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26/03/2013 - 18h57 - visualizações

Epidemia de dengue

Autor Leandro Ricardi

Paiçandu é um dos 14 municípios do Paraná que ingressaram na lista de epidemia de dengue, elevando para 46 o total de cidades que enfrentam ou enfrentaram altos índices de infestação do doença.

As informações são da Secretaria Estadual de Saúde e referem-se ao período de agosto de 2012 até agora. Paiçandu, com 35.941 habitantes, tem 371 notificações e 135 casos confirmados. Não há registros de mortes na cidade.

A incidência em Paiçandu é de 372,83. Considera-se epidemia quando o índice fica acima de 300 por cem mil habitantes. Em uma semana, pelos boletins do Estado, Paiçandu teve um aumento de 107,69%, passando de 65 casos para 135.

Os moradores estão preocupados e cobram iniciativas do poder público, no sentido de combater o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da doença. A dona de casa Ingrid Goettems Mecking, que reside no Jardim dos Pioneiros, diz que o filho de um ano e nove meses teve a doença e ficou dois dias internado. "Ninguém cuida e joga lixo pelos terrenos baldios e até na rua. A prefeitura não tem feito a limpeza nesses terrenos", observa.

A aposentada Neusa Lopes avalia que a situação é grave e que é preciso atenção das autoridades. "Os bueiros estão entupidos. A gente vê que junta inseto lá dentro", diz, referindo-se a um dos boeiros da Rua Pedro Bernardo, no Jardim dos Pioneiros.

Em frente à casa da diarista Silvana da Silva, o bueiro está entupido, por causa da quantidade de terra e acumula muita água. "Fica direto com água. Dia desses limparam, mas é só chover e entope de novo", destaca. Para se prevenirem, os moradores costumam jogar querosene nos boeiros na tentativa de matar a larva do Aedes aegypti.

Multa e fumacê
O secretário municipal de Relações Institucionais, Valdir da Fonseca, declara que a coleta dos materiais descartados irregularmente só terá efeito se puderem multar os responsáveis pelos lotes, mas, por enquanto, não há lei que ampare a autuação nesses casos.

"Vamos aguardar a publicação da nova Lei da Roçada, ainda nesta semana, para começar a fiscalizar e aplicar multas", ressalta. Ele explica que a Lei da Roçada precisou ser alterada, porque não estava definida no Código Tributário do município. Fonseca acrescenta, no entanto, que não adianta apenas a fiscalização e multar.

"É preciso campanhas educativas e conscientização dos cidadãos. É necessário também ir às escolas, às igrejas e alertar as pessoas, mas precisamos ter a ferramenta caso tenhamos que aplicar multa", diz.

A coordenadora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Adryene Monteiro, informa que, ontem, teve início a aplicação de veneno - o fumacê - nos bairros mais críticos da cidade. "Esse trabalha prosseguirá amanhã (hoje)", reforça.

Reportagem de Vanda Munhoz,  publicada no jornal O Diário (26/03/2013)

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