desde fevereiro de 2011 onde juntamente com a equipe desenvolve um trabalho exclusivamente voltado para a melhoria da qualidade de ensino e efetiva aprendizagem dos alunos.

Alunos – 1) Como a senhora avalia o desempenho dos alunos em relação ao último IDEB?

Lucília: O desempenho dos alunos em relação ao último IDEB foi excelente porque conseguimos subir consideravelmente. Ultrapassamos a meta esperada e isso representa o reconhecimento do nosso trabalho e do esforço dos alunos em querer aprender mais.

2) A que a senhora atribui a elevação da nota da escola?

Foi um trabalho coletivo com compromisso. Acredito que esta é a palavra certa; compromisso de todos os funcionários, e isso compreende a escola como um todo.

3) De que forma a avaliação do IDEB contribui para a melhoria das ações na escola?

Da seguinte maneira. Como a escola ofereceu um trabalho de contra turno para os alunos e deu certo, este ano além do o 4º ano que irá participar do próximo IDEB, também estamos oferecendo o mesmo apoio para as demais turmas para que estas estejam bem preparadas no futuro.

4) O IDEB ainda é um desafio? Em que sentido? 

Mesmo com todo esforço o IDEB ainda representa um desafio para todos da escola, pois exige muito trabalho, força de vontade, colaboração e compromisso. Para que tudo melhore é preciso investir muito na educação.

5º ANO B

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UEM promove estudos sobre Marx

Quer estudar os conceitos de Karl Marx? Então chegaram as oportunidades! A Universidade Estadual de Maringá (UEM) promove, a partir de dois de março, o curso Introdução ao Materialismo Histórico, ministrado pelo professor do Departamento de Ciência Sociais da UEM, Pedro Jorge de Freitas. As inscrições podem ser feitas no Bloco M-5 no dia do curso e custam R$ 10 para acadêmicos e R$ 15 para outros interessados. O primeiro texto a ser trabalhado vai ser Marx: vida e obra.

Também sobre Marx, o Projeto de Extensão Leitura d’O Capital, que se configura como grupo de estudos, tem início no dia 25 de fevereiro, às 8h, no bloco M-5, na sala 2. Os encontros serão quinzenais; o primeiro capítulo de discussão é do O Capital – crítica da economia política, de Karl Marx. As inscrições serão feitas no local e dia do Projeto.

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Um questão de oportunidade

Comunidade da Penha

Dar a chance de uma criança – ou adulto – tornar-se um leitor em potencial. O projeto brilhante que permite o acesso à leitura é a ‘Barracoteca Hans Christian Andersen’ aberta pela primeira vez na última segunda-feira, no dia do livro, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. São 20 metros quadrados que constituem o sonho de um morador da comunidade e idealizador do projeto, Otávio Júnior. O acervo já conta com mais de mil livros de autores como Clarice Lispector, Eça de Queiroz e Lima Barreto, doados pelo Ministério da Cultura.

Saiba mais sobre a iniciativa aqui

 

 

 

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Projeto prevê rádio nas escolas de Sarandi

Ainda em discussão, o projeto de lei defende a instalação de estúdios de rádio dentro das escolas, como forma de promover a cidadania e a comunicação comunitária

A primeira discussão ocorreu na pauta da última segunda-feira. A câmara de vereadores de Sarandi vota, na semana que vem, o projeto de lei nº 1955/2010, que propõe implantar em todas as escolas municipais o Programa Rádio Escola. A proposta visa utilizar o rádio como canal de comunicação entre a comunidade escolar, envolvendo alunos e professores, desde que os programas tenham cunho educativo, artístico e cultural.

Rádio Escola: alunos voltados para a produção de conteúdo artístico, educativo e cultural

Caso seja aprovada, a lei entra em vigor no ano letivo de 2011. O autor do projeto, o vereador Eunildo Zanchim esclarece que é inovador aos olhos da comunidade, mas já existem iniciativas semelhantes que têm conquistado excelentes resultados. A promoção da cidadania é um deles, já que o rádio é um meio de fácil acesso e de propagação rápida de informação, a iniciativa também oferece o estudo reflexivo dos meios de comunicação e a caracterização da escola como espaço divertido e socializador de busca pelo conhecimento.

