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30/01/2019 - 17h15 - visualizações

O palanque estava armado para Lula

Autor José Pedriali

O presidente do STF, José Dias Toffoli, autorizou a viagem de Lula a São Paulo para o enterro do irmão Vavá, mas o presidiário preferiu ficar onde estava.

Por dois motivos: a autorização se limitava à presença de Lula a uma unidade militar, para onde seria levado o corpo do irmão antes do enterro, e o presidiário não poderia usar celular, nem ser filmado e tampouco fotografado. Segundo motivo: quando a autorização foi concedida, o corpo acabara de ser sepultado.

Mesmo assim, Lula poderia ter viajado até essa unidade militar para encontrar os parentes, mas desistiu.

E a razão é óbvia: já que lhe foi impedido de ir ao cemitério onde – é claro – faria um comício de arrancar lágrimas até dos anjinhos de cimento, preferiu ficar onde estava. E o palanque já estava armado para ele.

A prova de que o palanque estava armado? Informa o Diário do Grande ABC:

"Por volta das 11h, coletiva de imprensa foi realizada no cemitério. Participaram a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, o ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho, o ex-deputado federal José Genoino, o ex-prefeito de São Paulo e candidato à Presidência da República nas últimas eleições Fernando Haddad, o vereador de São Paulo Eduardo Suplicy, o deputado do Rio Grande do Sul Paulo Pimenta e o ex-prefeito de Osasco e deputado eleito Emídio de Souza. O grupo reclamou da ausência de Lula, preso em Curitiba desde maio no âmbito da Operação Lava Jato. A trajetória de Vavá também foi lembrada pelos políticos.”

Portanto, informo a todos e todas, companheiras e companheiros, o que o presidiário Lula queria não era velar o irmão, mas disparar mais uma vez, tal qual fez na despedida do corpo da mulher Marisa, vituperar contra o Estado de Direito.

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