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Sem Categoria-78
22/06/2016 - 23h01 - visualizações

FUNDO DO POÇO

Autor mulhermadura

 

Não houve bagagens para içar, tampouco gritos para acordar os vizinhos. A resignação foi solidária comigo, ficou murmurando consolo sobre o abismo. Após a decisão do resgate da escuridão, ele assistiu debruçado à margem do poço. Lugar onde jaz minha carcaça embalsamada, como se  jamais eu tivesse poexistido. De volta ao mundo real eu me camuflo, porém falam de banalidades que não faço parte. No porão eu tinha sua presença, entretanto à tona me abandonastes. Segues da mesma maneira que o conheci, atraente embora inóspito. Condenada pela ousadia de desvendá-lo, volto ao fundo do poço de mãos atadas.  


 

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