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21/01/2019 - 16h01 - visualizações

O "01" falou. Não seria melhor ter ficado calado?

Autor José Pedriali

Em entrevista à TV Record ontem à noite, o senador eleito Flavio Bolsonaro explicou o pagamento de um título de R$ 1 milhão na Caixa Econômica e os depósitos parcelados em R$ 2 mil, atingindo R$ 96 mil em um mês. Depósitos feitos em sua conta bancária em caixa eletrônico na Assembleia Legislativa do Rio.

Segundo ele, o título de R$ 1 milhão (e uns quebrados) refere-se à compra de um imóvel na planta financiado pela Caixa. A Caixa quitou o valor total do imóvel, debitando-o em seu financiamento de longo prazo. Como a entrega do imóvel demorou, demorou, ele o passou para frente por R$ 2,4 milhões.

Que negócio da China: antes de estar pronto, o imóvel já valia 2,4 vezes mais de quando o comprou! Ele e seu ex-motorista Fabrício Queiroz “sabem fazer dinheiro”!

Como parte do pagamento que recebeu pelo imóvel foi feito em espécie – continua Flávio -, ele o depositou em sua conta, parceladamente.

Se você acreditou na versão, como acreditaram os bolsonáticos, acreditou, e não adianta apontar nenhuma falha na versão do “01”, o primogênito do presidente Bolsonaro.

Se você não é um bolsonarista fanático, já sacou, diante dos furos desta versão, que era preferível o “01” ter ficado de boca fechada.

Afinal, se o dinheiro em espécie fazia parte do pagamento pelo imóvel, por que não depositá-lo de uma vez, já que teria como comprovar sua origem? Seria menos trabalhoso e seguro.

E uma pergunta: por que ele não soube indicar o endereço do imóvel?

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