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20/01/2016 - 09h23 - visualizações

Endividamento por desconto em folha é um crime!

Autor João Luiz Regiani

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Vi uma notícia muito preocupante num dos telejornais nacionais da manhã de hoje.

A matéria trouxe um panorama caótico do endividamento do cidadão brasileiro, e especialmente dos idosos, ocasionado pelos empréstimos consignados (com descontos em folha de pagamento). É um verdadeiro crime o que está acontecendo nestes casos, e pior, sob os olhos e permissividade do governo federal, que é quem regula as relações financeiras no país e devia adotar políticas públicas para que estas situações fossem evitadas.

Que os bancos nunca lucraram tanto "na história deste país" nos últimos anos já não é mais segredo para ninguém, agora o que não se esperava é que o governo federal viesse a se tornar tão subserviente ao sistema financeiro a ponto de nada fazer para co-responsabilizá-lo pelos endividamentos ocasionados aos trabalhadores pelo modelo de consignação em pagamento permitido.

Empréstimos consignados (que depois garantem à instituições financeiras o desconto em folha), inclusive de pessoas já endividadas, portando doenças graves ou já em idade avançada, são apenas alguns dos absurdos oportunizados de modo irresponsável pelas instituições financeiras sem que estas sejam co-responsabilizadas, depois, quando o devedor entra em colapso financeiro absoluto.

O que causa repugnância nisso tudo é perceber que tal modelo "lesa pátria", permitido pelo governo central em benefício do sistema financeiro, foi retribuído com polpudas e milionárias doações de campanhas aos partidos políticos, tanto da base de sustentação do governo federal, como da oposição. É um "modelo" (se é que assim pode se denominar) de prostituição política bancada pelo sistema financeiro, às custas de escorchantes ataques às economias domésticas do cidadão brasileiro.

Mas o pior de tudo é perceber que quem devia nos defender e estabelecer políticas para guarnecer os interesses públicos envolvidos - governo federal, ao reverso, recebe dividendos partidários como "fruto" (perverso) dado em troca da omissão de ações.

E a última, para que as instituições financeiras possam receber os empréstimos criminosos que fizeram sob a aquiescência do governo federal, vão alongar em até 10 anos as dívidas consignadas, inclusive de pessoas idosas. É brincadeira.

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