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13/12/2012 - 10h45 - visualizações

Inovação

Autor Marco Tadeu

 Jovens que estão ingressando nas mais diferentes carreiras nos próximos anos, serão balizados pelas universidades e centros de ensino superior de todo o país, muitos deles ocuparão cargos que nem existem nos dias atuais. Serão os profissionais do futuro, reinventarão a roda e o modo como vivemos a vida. Eles serão os visionários de seu tempo.

Digo isso não porque sou um futurólogo, mas pelo fato de que presenciei guinadas impressionantes para o nosso mundo contemporâneo.

Hoje, quem viver sem internet, sem tv a cabo? Imagine vivermos sem celular.

Pois bem, há 15, 20 anos, a internet dava seus primeiros passos e não demonstrava que iria atingir os níveis atuais.

Quando a internet chegou definitivamente, esbarramos nos problemas de conexão. Hoje, certamente, todos estão conectados 24 horas por dia via os tradicionais sistemas ADSL. Há pouco mais de 10 anos isso era diferente. as conexões eram discadas, tinham valores elevados, a linha do telefone ficava ocupada, enfim, um atraso se comparado aos dias de hoje. No entanto, naquela época, tudo era modernidade, tudo era novidade.

 A modernidade é constante, mas as ideias são passageiras. Por isso, devemos manter como lema a palavra “inovação”, pois o grande desafio dos novos empreendedores é justamente isso: como inovar o seu produto constantemente

Para citar um exemplo, certa vez, perguntaram ao Bill Gates, que estava passando uma temporada na Amazônia, qual era sua principal preocupação com relação aos negócios da Microsoft. Na época, Bill Gates disse que ele havia quebrado a IBM de dentro da sua garagem e sua preocupação era que alguém estivesse fazendo exatamente o mesmo com ele.

Apesar de Steve Jobs já estar no páreo com a Apple há anos, foi com o Facebook, fundado por Mark Zuckerberg, que a Microsoft sentiu um forte abalo financeiro, pois a tendência passou a não estar vinculada diretamente aos hardwares - aos pcs em si, mas aos softwares, ou seja, aos programas que são desenvolvidos para dialogarem com a rede virtual.

Tanto é que atualmente tudo tem e deve estar interligado. No celular temos internet, e-mail, aplicativos, e quando possível, conseguimos até fazer ligações. As novas tvs, inclusive, estão seguindo essa mesma tendência.

Essas colocações nos trazem uma preocupação: como serão as empresas do futuro?

Não somos que vamos responder essa pergunta. Quem nos trará a solução serão os jovens, “os profissionais do futuro”.

Quero fazer uma referência a um importante empresário do século dezenove. Barão de Mauá, Irineu Evangelista de Souza era um homem simples, mas que galgou o título de barão e visconde pelo seu empenho e empreendedorismo.

Foi banqueiro e industrial, tendo articulado a construção da primeira linha ferroviária entre Petrópolis e o Porto Mauá, no Rio de Janeiro. Um pequeno trecho de 14 quilômetros que mudou a história do Brasil. Falar de transporte ferroviário nos dias de hoje parece ultrapassado, mas naquele período era o que havia de mais moderno na Europa.

No entanto, sua ganância o fez perder tudo. Todas as suas empresas foram absorvidas por seus financiadores. Mas, ao final de sua vida, antes de morrer devido ao diabetes, Irineu Evangelista de Souza quitou todas as dívidas e partiu honrado desse mundo.

Para concluir, cito uma frase deste saudoso empresário que foi o Barão de Mauá. Disse Irineu: “As dificuldades fizeram-se para serem vencidas.”

Portanto, não devemos estremecer perante aos problemas. Devemos enfrentar-los não sentindo receio de procurar ajuda. Choremos se for necessário. O importante é superarmos os desafios.

colaboração:   Miguel Fernando

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