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21/05/2014 - 11h19 - visualizações

A mascote da Copa

Autor Nayara Spessato

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Nada mais original para representar o Brasil como país sede do campeonato mundial, do que um animal nativo que para se proteger de predadores se enrola no próprio casco e vira uma bola, objeto protagonista nas Copas do Mundo.

O bicho que foi batizado de Fuleco é um tatu-bola com o corpo amarelo, bermuda verde, carapaça azul e camiseta branca formando as cores da bandeira do Brasil, o nome foi criado a partir da junção das palavras futebol e ecologia.

Com a intenção de divulgar informações sobre a espécie que tem tido sua população desfalcada devido à perda e a destruição do habitat natural, além da caça, que atualmente é a principal ameaça. A organização não governamental (ONG) Associação da Caatinga lançou, em 2011, uma campanha para que se tornasse a mascote da Copa do Mundo de 2014. A campanha atingiu o seu objetivo e o tatu-bola foi eleito em 2012, após receber 1,7 milhão de votos pela internet, somando 48% da preferência mundial.

As mascotes já são tradicionais neste tipo de evento. Criadas pela Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) na busca de chamar a atenção das crianças para o futebol, a preferência é que sejam representadas por personagens em formato de desenho animado.

Em todas as edições do campeonato a recomendação da Federação é que represente algo típico do país sede: um animal, uma planta ou uma cor, por exemplo. Com isso, seis das 13 já criadas são bichos, entre elas: dois leões, um leopardo, um galo, um cachorro e agora, um tatu-bola.

No entanto, as mascotes não são usadas apenas para promover o evento e alegrar a torcida nos estádios, também acabam se transformando em verdadeiras “celebridades” internacionais, comercializadas como objetos e personagem de campanhas publicitárias.

A primeira Oficial foi criada na edição da Copa sediada pela Inglaterra, em 1966 representada por Willie, um leão que vestia uma camisa com a bandeira britânica. Além de ser “viva”, ela apareceu em desenhos que foram usados para promover o torneio e foi tema de músicas.

Conhecendo a mascote

O tatu-bola, também chamado de tatu-apara, bola, bolinha, tranquinha ou tatu-bola-do-nordeste, é a menor e menos conhecida espécie de tatu do Brasil.

Encontrado na caatinga e no cerrado o animal já foi registrado em 12 estados brasileiros: Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Com aproximadamente 50 cm e 1,2 kg, o tatu-bola apresenta como uma de suas principais características a capacidade de se fechar na forma de uma bola ao se sentir ameaçado, o que protege as partes moles de seu corpo contra o ataque de predadores. Esse diferencial foi o que deu origem ao seu nome popular.

O tatu-bola possui hábitos noturnos e se alimenta principalmente de formigas e cupins, consumindo também grande quantidade de areia, cascas e raízes junto ao alimento.

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PROTEÇÃO. Quando a espécie se sente ameaçada, se fecha como uma bola para proteger as partes moles do corpo dos ataques de predadores.
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