“Em Cambé já funciona na rede municipal de ensino. Já ocorreu um projeto piloto em Sarandi, no Colégio Estadual Cora Coralina e vimos a metodologia e a pedagogia utilizada para alcançar  os objetivos. O projeto é de baixo custo e estimula a cidadania”, explica Zanchim. Alunos das escolas do município, em parceria com acadêmicos de jornalismo e professores universitários, farão o trabalho inicial de apropriação da tecnologia, como já vem acontecendo de modo informal. Os universitários desenvolvem projetos de conclusão de curso e estágios nas escolas públicas, aliando mídia e educação, trazendo, depois, à academia os resultados das pesquisas.

A diferença, se aprovada a lei, é o surgimento da necessidade de um mediador efetivo, a fim de que os equipamentos do Rádio Escola não sejam usados apenas para entretenimento ou sejam sucateados em breve. O perfil do profissional, para desenvolver tais atividades, seria do educomunicador. É ele que demonstra capacidade  para coordenar projetos que relacionem Comunicação e Educação. No entanto, o vereador nada declarou sobre a contratação de pessoal para realizar o trabalho.

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Projeto prevê rádio nas escolas de Sarandi

A câmara de vereadores de Sarandi vota, na semana que vem, o projeto de lei nº 1955/2010, que propõe implantar em todas as escolas municipais o Programa Rádio Escola. A proposta visa utilizar o rádio como canal de comunicação entre a comunidade escolar, envolvendo alunos e professores, desde que os programas tenham cunho educativo, artístico e cultural. A matéria completa pode ser lida no Diário na Escola, no D+, de amanhã. Abaixo o projeto de lei na íntegra:

Autoriza  a implantação do programa Rádio Escola

nas unidades da rede Municipal de ensino da cidade

Sarandi.

Autor: Eunildo Zanchim

Art. 1°. O chefe do poder Executivo fica autorizado a implantar o programa  Rádio Escola nas  unidades  da rede Municipal de Ensino.

Art. 2°. O programa Rádio Escola tem por finalidade.

I – Elaborar e veicular programas de rádio realizados pelos alunos a partir de temas que estejam relacionados à sua realidade, tendo em vista a formação da cultura participativa e de exercício da cidadania.

II – formados pelos pais, alunos e corpo docente e administrativo da escola, bem como a integração destes com a comunidade na qual estão inseridos.

III-Desenvolver programas que tenham exclusivamente finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, em beneficio da comunidade escolar, enfatizando o respeito aos valores éticos, familiares e sociais;

IV – debates sobre a sua relação com a comunidade a qual pertencem, visando diagnosticar os problemas enfrentados e propor soluções para estes.

V – sobre a influência dos meios de comunicação no cotidiano, a fim de estimular um consumo reflexivo sobre os conteúdos transmitidos pelas mídias.

Art. 3° Poderão ser utilizados para consecução dos objetivos desta Lei os espaços disponíveis nas Instituições de ensino.

Art. 4° O programa Rádio Escola funcionará nos horários de intervalo das aulas e  no contra-turno dos períodos,durante programações festivas das instituições.

Art. 5° Os equipamentos  e outros meios necessários á implementação do programa Rádio Escola serão definidos, pelo poder do chefe executivo,em regulamento.

Art. 6° O chefe do poder Executivo fica autorizado a firmar aos convênios que se fizerem necessários á execução desta Lei.

Art. 7° O chefe do poder executivo regulamentará a presente Lei

Art.8° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões da Câmara Municipal,aos 20 dias do mês de Setembro do ano de 2010

EUNILDO ZANCHIM

Vereador

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Para gostar de ler, é preciso começar bem

Fernanda Accorsi

Através do projeto Ler é bom, mais de 800 alunos de 1ª a 4ª série da rede municipal de Santa Fé têm acesso orientado à leitura.

