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10/03/2011 - 22h23 - visualizações

globo.

Autor Bernardo K
Minha tia certa vez me perguntou o que seria da culinária européia sem hortaliças estrangeiras. Acredito que seria uma Alemanha sem a salada de batata, nada de kartoffelsalat! As pobres salsichas reinariam no prato meio a azedos repolhos úmidos. Na Áustria seria a ruína do Weiner Schnitzel.
A italianada não teria tomate sobre suas indescritíveis pizzas. Nada de pasta capresi ou margherita! Faltaria o vermelho na bandeira italiana. A festa dos tomates na Espanha estaria fadada ao fracasso.
Rússina, Polônia, Ucrânia, Lituânia, Finlândia: os dependentes da batata. Imagine só! Se não fossem batatas qual seria a base alimentar? Beterraba? Repolho? Vodka?
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O estreitamento dos laços entre países através de colonizações e explorações fez com a culinária global evoluísse sem fronteiras. Desenvolvemos novas tecnologias, formas de plantio, de cultivação e misturamos culturas. E obviamente comemos pra dedéu.
A batata foi pra lá, a pimenta do reina acolá, a páprica pra outro lugar, e as especiarias pra TODOS OS LUGARES.
Talvez nenhum outro alimento tenha sido tão historicamente importante quanto as especiarias orientais. Sem elas talvez não haveria o barreado, único prato típico do Paraná. Como seria a cozinha baiana? Me responda!
A integração entre países é saudável e necessária. A cada troca de experiências e receitas algo novo surge realimentando idéias para a gastronomia. O Brasil é provavelmente o maior exportador de soja do planeta. Para que tanta soja? É alimento transformado em energia que por sua vez será usado para transformar e produzir alimentos.
Você funciona da mesma maneira, ou quase:
Primeiro, você acorda. Bom dia!
Depois come você aprecia e precisa.
Aí então trabalha para produzir algo que em troca lhe dará sustento.
Bom, aí tudo aquilo que você comeu tem de ir a algum lugar certo? Você sabe o que fazer.
E enfim, o seu sustento servirá para você ter onde dormir, acordar, comer, descarregar e por fim dormir novamente.
Se não fosse pela troca de experiências e idéias que você faz que graça sua vida teria? Você seria um ponto perdido no espaço!
O mesmo vale para a gastronomia. Uma idéia genial e ingredientes incríveis parados em um só lugar sem que ninguém os conheça, aprecie e  desenvolva é perda de tempo.
Mas e agora, o que fazer com todas essas informações? Simplesmente ouvir o próximo programa e continuar a fazer o que estava fazendo?
Vamos lá, compre batatas, azeitonas, e verduras que você gostar, regue com azeite de oliva, sal, e pimenta a gosto. Pode colocar alecrim, sálvia e limão. Pegue tudo isso e feche em uma trouxinha de papel e alumínio e deixe assar no forno. Na França é chamado o papillote já na Itália é o chamado de cartoccio.       Ci vediamo, alla prossima.
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