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25/12/2016 - 11h13 - visualizações

Filmes natalinos

Autor cinegrafia

Quando se pensa em filmes natalinos, é natural que produções como “Esqueceram de Mim”, "O Grinch", “O Incrível Mundo de Jack” ou “Simplesmente Amor” venham à cabeça. Mas não é só de “sessão da tarde” que essa época é feita. Destaque para cinco longas que se passam no Natal e que merecem ser (re)vistos.


Feliz Natal (2008)


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O filme de estreia de Selton Mello na direção é um retrato cruel da destruição das relações familiares, e tem a festa natalina como pano de fundo. Apresenta uma família sucateada, tal qual o ferro-velho de propriedade do protagonista. Se algumas pessoas reclamam de reuniões familiares, imagine quando formada por uma mãe alcoólatra, um pai devasso, sobrinhos extremamente consumistas, uma cunhada chata e um irmão que bem-sucedido – e que faz questão de demonstrar isso. O filme constrói junto do espectador as vivências de cada um, os afastamentos e os fracassos.


Feliz Natal (2005)


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A produção indicada a melhor filme estrangeiro é uma coprodução entre França, Alemanha e Inglaterra, e coloca as bandeiras abaixo ao falar sobre pessoas que foram arrastadas para lutar na Primeira Guerra Mundial, muitas vezes sem nem saber o porquê do combate ou por quem estavam lutando. O longa investe em uma abordagem diferente e se aproveita de uma história real acontecida nas trincheiras durante o Natal. Os soldados param o combate e percebem que não há nada de monstruoso em quem está ao lado, pode até mesmo existir camaradagem entre exércitos opostos – ao menos durante a data especial.


Gremlins (1984)


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Com a boa intenção de encontrar um presente de Natal inesquecível para o filho, um inventor fracassado compra uma simpática criaturinha chamada Gizmo, que vem com três regrinhas de boa convivência: nada de luz, água e alimentos após a meia-noite. Mas é claro que todas são quebradas pelo jovem que fica fascinado pelo animalzinho. Mal sabia que, com isso, um caos tomaria conta da cidade e criaturas verdes, assustadoras e irritantes atrapalhariam a noite de Natal de todos. A produção de Steven Spielberg é trash, divertida, e já se tornou um clássico oitentista.


Batman – O Retorno (1992)


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O filme, dirigido por Tim Burton, traz vilões agitando as festas de fim de ano de Gotham City. As monstruosidades realizadas pela Mulher-Gato e pelo Pinguim chegam a ser tragicômicas, tamanha insanidade de cada um. O longa traz uma mistura de loucura e sensualidade, acrescida de um Batman maníaco-depressivo que torna toda a proposta bastante taciturna. Com visual hipnótico, o filme consegue ser extremamente sombrio, feito resgatado – em partes – somente na trilogia de Chritopher Nolan.


A felicidade não se compra (1946)


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Dirigido por Frank Capra, é considerado por muitos como melhor filme natalino de todos os tempos. James Stewart interpreta um homem que sempre ajudou a todos e é extremamente íntegro, mas está infeliz com os rumos da vida. Ele pensa em cometer suicídio pulando de uma ponte, mas um anjo que espera há 220 anos para ganhar asas é enviado à Terra para fazê-lo mudar de ideia. O roteiro traz uma inocência sincera sem parecer piegas. Discute os valores reais da vida, que vão muito além do dinheiro, ainda mais em um mundo capitalista pós-crise de 1929.

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