É no período da manhã, de segunda a sexta-feira, que acontece o projeto de leitura Ler é bom, nas escolas municipais de Santa Fé. Iniciada em junho de 2009, a iniciativa atende, neste ano, a cerca de 800 alunos de 1ª a 4ª série.

O primeiro passo foi dado pela professora Andreia Cristina Cruz, que percebeu a necessidade de criar estratégias para incentivar a leitura dos pequenos.

Com graduação e mestrado em Letras, Andreia produziu sua dissertação na área de estudos literários e logo propôs, através do Ler é bom, estratégias e práticas para tornar a leitura um hábito.

“O projeto não é meu, pelo contrário. A Secretaria de Educação apoiou desde o começo, de todas as maneiras. Também houve a adesão de professores e alunos, sem eles seria impossível dar certo”, conta Andreia.

O Diário na Escola visitou a Escola Nove de Dezembro para conhecer uma das salas de leitura em que o projeto é desenvolvido. Além de um ambiente colorido e limpo, a organização das literaturas chama a atenção.

O espaço é dividido entre a parte de leitura, dispondo de sofá, pufe e um tapete bem macio, e a área de pesquisa, composta por pequenas mesas e cadeiras e por estantes que separam os livros em seções, como religião, arte, poesia e a mais procurada, a do corpo humano e sexualidade.


A sala de leitura

Para utilizar a sala de leitura é preciso educação e calma, sugere Marly Colombo Campo, professora da 3ª série A. A turma é composta por 29 crianças, que esperavam ansiosas na porta da sala até que uma das educadoras as deixassem entrar.

Com a permissão de Andreia, a coordenadora do projeto, cada aluno já procurava um espaço para sentar e escutar a história, contada na oportunidade pela professora da turma, a Marly.O livro escolhido neste dia foi “O cabelo de Lelê”, de Valéria Belém.

“Só depois vou deixar vocês verem as figuras do livro. O que vou pedir agora é que vocês imaginem o que estou contando”, diz Marly aos aluninhos. Os olhos de cada um deles se voltam para ela, mantendo a atenção e a curiosidade, ou para o alto, como se imaginassem o que estaria ocorrendo com o personagem Lelê.

Ao final, a “prof”, como é chamada pelas crianças, faz questionamentos, relacionando realidade e leitura. “Eles já estão entrosados com a leitura, trocam sugestões de livros, mas é importante estarmos direcionando, pois eles ainda não têm maturidade para pesquisar”, considera.

Em junho, acontece a Feira do Saber, evento que faz parte do calendário do Ler é bom, e vai expor as produções dos alunos sobre dengue e Gripe A, cujo trabalho foi feito em sala, inclusive, com base Diário.

“Esperamos que nossos alunos sejam mais preparados para o mundo e para as relações humanas. É preciso que uma pessoa compreenda a leitura para a vida, afinal vivemos em um mundo letrado”, diz Andreia, sobre os resultados do projeto.

Após a leitura, acontecem os debates ou as atividades sobre o assunto, assim as crianças fazem conexões com o real e não esquecem facilmente o enredo da história.

“Li três vezes “Moby Dick” [de Herman Melville], depois fiz um desenho e ainda contei toda a história no microfone, no Dia do Leitor no ano passado”, lembrou Gustavo Marcheni.

Alunos de Ivatuba visitam Grupo O Diário


Na última sexta-feira, 20 alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto, de Ivatuba, vieram conhecer O Grupo O Diário. Foi durante a visita que eles descobriram um pouco mais sobre o rádio, o jornal impresso e o jornal on-line. Dois deles explicam o que mais chamou a atenção:


“Eu gostei muito de conhecer a Rádio Cultura. Foi a primeira vez que entrei em uma rádio” Valdinéia Aparecida da Silva, 10 anos – 2º ano ‘A’


“Achei incrível as máquinas que imprimem o jornal”
Bruno Martins Farias, 6 anos – 1º ano ‘A’

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