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21/01/2019 - 09h46 - visualizações

Trinta anos após o fim do regime militar, general volta ao comando do país

Autor José Pedriali

Pela primeira vez em 34 anos temos um general na presidência da República.

O último, João Figueiredo, saiu pela porta lateral do Palácio do Planalto, negando-se a entregar a faixa a seu sucessor, José Sarney.

O gesto foi simbólico: 21 anos após tomarem o poder, os militares estavam desgastados.

Três décadas depois, as Forças Armadas são a instituição com maior credibilidade no país. Um capitão do Exército foi eleito, e seu governo recrutou mais de 40 oficiais das Forças Armadas.

O regime militar era ansiado pela população no alvorecer da década de 1960; nos anos 80 do século passado, a democracia era o desejo coletivo. A realização desse desejo, no entanto, frustrou a muitos.

O mundo dá voltas. E a democracia, felizmente, soube se impor às frustrações que gerou e ao desejo de muitos para que fosse substituída por um regime de força.

O general Hamilton Mourão fica no cargo até a volta de Bolsonaro do Fórum Mundial de Davos. E o reassumirá logo depois por causa da cirurgia a que se submeterá o presidente.

Assumirá sabe-se lá quantas vezes. Compete-lhe, assim como ao chefe e colegas de farda, preservar a estima que a população tem pelas Forças Armadas. O bom desempenho do governo é requisito essencial para isso.

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