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12/09/2013 - 15h33 - visualizações

Del Mondo: Réveillon na Turquia

Autor Luiz Fernando Cardoso

Por Marcela Ikeda*

Esses dias encontrei algumas coisas que escrevi e fotografei na Europa, na temporada que passei trabalhando num navio de cruzeiros. Isso me fez tirar várias coisas do fundo do baú e, claro, fez-me morrer de saudade da vida maluca que eu vivia. Hoje vou postar as fotos do passeio de ano novo na Turquia e, junto, as minhas impressões. Espero que gostem.

Gosto de gente e de lugar que me deixam assim, ansiosa pra voltar pra "casa", com sede de vida e doida pra escrever "o que vi da vida". Gosto de elaborar meus textos que na verdade não são elaborados (dentro do ônibus, sempre na volta). São meus pensamentos nas pontas dos dedos, ágeis e incontroláveis. A caneta não dá conta, me dá cãibras .

“Ladies and gentlemen, good morning and welcome to Turkey.” Até então eu não tinha lembrado que estaríamos na Turquia. Na verdade eu não esqueci, porque nem se quer cheguei a lembrar que lá eu estaria no primeiro dia do ano. Entendeu? Deixa pra lá.

A última noite do ano foi maravilhosa, animadíssima e regada a champagne, do jeito que eu gosto. Me lembro de dançar loucamente na discoteca ao som de Gangnam Style, curiosamente sincronizada com a música. Eu sabia dançar e nunca tinha percebido…

Acordei às 7h30 pra encaminhar mil (geralmente são 100, 150) passageiros pra excursão e descobri que eu iria também. Primeiro dia do ano, eu trabalhando, quer dizer, passeando com 21 ingleses pela Turquia no ônibus nº 42. Nada mal pra um começo de ano, belo presente. Não reclamo viu, apesar de ter que levantar cedo e vegetar de sono, às vezes. Melhor presente que esse não existe. Se quiser me agradar, me dê uma passagem: de ônibus, de avião, pague meu táxi, me dê um GPS, uma bicicleta, qualquer coisa que me mande pra outro lugar mas nunca, jamais me dê um perfume do O Boticário. Por favor, dica hein?

Chegamos em Izmir, no sudoeste da Turquia, a 5 horas de Istambul. Viajamos pelas montanhas quase 2 horas até chegarmos às ruínas de Efezus. Ruínas estas que eram lindas e cheias de histórias contadas pela melhor guia turística que já vi na vida, Șule, com cedilha no S, mesmo. CONTINUE LENDO...


 

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Marcela Ikeda
 é uma viajante do mundo. Sem endereço fixo por longo período, ela odeia rotina. Estudou fotografia em Tóquio e fez curso de comissária de bordo no Brasil, mas preferiu trabalhar num navio de cruzeiro. Nossa colunista ama comer e cozinhar… e se vira muito bem com seu fogão elétrico de uma boca. Autora do blog Marcela del Mondoa jovem maringaense fala fluentemente japonês e inglês e já conheceu mais de 20 países (apesar de ter menos de 30 anos). Atualmente, Marcela mora no Japão, de onde compartilha com os viciados em café – semanalmente, aqui no blog – um pouco de suas aventuras e loucuras mundo afora.
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