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13/12/2018 - 18h09 - visualizações

Athletico Paranaense, definitivamente, um dos 'grandes'

Autor Cláudio Viola

Não há critério estabelecido para a definição do que é, no futebol brasileiro, um clube verdadeiramente grande. A dissertação que se segue tem a finalidade de enquadrar o agora Athletico Paranaense como um dos que merecem essa denominação no País.
Com a conquista da Copa Sul-Americana, ao superar nos pênaltis o Junior Barranquilla da Colômbia, na quarta-feira, o Furacão se credenciou para fazer parte da seleta galeria dos chamados 'gigantes' brasileiros na mais apaixonante das modalidades esportivas.
Numa análise simples, poder-se-ia dizer que grandes são os integrantes da elite que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro. Mas se esse mote for adotado, equipes como América-MG, Vitória e Paraná Clube teriam essa condição. No entanto elas foram rebaixadas, junto com o Sport, para a Série B em 2019. Então, esse status seria repassado para os emergentes Fortaleza, CSA, Avaí e Goiás? Não, ser 'grande' é algo maior que isso.
Vamos, então, eleger os 20 melhores de acordo com o ranking anualmente divulgado pela Confederação Brasileiros de Futebol. Mas os mecanismos que a entidade usa parar definir esta lista , convenhamos, não merece lá muito crédito, seguindo o que faz a 'mãe' Fifa. Pela classificação da CBF teríamos que 'engolir' como grandes, considerando o universo de 20 agremiações, equipes como Chapecoense, Bahia, Vitória, Ponte Preta, América-MG e Coritiba. São tradicionais siglas, mas longe de merecerem constar na lista em questão.
Manda o bom senso que para definir os 'grandes' do País sejam estabelecidas regras básicas. A primeira delas é que detenham títulos nacionais; a outra manda estar na disputa pela hegemonia em seus respectivos Estados e a definitiva é possuir troféus conquistados além-fronteira. É isso, ter sido campeão do continente, coisa que o Rubro-Negro paranaense conquistou após 94 anos de fundação.
Neste caso, ficam fora da disputa times que estão na primeira divisão nacional, já que 20 será um número descartável. Desde que foi criado, em 1959, o Campeonato Brasileiro já consagrou 17 clubes diferentes como campeão nacional: Palmeiras (10 vezes); Santos (8 vezes); Corinthians (7 vezes); São Paulo (6 vezes); Flamengo (5 vezes); Cruzeiro, Fluminense e Vasco da Gama (4 vezes cada); Internacional (3 vezes); Bahia, Botafogo e Grêmio (2 vezes cada); Atlético Mineiro, Atlhetico Paranaense, Coritiba, Guarani e Sport (1 vez cada).
Tiremos desta relação, para encontrar os verdadeiramente grandes, aqueles que, infelizmente para seus torcedores, nunca passaram de fronteiras internacionais. Então, menos Bahia, Coritiba, Guarani e Sport. Fluminense e Botafogo foras campeões de torneios que justificam a condição de feitos internacionais oficialmente. O Tricolor faturou a Copa Rio Internacional em 1952 e o Alvinegro abiscoitou o título da Copa Conmebol em 1993, correspondente à atual Sul-Americana.
E estão definidos os grandes do futebol nacional, numa equação que resulta em 13 clubes. Nesta ordem, considerando títulos mundiais, além de maior número de Libertadores: São Paulo, (Mundiais de 1992, 1993, 2005), Corinthians (2000 e 2012), Santos (1962 e 1963), Internacional (2006), Grêmio (1983) e Flamengo (1981); Palmeiras, Fluminense, campeões em 1951 e 1952, respectivamente, da Copa Rio Continental (para alguns com peso de Mundial de Clubes); Cruzeiro, Vasco da Gama, Atlético-MG, Athletico Paranaense, e Botafogo.

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