Solange D’Antonio



Sarandi investe em formação

Desde o início do ano letivo professores e equipes pedagógicas da rede municipal de Sarandi estão participando de uma série de formações com mestres e doutores da área da educação. “Quando iniciei minhas atividades no município, em setembro de 2013, observei que os profissionais não tinham uma rotina de formação continuada, enquanto secretária institui um cronograma mensal de capacitação”, destaca Adriana Palmieri.

Foto AbreNas últimas semanas, professores dos quartos e quintos anos participaram do curso “Contextualizando a matemática por meio do jornal: Tratamento da informação. Que bicho é esse?” ministrado pela professora mestre em educação matemática, Solange D’ Antonio. “Após a formação os profissionais irão conseguir fazer com que os alunos entendam a importância do tratamento da informação para a sua vida, compreendam como se elabora um gráfico e uma tabela, quais os passos que devemos seguir até sua constituição, o que significa fazer uma pesquisa e como a realizamos, qual a melhor maneira de representá-la matematicamente, além de fazerem com que os estudantes realizem interpretações matemáticas de situações que envolvem não somente a leitura das imagens, mas o pensamento da comparação entre dados, as operações matemáticas, o valor posicional dos números, as diferentes sequências numéricas que podem ser constituídas e comparem medidas em situações significativas e prazerosas”, aponta Solange.

“A matemática em si é uma disciplina que causam certo medo nos alunos por acharem que ela é complicada e difícil de aprender, mas quando se trabalha com fatos reais do nosso dia a dia, quando usamos recursos diversificados e materiais de apoio que despertam o interesse pelas propostas, tem se um desempenho melhor e mais eficiente no processo de ensino e aprendizagem. Quando a atividade deixar de ser só lousa, giz e caderno, os resultados são outros e geralmente vão além do esperado”, ressalta a professora do quinto ano, Jucelene Marques de Freitas.

A secretária municipal da educação, Adriana enfatiza que o jornal é um instrumento didático que traz de maneira multidisciplinar vários suportes para o trabalho em sala de aula. “O tratamento da informação é um dos descritores da Prova Brasil, por meio da capacitação na matemática utilizando o impresso como suporte encontramos a maneira ideal para auxiliar os professores no trabalho em sala de aula. Temos certeza que será mais uma possibilidade de avanço na rede, estamos sempre na busca incessante de melhorar o ensino e a aprendizagem.”

“Pensamos que o jornal é uma ferramenta importante para o trabalho com a matemática, pois este material vem auxiliar a prática docente na preparação das atividades. Além de fornecer subsídios como gráficos, porcentagem, coleta de dados e informações que contribuem para a elaboração das aulas e a formação global de nossos alunos”, comentam as coordenadoras pedagógicas da educação de Sarandi, Fátima da Costa, Sulei Mesquita, Lucilene Amarante e Nelcy Polito.

A professora, Marilene Vieira Cardoso diz que os conteúdos abordados na formação são fundamentais na base do ensino, pois se trata de algo ligado diretamente à realidade e vivência dos estudantes. “A geometria muitas vezes é levada superficialmente, porém vimos que a abordagem dos conteúdos com os termos corretos e o aprofundamento são necessários para a consolidação da aprendizagem das crianças. Essa percepção influí diretamente em como o professor aborda os assuntos na sala de aula.”

“É importante formar alunos mais eficientes na interpretação de problemas e dados matemáticos,  capazes de avaliar o que respondem,  elaborarem melhor seu pensamento, saber como descrevê-lo com palavras, que sejam também observadores de pesquisas e leitores de informações matemáticas apresentadas em textos jornalísticos, bem como crianças e adolescentes capazes de fazer previsões por meio da leitura dessas informações se tornando agentes críticos no mundo e na realidade em que vivemos”, conclui a ministrante, Solange.

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Jornal + Matemática = Resultado

JOGO RÁPIDO

Questionamos as professores Solange D’Antonio e Luciana Lacanallo sobre como aliar o jornal com o livro didático e o que elas irão abordar nas oficinas oferecidas este ano aos participantes do Diário na Escola. Confira:

 

Como os professores podem unir os conteúdos do impresso com o livro didático?

Foto SolangeSOLANGE: Para que essa união aconteça é preciso planejamento e estudos por parte do professor que deve ser um leitor constante de sua prática. Se em meu planejamento, por exemplo, quero explorar a leitura de gráficos e tabelas, analisarei o que existe no livro didático para a apresentação desse conteúdo e complementarei aquela informação com dados apresentados no jornal, a fim de fazer com que o aluno reflita e perceba a constituição de um gráfico e de uma tabela, suas características e sua relevância no dia a dia, ou iniciarei minha aula com dados selecionados nos jornais, para que o aluno compreenda e diferencie tais conceitos, pela observação e o levantamento de hipóteses e então aproveitarei o que o livro didático apresenta a esse respeito para complementar o aprendizado.

 

Você tem uma dinâmica de ensino diferente que envolve a participação de estudantes da graduação durante as oficinas que ministra. Como esse trabalho será realizado os professores do Programa?

foto LucianaLUCIANA: Na Universidade tentamos aproximar nossos estudos com a escola e com os futuros professores, em especial os acadêmicos de Pedagogia. Assim, temos uma dinâmica de trabalho que integra acadêmicos, professores já formados da educação básica e professores universitários em um mesmo movimento de aprendizagem. Os participantes entram em atividade de organização do ensino. Esse trabalho é desenvolvido no Grupo de Pesquisa e Ensino “Trabalho Educativo e Escolarização”, no subprojeto da Oficina Pedagógica de Matemática (OPM). O desenvolvimento dos trabalhos na OPM busca estudar, refletir sobre as práticas de ensino de matemática e a partir daí elaboramos situações desencadeadoras de aprendizagem para serem desenvolvidas na sala de aula, como meio para direcionar a atenção de alunos e professores em direção à apropriação dos conceitos matemáticos, de modo lúdico e instigante, visto que acreditamos que o aprender matemática é para todos. Por isso, envolvemos os participantes nesse movimento, eles atuam como agentes formativos interagindo conosco, com o conteúdo em si e com os professores que participam.

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